<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-7044604437942285683</id><updated>2011-11-27T22:46:40.871-02:00</updated><title type='text'>FRAGMENTOS</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://fragmentos-esquecidos.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7044604437942285683/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fragmentos-esquecidos.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Eduardus Poeta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10079854801500790043</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/-aV64vMTaevo/TqAEdurPveI/AAAAAAAAcyE/DK5E-S4RcPA/s220/edu1.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>60</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7044604437942285683.post-6363733552579817784</id><published>2011-06-15T09:48:00.001-03:00</published><updated>2011-06-15T09:49:42.368-03:00</updated><title type='text'>DE VOLTA PARA CASA</title><content type='html'>&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:alwaysshowplaceholdertext&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;    &lt;w:dontgrowautofit/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:browserlevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:latentstyles deflockedstate="false" latentstylecount="156"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable  {mso-style-name:"Tabela normal";  mso-tstyle-rowband-size:0;  mso-tstyle-colband-size:0;  mso-style-noshow:yes;  mso-style-parent:"";  mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;  mso-para-margin:0cm;  mso-para-margin-bottom:.0001pt;  mso-pagination:widow-orphan;  font-size:10.0pt;  font-family:"Times New Roman";  mso-ansi-language:#0400;  mso-fareast-language:#0400;  mso-bidi-language:#0400;} &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Microsoft Sans Serif&amp;quot;; mso-ansi-language:PT-BR"&gt;De volta para casa&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Microsoft Sans Serif&amp;quot;; mso-ansi-language:PT-BR"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Microsoft Sans Serif&amp;quot;; mso-ansi-language:PT-BR"&gt;Imagine só, segunda-feira, saída do expediente às 18h00min.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Microsoft Sans Serif&amp;quot;; mso-ansi-language:PT-BR"&gt;O céu está carregado. Vem chuva por aí. A fila do ônibus está imensa. Só de pensar que vou demorar mais ou menos duas horas para chegar em casa, desanimo. Nada de interessante. As mesmas pessoas de sempre. O mesmo desconforto e eu me perguntando por quê? Será que vou morrer sem ver o brilho do sol nos meus dias?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Microsoft Sans Serif&amp;quot;; mso-ansi-language:PT-BR"&gt;Me conformo. Ligo o mp3. Presente do dia dos pais. A bateria está descarregada. Vejo uma menina comendo pão de queijo e sinto meu estomago revirar, abro a carteira, encontro apenas minha identidade castigada como eu pelo tempo, uma imagem de nossa senhora e uma moeda de dez centavos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Microsoft Sans Serif&amp;quot;; mso-ansi-language:PT-BR"&gt;Finalmente um ônibus encosta. Um desses ônibus enorme, bi articulados. Coisa de cidade grande. Encho meu peito de esperança. Tinha certeza que desta vez eu ia poder ir sentado. Poderia cochilar e esquecer todo esse perrengue. A fila começa a andar. Estou quase no final da fila. Vejo as pessoas se acomodando. Parece que não tem fim. Um a um como nos tempos de escola. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Microsoft Sans Serif&amp;quot;; mso-ansi-language:PT-BR"&gt;Começo a ficar aflito. Os lugares vão sendo ocupados. Quero desesperadamente contar quantos lugares ainda sobram. Não consigo. Alguns idosos aparecem e tem preferência de embarque. Deixo de lado minha cidadania e começo a xingar aqueles velhos filhos da puta em pensamento. O que fazem esse horário na rua? &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Microsoft Sans Serif&amp;quot;; mso-ansi-language:PT-BR"&gt;Consigo entrar no ônibus e olho na busca desesperada de um lugar. Duas pessoas na minha frente para passar a catraca. Olho e percebo que há dois lugares. Os olhos correm desesperados. Os meus e os dos outros. Passam e ocupam os lugares. Eu vou de pé até o fim do mundo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Microsoft Sans Serif&amp;quot;; mso-ansi-language:PT-BR"&gt;Olho desolado, imaginando qual dos passageiros podem descer num ponto mais próximo. Olho um rapaz com estilo de boyzinho. Parece que não iria para o fim do mundo. Estava sentado no corredor perto da porta de saída. Era um sinal. Fiquei perto dele em pé. Rezando para que ele descesse no ponto mais próximo. E assim, o ônibus iniciou sua peregrinação. Uns já estavam desmaiados. Outros mexiam no celular. Alguns liam e outros como eu, iam pensando se a morte não seria a melhor saída. Eram mais 18h30min quando o ônibus saiu. Eu de pé amaldiçoando aquele rapaz que eu nem conhecia. Ficava xingando em pensamento. Todos os palavrões que alguém pode imaginar e os que não podem também. Rezava o credo, a ave-maria, o pai nosso para aquele infeliz levantar e eu poder sentar e descansar um pouco. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Microsoft Sans Serif&amp;quot;; mso-ansi-language:PT-BR"&gt;Ele começou a se arrumar. Olhava para fora como se procurasse um lugar ou alguém e como num milagre, ele levantou e antes que desse o primeiro passo eu já estava sentado em seu lugar. Respirei aliviado e pedi perdão para Deus por tê-lo xingado. Me ajeitei no banco. Do meu lado um homem já estava no quinto sono. O tempo fechado. O transito parado e eu nem ai. Já estava sentado. Não me preocupava mais com nada. Derrepente começou a cair o mundo. Uma chuva que vinha de todos os lados. Eu abria somente um olho para ver a situação e foi ai que o caos se instalou. Foi ai que senti que Deus estava se vingando de mim. Foi então que eu percebi que tinha nascido verdadeiramente pra me fuder e que milagre na vida de pobre é mau sinal. Eu estava sentado embaixo da tampa de ventilação e inevitavelmente pingos começaram a cair em minha calça, depois na minha blusa e depois no meu rosto, na minha cabeça. Nessas alturas eu olhava para cada gota que caia como se eu pudesse desviá-la. Olhava para aquele buraco no teto do ônibus e com a força do pensamento, tentava parar aquela enxurrada em meu rosto. Nada fazia aquilo parar. Eram gotas grossas, densas. Eu sabia que chovia mais em mim do que em qualquer outra pessoa no mundo e eu me perguntava apenas, por quê?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Microsoft Sans Serif&amp;quot;; mso-ansi-language:PT-BR"&gt;Eu xinguei Deus, Jesus, todos os discípulos, a Virgem Maria, os anjos, arcanjos, querubins. Não havia nada que pudesse me acalmar. Eu queria apenas descansar. Sabia que ia demorar para chegar em casa. Que mal ia ter tempo de beijar minha mulher, meus filhos. Mal ia ter tempo de jantar, tomar um banho, dormir que eu já teria que acordar e começar tudo de novo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Microsoft Sans Serif&amp;quot;; mso-ansi-language:PT-BR"&gt;Cada pingo me fazia pensar em tudo. Olhava as pessoas em seus carrões. Olhava as pessoas paradas nos pontos de ônibus. Pensava se podia no mundo ter alguém pior do que eu. Procurei dentro de mim, algo que pudesse me trazer paz, mas cada pingo daquele em meu rosto, ia me fazendo cada vez mais odiar o mundo. Não sei quanto tempo fiquei ali me remoendo. Eu sabia que não levantaria dali por nada. Fiquei me consumindo. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Microsoft Sans Serif&amp;quot;; mso-ansi-language:PT-BR"&gt;O homem que estava desmaiado ao meu lado acorda num sobressalto e olha assustado para fora e diz: - passei meu ponto e alucinado deu sinal para o motorista. Ia descer no próximo ponto. Eu feliz da vida sentei em seu lugar. Ainda estava quente e eu nem reclamei. Amei. Me aconcheguei e agradeci a todos os santos. A Deus, a Nossa Senhora, anjos, arcanjos e querubins. Fechei os olhos e me vi abraçado a minha esposa e aos meus filhos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Microsoft Sans Serif&amp;quot;; mso-ansi-language:PT-BR"&gt;Alguns quilômetros na frente e o ônibus começou a engasgar. Eu nem me mexi. Não arrisquei abrir os olhos. Não podia acreditar. O ônibus parou e o motorista gritou. – Pessoal este não anda mais. Vamos esperar o próximo. Eu fiquei ali fingindo que dormia. Não queria acreditar. Escutava as pessoas falando alto, xingando e eu ali fingindo que estava morto. Logo começaram me cutucar. Um desespero para me tirar dali e eu queria ficar ali mais cinco minutos. Desci desconsolado. Olhei para o céu e disse: Valeu senhor, muito obrigado.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Microsoft Sans Serif&amp;quot;; mso-ansi-language:PT-BR"&gt;A chuva havia diminuído e depois de passarem por nós cinco ônibus lotados, consegui embarcar. Fui em pé. Massacrado, pisado, esmagado. Cheguei em casa depois de três horas e meia. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7044604437942285683-6363733552579817784?l=fragmentos-esquecidos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fragmentos-esquecidos.blogspot.com/feeds/6363733552579817784/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fragmentos-esquecidos.blogspot.com/2011/06/de-volta-para-casa.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7044604437942285683/posts/default/6363733552579817784'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7044604437942285683/posts/default/6363733552579817784'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fragmentos-esquecidos.blogspot.com/2011/06/de-volta-para-casa.html' title='DE VOLTA PARA CASA'/><author><name>Eduardus Poeta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10079854801500790043</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/-aV64vMTaevo/TqAEdurPveI/AAAAAAAAcyE/DK5E-S4RcPA/s220/edu1.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7044604437942285683.post-4248843024171513787</id><published>2011-05-11T20:26:00.000-03:00</published><updated>2011-05-15T22:57:25.414-03:00</updated><title type='text'>PARA VOCÊ HOMEM...</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Palavras apenas não me conquistam. Tem que ter atitude.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Não  gostos de frases feitas e de palavrinhas de efeito. Não pense que me  iludo que me convenço é preciso muito mais. É preciso inteligência,  sagacidade. É preciso estar atento ao que sinto ao que penso. Não pense  que vai ser fácil. Não será. Não quero flores, nem bombons. Isso é  antigo, é démodé. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Quero  um bom papo. Uma boa conversa. Quero me conheçam que me sintam que me  percebam. Não faço convites eu espero ser convidada. Quero me sentir  querida, não quero dengos em demasia, quero verdade por pior que seja.  Não quero ver seu pau. Não ligo a webcam. Não vou sair de casa para  encontrar ninguém. Seria muita pretensão se você acha mesmo que eu faria  isso sem ao menos conhecer você. Não me mande convites. Para de dizer  que sou linda a todo o momento. Diga apenas uma vez e de verdade, de  coração aberto, porque sente que sou linda, que minha alma é linda. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Não  pergunte o que quero, faça. Não me pergunte o que gosto em um homem,  descubra. Seja sábio... Sou complicada, sou mulher. Eu menstruo, fico  chata, insuportável. Não me preocupo com idade, com aparência, físico.  Preocupo-me sim com sua honra, com sua dignidade. Quero saber se  trabalha e o quanto trabalha. Se pode ir a qualquer hora. Não vou trazer  ninguém em minha casa. Não vou colocar ninguém em minha cama. Estou  solteira por opção. Por falta de opção. Não gosto de balada. Gosto de  curtir minha casa. Sair com minhas poucas e quase nenhuma amiga. Gosto  de poesia, de música, gosto de dançar, gosto de sutileza. Amo fazer  sexo, fazer amor. Amo o mar, andar na praia sozinha ou de mãos dadas. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Não me venha com conversa fiada. Na quero ser mais uma. Um troféu. Não falo da minha vida, do meu passado, só quando quero. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Amo  comer, amo viajar. Viajo muito. Estou sem em trânsito. Não sou  ciumenta. Comigo você faz aquilo que quiser apenas saiba que você  responderá por aquilo que você fizer. Não sou de perguntar, de falar,  sou de ouvir... Sou amante, amiga, leal, companheira, cúmplice, mulher.  Só não sou mãe. Não quero um filho, quero um homem...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7044604437942285683-4248843024171513787?l=fragmentos-esquecidos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fragmentos-esquecidos.blogspot.com/feeds/4248843024171513787/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fragmentos-esquecidos.blogspot.com/2011/05/para-voce-homem.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7044604437942285683/posts/default/4248843024171513787'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7044604437942285683/posts/default/4248843024171513787'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fragmentos-esquecidos.blogspot.com/2011/05/para-voce-homem.html' title='PARA VOCÊ HOMEM...'/><author><name>Eduardus Poeta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10079854801500790043</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/-aV64vMTaevo/TqAEdurPveI/AAAAAAAAcyE/DK5E-S4RcPA/s220/edu1.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7044604437942285683.post-8828289795270878050</id><published>2011-05-11T20:23:00.001-03:00</published><updated>2011-05-15T22:57:25.352-03:00</updated><title type='text'>VAI TER QUE SUAR</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não pense que vai ser fácil...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Você  pode até conseguir, mas vai ter trabalho. Não vou dar moleza. Não vou  abaixar minha guarda. Não mudar meu jeito. Não vou nada para lhe  agradar, a não ser que você mereça e se merecer terá tudo de mim. Não  sou do tipo de mulher à toa. Não gosto de balada. Não gosto de gente que  ri à toa, de gente que grita. Gosto de vozes baixas, quase sussurrando.  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não pense que vai me ganhar com  elogios, com palavras ditas para todas as mulheres ao mesmo tempo. Como  quer me conquistar se nem ao menos se deu ao desfrute de ler meu  perfil. Fica dizendo que sou linda, que sou maravilhosa e nem sequer  sabe minha idade, não sabe onde moro o que faço. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sou  mulher não quero convidar, quero ser convidada. Não sou água, sou fogo.  Eu queimo. Sou rosa cheia de espinho. Cão raivoso. Víbora venenosa. Não  me iludo. Não me deixo seduzir. Não me importo com idade, me importo  com atitude, com força na medida certa. Não sou anjo, nem sou princesa.  Prefiro ser chamada de "Fiona".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não pense que vai chegar e me levar pra minha cama. O único corpo que cada nela é o meu.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sou  mau humorada, direta, franca, gênio forte, de personalidade. Apenas um  homem me escravizou, me fez chorar. Apenas um homem rasgou e maltratou  meu coração e agora nenhum mais. Nenhum mais me enganará, nenhum mais  fará de mim, submissa. Não acredito mais. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não  vou fazer o menor esforço para agradar. Não mover um dedo. Não vou dar  um passo em nenhuma direção. Você quer, vai ter que usar toda sua  criatividade, bom senso, bom humor, toda sua elegância, charme, vai ter  que usar toda sua inspiração, transpiração. Faça e me terá do seu lado.  Faça e serei eu sua amante, amiga, mulher, cúmplice... Você pode  desisitir, ainda é tempo. Você pode procurar alguém que lhe dê maiores  condições. Eu apenas preciso ter a certeza de quem é você, do que  realmente quer e do que é capaz de fazer. Não sou uma deusa. Não me  julgo a melhor, a mais bela de todas. Sou apenas uma mulher que sabe o  que quer e saiba que estou vestida de solidão e se eu morrer sozinha,  morrei feliz...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7044604437942285683-8828289795270878050?l=fragmentos-esquecidos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fragmentos-esquecidos.blogspot.com/feeds/8828289795270878050/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fragmentos-esquecidos.blogspot.com/2011/05/vai-ter-que-suar.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7044604437942285683/posts/default/8828289795270878050'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7044604437942285683/posts/default/8828289795270878050'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fragmentos-esquecidos.blogspot.com/2011/05/vai-ter-que-suar.html' title='VAI TER QUE SUAR'/><author><name>Eduardus Poeta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10079854801500790043</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/-aV64vMTaevo/TqAEdurPveI/AAAAAAAAcyE/DK5E-S4RcPA/s220/edu1.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7044604437942285683.post-8133282499642028027</id><published>2011-05-11T20:23:00.000-03:00</published><updated>2011-05-15T22:57:25.228-03:00</updated><title type='text'>SOU AZEDA, INSALUBRE</title><content type='html'>Sou a maldita, a fera...&lt;br /&gt;Não vergo, não me dobro...&lt;br /&gt;Sou a noite sem lua...&lt;br /&gt;Sou madrugada fria...&lt;br /&gt;Sou brisa...&lt;br /&gt;Sou do silêncio...&lt;br /&gt;Me vesto de solidão...&lt;br /&gt;Sou mulher...&lt;br /&gt;Sou amarga, azeda, insalubre...&lt;br /&gt;Arranho, uivo, mordo...&lt;br /&gt;Não arrisco...&lt;br /&gt;Não vou...&lt;br /&gt;Não saio...&lt;br /&gt;Não tenho medo...&lt;br /&gt;Conheço os olhares, as palavras...&lt;br /&gt;Sou a maldita, a preferida...&lt;br /&gt;Sou amarga, azeda, o sonho, o pesadelo...&lt;br /&gt;A distância, a saudade, o bem querer...&lt;br /&gt;Sou a morte, a dor, o vestígio...&lt;br /&gt;O invísivel...&lt;br /&gt;O beijo que se quer...&lt;br /&gt;O fel...&lt;br /&gt;A língua...&lt;br /&gt;Sou ousadia... Quietude...&lt;br /&gt;Sou esquina...&lt;br /&gt;Sou pomba-gira...&lt;br /&gt;Me embriago com veneno...&lt;br /&gt;Não morro&lt;br /&gt;porque já morri...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7044604437942285683-8133282499642028027?l=fragmentos-esquecidos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fragmentos-esquecidos.blogspot.com/feeds/8133282499642028027/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fragmentos-esquecidos.blogspot.com/2011/05/sou-azeda-insalubre.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7044604437942285683/posts/default/8133282499642028027'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7044604437942285683/posts/default/8133282499642028027'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fragmentos-esquecidos.blogspot.com/2011/05/sou-azeda-insalubre.html' title='SOU AZEDA, INSALUBRE'/><author><name>Eduardus Poeta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10079854801500790043</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/-aV64vMTaevo/TqAEdurPveI/AAAAAAAAcyE/DK5E-S4RcPA/s220/edu1.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7044604437942285683.post-4589317956970460660</id><published>2011-05-11T20:22:00.001-03:00</published><updated>2011-05-13T17:39:59.696-03:00</updated><title type='text'>VILA MADALENA</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ontem, depois de ter ficado a esmo na  internet, sai e fui para Vila Madalena. Fiquei lá, no bar de minha  preferência... Bebi uma garrafa de vinho e fui fazer o que mais gosto  que é pegar a estrada de madrugada... Parece que meu carro já sabe o  caminho e o caseiro parece que sempre está me esperando. Ele sabe que  gosto de chegar sempre de madrugada e não se assusta mais. Cheguei em  Bertioga passavam das duas e meia. A casa estava fria. Eu estava com  frio... Fiquei na sala me consumindo por todos os pensamentos que quem e  vão... Estar ali me fazia bem... A dor  fazia com que me sentisse  viva... Fiquei enrolada no cobertor olhando o mar... Como pude ser tão  tola... Como puder acreditar por tanto tempo em alguém. Eu estava cega,  surda, louca... Meus pais morreram com esse desgosto... Lembro da última  conversa com meu pai... Das minhas últimas palavras... Não tive tempo  de pedir perdão. Minha mãe morreu segurando em minhas mãos. Sua boca  estava seca. Ela olhou em meus olhos e disse: - Eu perdoou você. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Depois  disso, percebi que eu não tinha mais ninguém para me defender. Depois  disso percebi que agora eu tinha que tomar minhas próprias decisões. Eu  não queria lapidar o que meu pai havia me deixado. Eu sabia que se  continuasse com ele, era isso que ia acontecer. Então, procurei o  advogado da família e entrei com o processo de separação. Ia ser um  processo longo. Ele iria querer parte dos bens que meu pai havia  deixado... Ele não ia ficar com nada... Nem que para isso eu tivesse que  me desfazer de tudo...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Aquele  silêncio me engolia... Pude ver o dia clareando... Eu estava sem pregar  os olhos a mais de dois dias... Tinha reunião de negócios... Precisava  estar bem... Mesmo tempo uma equipe competente eu estava na frente dos  negócios. A empresa era minha. Fui tomar um banho. Despedi-me do caseiro  e voltei pra São Paulo...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7044604437942285683-4589317956970460660?l=fragmentos-esquecidos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fragmentos-esquecidos.blogspot.com/feeds/4589317956970460660/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fragmentos-esquecidos.blogspot.com/2011/05/vila-madalena.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7044604437942285683/posts/default/4589317956970460660'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7044604437942285683/posts/default/4589317956970460660'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fragmentos-esquecidos.blogspot.com/2011/05/vila-madalena.html' title='VILA MADALENA'/><author><name>Eduardus Poeta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10079854801500790043</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/-aV64vMTaevo/TqAEdurPveI/AAAAAAAAcyE/DK5E-S4RcPA/s220/edu1.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7044604437942285683.post-4903332728718268740</id><published>2011-05-11T20:22:00.000-03:00</published><updated>2011-05-13T17:39:59.658-03:00</updated><title type='text'>INDO</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não me venha falar de amor... Não me  venha com palavras desconexas, sem sentido... Não terás mais do que meu  desprezo... Detestos esses hipocritas que falam em nome do amor...  Detesto esse mundo xulo... Esse mundo doente... Cada vez me fecho  mais... Cada vez me isolo mais... Estou com vontade de sair desse  lugar... Ir para outro lugar mais distante. Onde não me conheçam, onde  não falem meu idioma. Estou cheia desses homens que não não pensam...  Dessas mulheres vulgares que fizeram de sua alma o templo de coisas à  toa. Detesto essas pessoas que falam em nome de Deus, essas pessoas que  vivem em tribos, em bandos, mascarando sentimentos. Detesto esses homens  que precisam beber para criar coragem. Detesto a violêncio,  gritos, badernas, baladas, cerveja, drogas... Detesto que não não olha  nos olhos, detesto que só que se ver pela webcam... &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vou embora daqui. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vou pra bem longe. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vou abandonar o computador, o celular, iphone, ipad, mp3, 4, 5,6... Vou comprar uma máquina de datilografar. Vou me fechar... &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Estou  fazendo uma pesquisa. Uma cidade na Grécia chamada Lamia na Grécia  Central. Uma cidade que é minha cara. Vou buscar mais informações. Estou  precisando mesmo de férias. Depois de tudo. Não adianta eu insistir e  ficar aqui, buscando. Posso deixar a Jéssica morando em minha casa até  eu voltar. Não preciso me preocupar com nada. Posso ir tranquila. Passar  uns três meses...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Estou de saco cheio de tudo isso...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Preciso dar um tempo... Esquecer tudo e voltar...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7044604437942285683-4903332728718268740?l=fragmentos-esquecidos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fragmentos-esquecidos.blogspot.com/feeds/4903332728718268740/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fragmentos-esquecidos.blogspot.com/2011/05/indo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7044604437942285683/posts/default/4903332728718268740'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7044604437942285683/posts/default/4903332728718268740'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fragmentos-esquecidos.blogspot.com/2011/05/indo.html' title='INDO'/><author><name>Eduardus Poeta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10079854801500790043</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/-aV64vMTaevo/TqAEdurPveI/AAAAAAAAcyE/DK5E-S4RcPA/s220/edu1.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7044604437942285683.post-3726707629579786064</id><published>2011-05-11T20:20:00.000-03:00</published><updated>2011-05-13T14:53:15.655-03:00</updated><title type='text'>PRECIOSO DEMAIS</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não perca seu tempo com sonhos impossíveis.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu  não perco mais, meu tempo sonhando acordada. Eu não fico mais parada,  esperando que aconteça. Aprendi com meu pai, que atitude é tudo. Sonhar  apenas não basta.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sei qual é  minha realidade, minhas verdades, conheço meus limites, minhas  limitações. Nunca vivi de promessas. Ainda creio no amor. No amor  possível. Amor real. Amor que não machuca. Amor que não quer o mal...  Sei o quanto dói a rejeição... Sei como é chato ouvir um não... Eu ouço  não todos os dias. Eu mesmo digo não para meus sonhos irreais. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não  perca seu tempo com conversas que não levam a lugar nenhum. Seja  coerente nas suas palavras, nos seus pensamentos. Não se iluda. Não se  perca. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em algumas situações é melhor ter um pouco, do que não ter nada...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7044604437942285683-3726707629579786064?l=fragmentos-esquecidos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fragmentos-esquecidos.blogspot.com/feeds/3726707629579786064/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fragmentos-esquecidos.blogspot.com/2011/05/precioso-demais.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7044604437942285683/posts/default/3726707629579786064'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7044604437942285683/posts/default/3726707629579786064'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fragmentos-esquecidos.blogspot.com/2011/05/precioso-demais.html' title='PRECIOSO DEMAIS'/><author><name>Eduardus Poeta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10079854801500790043</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/-aV64vMTaevo/TqAEdurPveI/AAAAAAAAcyE/DK5E-S4RcPA/s220/edu1.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7044604437942285683.post-4156811105271489345</id><published>2011-05-11T20:19:00.000-03:00</published><updated>2011-05-13T11:47:46.222-03:00</updated><title type='text'>NÃO ALIMENTO</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não sou má.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sou sincera.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ontem assistindo um filme com Robert de Niro e Al Pacino, li uma frase que Robert de Niro que disse:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Não se apague a nada que você não posso abandonar quando precisar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É isso.  Não prometo nada a ninguém. Não crio expectativa. Não faço promessas.  Não pergunto. Não chamo ninguém. Fico observando. Deixando as palavras  sairem.  Elas nascem com uma agilidade fora do comum. Algumas agridem,  outras são vazias. Eu não quero e não vou me apegar a ninguém e não  quero que ninguém se iluda comigo. Tenho meus pés fincados no chão. Não  me iludo com sonhos que não são meus. Vivo sozinha porque quero viver.  Porque quero deixar que minha dor me consuma aos poucos. Não quero que  ninguém me veja chorando. Não quero que me sintam fraca, insegura. Não  quero depender de ninguém para me levantar. Quando precisei me deixaram  só. Agora não quero ninguém. Tenho minha vida. Trabalho, me sustento.  Vou para onde quiser, quando bem entender. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não  sou mimada. Já fui. Não enrolo. Quando não gosto digo. Não sou mal  educada, muito pelo contrário. Educação é o que mais tenho. O que dá pra  aceitar, é maneira grosseira que um homem trata uma mulher. Eu tenho  direito de escolher com quem eu quero falar. Tenho o direito de me  corresponder com quem eu quiser. Tenho direito de excluir quem eu bem  entender, a hora que eu bem entender. Posso fazer isso aqui, apertar o  delete e confirmar. Queria poder fazer isso fora daqui... Na realidade  do dia a dia...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7044604437942285683-4156811105271489345?l=fragmentos-esquecidos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fragmentos-esquecidos.blogspot.com/feeds/4156811105271489345/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fragmentos-esquecidos.blogspot.com/2011/05/nao-alimento.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7044604437942285683/posts/default/4156811105271489345'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7044604437942285683/posts/default/4156811105271489345'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fragmentos-esquecidos.blogspot.com/2011/05/nao-alimento.html' title='NÃO ALIMENTO'/><author><name>Eduardus Poeta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10079854801500790043</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/-aV64vMTaevo/TqAEdurPveI/AAAAAAAAcyE/DK5E-S4RcPA/s220/edu1.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7044604437942285683.post-942542066654630114</id><published>2011-04-19T08:10:00.000-03:00</published><updated>2011-04-19T08:12:23.358-03:00</updated><title type='text'>A culpa é de quem...</title><content type='html'>&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:alwaysshowplaceholdertext&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;    &lt;w:dontgrowautofit/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:browserlevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:latentstyles deflockedstate="false" latentstylecount="156"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable  {mso-style-name:"Tabela normal";  mso-tstyle-rowband-size:0;  mso-tstyle-colband-size:0;  mso-style-noshow:yes;  mso-style-parent:"";  mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;  mso-para-margin:0cm;  mso-para-margin-bottom:.0001pt;  mso-pagination:widow-orphan;  font-size:10.0pt;  font-family:"Times New Roman";  mso-ansi-language:#0400;  mso-fareast-language:#0400;  mso-bidi-language:#0400;} &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;&lt;span style="font-family:Arial"&gt;&lt;/span&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial"&gt;Meu avô conheceu minha avó no mercado municipal. Minha bisavó e meu bisavô que eu não conheço, tinham uma banca de frutas. Eles namoraram&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;casaram e mesmo meu avô não querendo que minha avó engravidasse, eis que surge a bem quista Roseli, minha tia. Tudo estava bem. Eis que minha avó engravida novamente e mesmo contra a vontade do meu avô, nasce Marina, minha mãe. Pelo que sei, nunca foi uma criança querida, sofrida desde o nascimento, foi criada a esmo, a Deus dará e deu. Deu uma cruz enorme e assim começou através de erros lá no passado bem remoto, o calvário de todos nós, filhos dos Santos. Minha mãe, Marina, conheceu meu pai, Ricardo, cinco anos mais velho que ela. Eis que minha mãe com apenas quatorze anos resolve casar com meu pai. Claro que para se livrar da cruz, meu avós aceitando a rebeldia de minha mãe consentiram. Deveriam ter dado uma surra, trancado-a num quarto a sete chaves. Minha mãe casou com um homem que não trabalhava, que bebia, que vinha de uma família desorganizada. Eu os conheci quando eu tinha vinte três anos, mas isso é uma outra história. Minha mãe casada, foram morar em uma casa que ficava nos fundos da casa da minha avó (materna). Pelo que me consta, uma mulher violenta e super protetora, mais tarde eu confirmei isso. Bem, minha mãe engravidou e deu a luz com quinze anos de idade, ao meu irmão João Carlos, que logo no nascimento, foi praticamente adotado como filhos, pelos meus avôs (maternos), pois julgavam que minha mãe não tinha condições de criá-lo, mas deixaram que ela casasse, sei... Depois de um tempo, não sei ao certo, nasceu meu segundo irmão Sergio e Deus o poupou desse calvário, carregou para o céu novamente. Depois heis que nasce Eduardo, eu, o filho do meio. Pelo que minha mãe conta, o filho que mais tempo, por infelicidade do destino, conviveu com o pai. Desde o nascimento, compartilhei com minha mãe a dor. Meu pai chegava em casa bêbado e agredia minha mãe. Não tínhamos luxo, nem conforto e meu avô Carlos, pai do meu pai, levava água com açúcar para que eu tomasse e pudesse dormir. Um ano se passou e nasce aquela que nos salvaria de todo esse martírio, minha irmã, Andréa. Como era a única neta, meus avôs maternos se compadeceram e tiraram minha mãe e eu do sacrifício e nos acolheram em sua casa na Avenida Bosque da Saúde. Esses relatos são fragmentos que colhi nas conversas com minha mãe, meu avô. Minha avó nunca falou sobre isso. Minha mãe foi trabalhar e minha avó Lourdes ficou encarregada de cuidar dos dois netos. Dois, porque meu irmão foi adotado como filho. Eu e minha irmã, netos. As lembranças que tenho dessa fase são ótimas. Todas as minhas boas lembranças trazem minha avô a memória. Da minha mãe consigo lembrar de quando comprou nossa primeira televisão branco e preto e que eu pude assistir o pica-pau. Outra coisa que me lembro era seu terrível mal humor. Lembro-me também que sempre muito apegado a ela. Fazia planos. Quando eu crescesse, ia comprar uma casa e cuidar da minha mãe até ela ficar velhinha. Eu esperava ela no ponto de ônibus quando ela chegava do trabalho, Eu a buscava com o guarda-chuva. Penteava seus cabelos, beijava seu rosto. Lembro-me também que acordava cedo e ia comprar pão e leite e deixava a mesa pronta para que todos tomassem café. Da minha avô, lembro de todas as noites perdidas comigo no pronto socorro quando me atacava a crise de bronquite. Saíamos de madrugada e ninguém nos via. Fazia inalação e voltávamos. Minha avó dormia comigo no sofá. Eu não podia dormir no quarto com meu irmão. Meu peito chiava muito e ele não conseguia dormir. Eu e minha avó dormíamos no sofá. Ela nos levava para a escola e nos buscava. Lembro que brincava e brigava muito com meu irmão, Quando num acidente cortei os pulsos, minha avó correu comigo para uma clínica. Sua blusa amarela se lavou de sangue e graças a ela e ao médico de plantão, não perdi os movimentos da mão direita. Eu era assim, terrível. Meu avô? Não se preocupe. Logo logo ele aparece. Meu irmão jogava bola. Ruim demais, corintiano, puxou o pai sem saber. Era e é até hoje a cópia mais fiel de dois seres humano. Minha irmã sempre a frágil, a doente, a debilitada. Spo sabia rir. Nós a chamávamos de risoleta. Eu era o endiabrado, o inquieto, o furacão branco. Eu sempre fui rueiro. Adorava ficar na rua com os amigos de infância. Brincávamos livres. Há no Bosque da Saúde, uma praça com um morro bem íngreme, gramado. Lá passávamos a tarde escorrendo em folha de papelão. Falávamos sobre meninas e no dia da festa de São Cosme, São Damião e Doum, esperávamos afoitos as oferendas de doces deixadas embaixo das árvores. Comiámos doces, bebíamos guaraná e voltamos felizes para casa. Na escola eu era um terror. Sempre vivo, sempre sorridente. Eu minha shorts jeans que minha avó fez, camisa de manga curta &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7044604437942285683-942542066654630114?l=fragmentos-esquecidos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fragmentos-esquecidos.blogspot.com/feeds/942542066654630114/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fragmentos-esquecidos.blogspot.com/2011/04/culpa-e-de-quem.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7044604437942285683/posts/default/942542066654630114'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7044604437942285683/posts/default/942542066654630114'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fragmentos-esquecidos.blogspot.com/2011/04/culpa-e-de-quem.html' title='A culpa é de quem...'/><author><name>Eduardus Poeta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10079854801500790043</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/-aV64vMTaevo/TqAEdurPveI/AAAAAAAAcyE/DK5E-S4RcPA/s220/edu1.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7044604437942285683.post-5805234849175123927</id><published>2011-03-03T21:56:00.000-03:00</published><updated>2011-03-03T21:59:26.091-03:00</updated><title type='text'>CONFISSÃO</title><content type='html'>&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:alwaysshowplaceholdertext&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;    &lt;w:dontgrowautofit/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:browserlevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:latentstyles deflockedstate="false" latentstylecount="156"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable  {mso-style-name:"Tabela normal";  mso-tstyle-rowband-size:0;  mso-tstyle-colband-size:0;  mso-style-noshow:yes;  mso-style-parent:"";  mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;  mso-para-margin:0cm;  mso-para-margin-bottom:.0001pt;  mso-pagination:widow-orphan;  font-size:10.0pt;  font-family:"Times New Roman";  mso-ansi-language:#0400;  mso-fareast-language:#0400;  mso-bidi-language:#0400;} &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:126.0pt"&gt;“Tava cansado de me sujeitar a certas humilhações. Tentei trabalhar honestamente como minha mãe me ensinou. Mas tem hora que não dá. A criança em casa esperando a comida. O aluguel vencendo. Cê trabalha como um louco e na hora de receber eles vem querendo te guarfar e ficar com parte do que é seu por direito! Mas comigo não é bem assim que funciona. Mano, já trabalhei de tudo o que podia. Já fui faxineiro. Ficava limpando a merda dos outros. Incrível como os cara de dificuldade de mijar dentro da porra do vaso. Mulher então nem se fala. Ce você fica pensando que banheiro de mulher é limpo e perfumado, cê ta enganado. Mulher também faz a suas merda.&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;Joga papel dentro do vaso, “modess usado”. É foda. Mesmo assim no dia do meu pagamento o dinheiro tava lá. Era pouco mais o dinheiro tava lá no dia certo. Depois mano, fui trabalhar de ajudante de pedreiro. Cara é foda, você quer ver neguinho se achando é você dar um cargo de poder pra ele. Eu tava fazendo tudo certinho. Tava cimentando a calçada, tava sol pra caralho e eu ali no maior trampo. Já tinha mexido o cimento, já tinha carregado lata. Tava de boa agora só deixando a calçada lisinha. Ai vem o troxa me esculachando dizendo que meu serviço tava uma merda. Mano quando eu vi ele pisando na calçada que eu tinha acabado de cimentar, ai eu num agüentei. É foda! Depois fui com um tio meu trabalhar com ele catando papelão. É osso ficar puxando carroça. Ficar revirando lixo, catando o resto dos outros, mas mano, cheguei a ganha 30 conto num dia. Chegava em casa morto, mas levava o pão o leite e uma pedaço de carne. Minha fazia um mexido e a criançada adorava. Eu durmia feliz. Acordava cedo, pegava a carroça e saia pela cidade e não vai pensando que é fácil. Num pode invadi. Cada um tem seu espaço. Porra essa merda de cidade é grande pra caralho e neguinho brigando por causa de lixo. É foda! Um dia eu tava com minha carroça cheia. Tinha conseguido pegar uns ferros que ia da um troco no final do dia. Tava na minha. Final de tarde ai vem uma tiazinha com o carrão do ano buzinando atrás de mim. A carroça tava pesada. A rua tinha um pouco de subida. Eu num tinha espaço, tinha que anda no meio da rua e vagabunda atrás de mim buzinando. Mano, aquela porra foi me enchendo, foi me dexando com os nervo exposto. Pior que eu não tinha como para. Se eu parasse a carroça descia. A raiva foi tanta que eu parei pra discuti com a madame. Quando eu tentei para, a carroça me jogou pra cima. Imagina só eu fiquei cum as pernas no ar e a carroça foi descendo e num deu outra bateu no carro da mulher. Eu pulei e já fui xingando. Quando ela me viu tratou de fechar os vidros. Só vi ela pegando o telefone e ligando pra alguém. Num demoro tava o marido da mulher e mais umas vinte viatura de polícia. Foi um rebu. Ela saiu chorando disse que eu tinha ameaçado ela. Que eu fiz di propósito. Tinha que ver a cara da madame. Essas loira aguada que nunca pego no batente. Caso cum esses home rico e acha que é a dona do pedaço. Num custava nada ela ispera um pouco. Se fudeu. Na minha carroça num aconteceu nada, já no carro dela o estrago foi feio. Ai os policia queria me leva pra delegacia e u disse que num ia e num fui mesmo. O marido dela achou melhor deixa pra lá. Um carrão daquele com certeza tinha seguro. Ninguém respeita. Ficam buzinando, jogam o carro em cima, xingam. Quanto mais luxuoso é o carro pior é as pessoas. Ai mi enchi e fui fazê outras coisa. Um dia tava lendo um desses jornal do metro e tava lá um anuncio de emprego que dizia que contratava sem experiência. Tinha que leva os documento pra faze uma entrevista. Os documentos eu tinha. Era pruma vaga dessas pessoas que fica no telefone ligando pra casa dos outro. Eu cheguei lá na hora marcada e tinha um monti de gente. Tudo um moleques. Uma menina nova com os peito tudo de fora. Como é que vai procura trabalho dessa maneira. Mandaro eu preenche uma ficha e a mulher perguntou se eu sabia lê e escreve, pode? Será que eu tenho cara de analfabeto? Só podi. Sabe, lê eu sei e escreve também. Estudei até a oitava serie e depois tive que fazer meus corre. Família grande. Tinha além de mim mais cinco irmão e minha mãe. Meu pai abandonou a gente quando a gente mais precisava. Ai, sem saída e com pouco dinheiro, a mãe levou nois tudo pra mora na favela. Juntou um dinheiro e comprou um barraco. Eu lembro bem. O barraco era pouco maior que a carroça que eu puxava. Lá morava nois tudo e a mãe cuidava de outras criança e também custurava pra fora. Eu saia com meus irmão pra pedi as coisa na rua. Minha mãe ensinou nois a nunca rouba. Dizia que a gente tinha que trabalha e foi o que nois fizemo. As vezes eu tava uns tapinha num cigarro de maconha mas nada que minha mãe pudesse perceber. Bom ai eu comecei a trabalha nessa empresa. Tinha muita gente. O trabalho era fácil. Eu tinha que liga pra cada dos outro vendendo um produto. Trabalhava pouco e ganhava até que um dinheiro bom. Logo no começo eles mandaro eu abri conta num banco. Logo eu que nunca tinha mexido cum essas coisa. Ele precisava depositar o pagamento na conta. Comecei a me sentir importante. Num desses sobe e desce, conheci uma menina chamada Iasmim. Uma menina de mais ou menos dezenove anos. Escolada. Já era mãe de uma menina. Trabalhava lá de manhã, a tarde cuidava da filha e a noite era dançarina numa boate no centro de São Paulo. Eu gostava do jeito dela e pelo jeito ela também gostou do meu jeito. Não demorou muito e eu tava morando com ela. A casa ficava no terreno da mãe. Sabe esses terreno grande onde mora toda a família junto, então era assim. Na casa da frente morava a mãe. Ela era dona de um bar. Essas mulher que vem do norte. Cara de mulher brava. Mulher de bigode. No fundo tinha a casa da Iasmim, a casa da irmã dela a Claudia e o marido, a casa do outro filho o Marco e a namorada e seu filho. Eu deixei minha mãe e fui morar com ela. Mas num pensa que eu esqueci minha mãe. Na verdade, essa história esta apenas começando. Nois se dava bem. Eu cuidava da filha dela como se fosse minha filha. Num tinha o menor problema. A gente saia pra passia, ia nu Shopping, comprava ropa pra ela e pra mim e pra criança também. As vezes a gente brigava mas não era nada sério. A gente tomava umas breja junto e tava tudo bem. Num deu muito certo porque as pessoas lá queria cuidar da vida da gente. Sabe como é, muita gente falando, querendo cuida. Ai nois resolvemos alugar um quarto só nóis mora. A gente trabalhava e podia paga. O legal é que a gente ia junto trabalhar. Deixava a pequena na creche e saíamos de mãos dada. A gente fazia planos. Eu fazia ela rir muito. De domingo a gente ia visitar minha mãe e meus irmão. Passava na padaria comprava frango assado, refrigerante, ai era uma festa. Tava tudo indo muito bem na minha vida. Sempre segui os conselhos da minha mãe. Ela sempre dizia que se você faz o mal, o mal sempre volta. Ela não tinha criado filho vagabundo. Ela fez nóis tudo estuda e eu como filho mais velho tinha que ficar de olho nas minhas irmãs. Sabe como é, os homens não dão moleza. Sou homem e sei como ele pensa. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:126.0pt"&gt;Mas ai, um dia lá na empresa eu fui chamado na sala de reunião. O chefe foi logo falando que estava contente com meu desempenho, com minha dedicação. Disse que por causa dos resultados a empresa ia me dar uma chance e ia me promover, mas que eu precisava com essa promoção cursar uma faculdade. Claro que agi normalmente como se aquilo não fosse surpresa pra mim. Sai de lá e fui correndo procurar minha preta. Queria conta que eu ia me dar bem e que ela era o motivo de tudo isso. Eu estava eufórico. Eu ia ser promovido e ia fazer faculdade. Tudo isso era demais. Queria contar pra minha mãe. Eu ia fazer um treinamento e depois eu já passaria a receber como supervisor. O salário aumentava. Ia dar pra arrumar uma casa melhor e quem sabe até pensar em ter um filho nosso. Olha de catador de lixo, de faxineiro eu ia ser supervisor. Ia ter que andar de gravata. Coisa xique. Comecei até pensar em comprar um carro pra poder viajar. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:126.0pt"&gt;Só que as coisas sei lá porque começaram a dar errado e ai que eu me revolto e brigo com Deus. Minha mãe ficou doente e mal podia cuidar das minhas irmãs. Falei pra preta que eu ia ter que ficar com minha mãe por uns dia até ela ficar bem. Ai começamos a discutir porque ela não queria. Começou a falar da minha mãe e ai não prestou, perdi a cabeça e dei um murro na cara dela. Vi o olho dela inchar na mesma hora. Tentei falar com ela mas ela num queria saber. Começou a me bater e a me xingar de tudo quanto é nome. A pequena começou a chorar. Os vizinhos vieram e levaram ela dali. Eu fui pra casa da minha mãe. A coitada tava de cama e eu num ia conta pra ela o que tinha acontecido. Eu tava lá cuidando dela quando bateram no portão. Era a polícia. A preta tinha ido à delegacia dar queixa de mim e os homens vieram me pegar. Minha mãe que tava ruim ficou pior quando viu eu sair de lá algemado. Eu nunca fugi da briga. Eu tinha feito a merda agora tinha que assumir. Na frente do delegado e a preta, disse que e tinha dado um murro nela quando ela começou falar da minha mãe. A preta disse que foi errada mesmo e resolveu não prestar queixa. Ela saiu de lá primeiro que eu e depois disso não mais nos falamos. O delegado me fez passar uma noite na delegacia pra pensar no que eu havia feito. Quando eu estava na cela, o carcereiro disse que o delegado mandou me chamar. Tinha acontecido algum coisa com a minha mãe e ele me liberou. Fui pra casa correndo e já tinha levado minha mãe para o hospital. Eu não ia me perdoar se tivesse acontecido algo de ruim com minha mãe. Cheguei no hospital e recebi a notícia que minha mãe tinha acabado de falecer. &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7044604437942285683-5805234849175123927?l=fragmentos-esquecidos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fragmentos-esquecidos.blogspot.com/feeds/5805234849175123927/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fragmentos-esquecidos.blogspot.com/2011/03/confissao.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7044604437942285683/posts/default/5805234849175123927'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7044604437942285683/posts/default/5805234849175123927'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fragmentos-esquecidos.blogspot.com/2011/03/confissao.html' title='CONFISSÃO'/><author><name>Eduardus Poeta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10079854801500790043</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/-aV64vMTaevo/TqAEdurPveI/AAAAAAAAcyE/DK5E-S4RcPA/s220/edu1.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7044604437942285683.post-5220143313152507590</id><published>2011-01-26T12:16:00.002-02:00</published><updated>2011-01-26T13:14:29.114-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Estava na cara que aquele era o tipo de relacionamento que jamais iria dar certo. Eu sou um home de 40 anos e juro pra você que eu não sei onde eu estava com a cabeça ( na verdade eu sei sim). Eu mergulhei de cabeça naquele decote. Não me preocupei em saber qual era a idade daquela menina. Para mim uns vinte dois anos. Ela tinha dezesseis. Como eu ia saber? As meninas de hoje crescem e se comportam com mulheres. Assim que bati os olhos naquele decote maravilhoso que ostentava um volumoso par de seios, percebi de imediato um sorriso por parte daquela mulher, menina. Aquele ser. Ela me olhou bem nos olhos e sorriu. Fiquei meio desconcertado, meio que sem graça. Logo eu! Não podia embarcar nessa.&lt;br /&gt;O metro estava cheio. Tentei disfarçar mas tinha curiosidade para saber se era mesmo para mim aquele sorriso. Aquele decote me atraia. Ela começou a se arrumar. Percebi que ela ia descer na próxima estação. Levantou e veio em minha direção. Olho bem para mim e disse:&lt;br /&gt;- Você vai descer na próxima?&lt;br /&gt;- É um convite? - perguntei de imediato.&lt;br /&gt;- Depende das suas intenções.&lt;br /&gt;- As melhores possíveis.&lt;br /&gt;Mais uma vez ela sorriu maliciosamente. Fiquei olhando. A porta abriu e ela desceu e me chamou. Eu estava com certeza enfeitiçado. Sem pensar acabei descendo. Não lembrei que minha mulher estava me esperando na estação final.&lt;br /&gt;Ela subiu a escada rolante e parou antes das catracas e eu feito besta fui atrás. Eu não sabia o que falar, o que pensar. Me aproximei dela. A essa altura não conseguia controlar minha excitação.&lt;br /&gt;- Ela apoiou os braços em volta do meu pescoço e me perguntou quase sussurando no meu ouvido:&lt;br /&gt;- O que você estava olhando com cara de tarado?&lt;br /&gt;- Eu estava olhando pra você!&lt;br /&gt;- Você gostou dos meus peitos? Aposto que está louco para dar uma boa chupada neles!&lt;br /&gt;- Você conseguiu perceber isso só de olhar?&lt;br /&gt;- Não. Claro que não! Estou sentindo pelo volume da sua calça!&lt;br /&gt;- Você me deixou assim!&lt;br /&gt;- Eu não fiz nada!&lt;br /&gt;Devagar ela veio e beijou minha boca. Parece que naquele momento não existia nada. Esqueci as horas, esqueci do mundo. Foi um beijo quente. Cheio de paixão ou sei lá o que! A todo momento ela me chamava de tarado. Aquilo me excitava. Podia sentir o cheiro da sua pele. Podia sentir os seios dela contra meu peito. Ela me beijava e me apertava. Ela olhou no relógio e disse que precisava ir embora. Me deu seu telefone e pediu para eu ligar pra ela assim que eu chegasse em casa.&lt;br /&gt;- Eu sei que você é casado. Mas sei também que você tá louco pra me comer! Me liga!&lt;br /&gt;Se despediu de mim com um beijo quente e de leve senti sua mão descer até minhas pernas. Eu estava euforico. Depois desse dia tudo em minha vida mudou. Nos falamos varias vezes. Nos encontramos e o que eu não sabia era que eu estava sendo vigiado. Eu não sabia e não podia imaginar que minha vida estava sendo vasculhada, revirada. Em pouco tempo fui do céu para o mais profundo de todos os infernos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7044604437942285683-5220143313152507590?l=fragmentos-esquecidos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fragmentos-esquecidos.blogspot.com/feeds/5220143313152507590/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fragmentos-esquecidos.blogspot.com/2011/01/estava-na-cara-que-aquele-era-o-tipo-de.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7044604437942285683/posts/default/5220143313152507590'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7044604437942285683/posts/default/5220143313152507590'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fragmentos-esquecidos.blogspot.com/2011/01/estava-na-cara-que-aquele-era-o-tipo-de.html' title=''/><author><name>Eduardus Poeta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10079854801500790043</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/-aV64vMTaevo/TqAEdurPveI/AAAAAAAAcyE/DK5E-S4RcPA/s220/edu1.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7044604437942285683.post-7525089632724297205</id><published>2011-01-13T12:07:00.002-02:00</published><updated>2011-01-13T12:34:50.449-02:00</updated><title type='text'>Tanto que já fiz   - 1</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Lembro-me de ter começado a trabalhar cedo demais.&lt;br /&gt;O meu primeiro emprego efetivo foi na banca numa feira em São Paulo (banca não). Recebi um convite de um amigo para ajudar ele e seu pai na feira. Logo imaginei que fosse uma banca que vende-se frutas, verduras. Que engano. O pai dele era marreteiro e tinha um tapume onde jogava várias meias e vendia. Algo bem irregular. Se chegasse a fiscalização, era corre-corre certo. Como pagamento ganhei um par de meias é claro.&lt;br /&gt;Uma vez eu estava no interior de São Paulo, a cidade era Birigui. Um circo tinha acabado de chegar na cidade e eu queria ir, mas minha avó não quis me dar dinheiro. Fiquei na porta do circo um tempão até que o dono do circo do circo disse que eu podia trabalhar vendendo pipoca e assim poderia assistir ao espetáculo. Foi o que fiz. Coloquei um chapeuzinho e peguei uma bancada de pipoca e sai vendendo na platéia. Na hora de ir embora para casa o dono disse que ia me pagar. Me levou para uma Kombi e fechou a porta. Começou a me mostra revistas pornograficas. Eu tratei de chutar a porta e sai correndo. Jurei que nunca mais ia trabalhar dessa maneira. Juro que escapei por pouco.&lt;br /&gt;Já trabalhei de ajudante de pedreiro, mas não deu certo. O mestre de obras deixou cair um tijolo baiano na minha cabeça, mandei ele a merda e vim embora. Já fui ajudante de eletricista. Não deu certo. Trabalhei com vendedor do Círculo do Livro, meu chefe andava comigo na rua cobrando metas. Fiquei escondendo meus contratos fechados e ele me cobrando. Com o saco cheio das cobranças peguei os contratos, rasguei todos e entreguei para ele. Fui embora também. Às vezes andava o dia inteiro sem ter o que comer. Época que o cachorro quente no centro de São Paulo custava R$ 0,50 e vinha com duas salsichas e ainda ganhava um suco grátis. Eu me fartava. Isso era o que eu comia. Andei muitas vezes com sapatos furados ou com pregos na ponta para não deixa que caísse a sola no meio da rua. Depois conto um pouco de tudo o que eu já fiz...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7044604437942285683-7525089632724297205?l=fragmentos-esquecidos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fragmentos-esquecidos.blogspot.com/feeds/7525089632724297205/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fragmentos-esquecidos.blogspot.com/2011/01/tanto-que-ja-fiz-1.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7044604437942285683/posts/default/7525089632724297205'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7044604437942285683/posts/default/7525089632724297205'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fragmentos-esquecidos.blogspot.com/2011/01/tanto-que-ja-fiz-1.html' title='Tanto que já fiz   - 1'/><author><name>Eduardus Poeta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10079854801500790043</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/-aV64vMTaevo/TqAEdurPveI/AAAAAAAAcyE/DK5E-S4RcPA/s220/edu1.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7044604437942285683.post-3411372172655448758</id><published>2010-11-16T11:30:00.001-02:00</published><updated>2010-11-16T11:31:41.412-02:00</updated><title type='text'>AMANHÃ</title><content type='html'>&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:alwaysshowplaceholdertext&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;    &lt;w:dontgrowautofit/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:browserlevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:latentstyles deflockedstate="false" latentstylecount="156"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable  {mso-style-name:"Tabela normal";  mso-tstyle-rowband-size:0;  mso-tstyle-colband-size:0;  mso-style-noshow:yes;  mso-style-parent:"";  mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;  mso-para-margin:0cm;  mso-para-margin-bottom:.0001pt;  mso-pagination:widow-orphan;  font-size:10.0pt;  font-family:"Times New Roman";  mso-ansi-language:#0400;  mso-fareast-language:#0400;  mso-bidi-language:#0400;} &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 54pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Eras Medium ITC&amp;quot;;"&gt;Eu nunca pensei no amanhã.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 54pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Eras Medium ITC&amp;quot;;"&gt;Queria viver meu hoje e sentir saudade do meu ontem. O amanhã era para mim algo distante. Bem distante. Mas um dia percebi que meu reflexo no espelho estava mudando. Meu rosto não era mais o mesmo. Olhei para trás buscando uma saudade. Não havia nada. Nada para que eu pudesse me agarrar. Meus dias eram vazios e cada dia eu me perdia um pouco mais. Olhei para o amanhã com medo e mesmo diante de tantas incertezas, sonhei com dias melhores. Vi ilusões vestidas de certezas.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 54pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Eras Medium ITC&amp;quot;;"&gt;Era algo intocável.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 54pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Eras Medium ITC&amp;quot;;"&gt;Algo que estava ali diante dos meus olhos. Não sabia o que fazer para alcançá-los. O medo me dominava e a vida passando.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Eras Medium ITC&amp;quot;;"&gt;Procurei nos livros e encontrei perdida entre linhas esquecidas uma frase que dizia:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Eras Medium ITC&amp;quot;;"&gt;- SEU AMANHÃ É SEU HOJE&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Eras Medium ITC&amp;quot;;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 54pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Eras Medium ITC&amp;quot;;"&gt;Demorei em entender, para perceber. Foi então que decidi mudar meu modo de pensar. Entendi como são construídas as pontes. Aprendi a sonhar. Entendi o que era viver e o que a vida esperava de mim. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 54pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Eras Medium ITC&amp;quot;;"&gt;Hoje vivo meu hoje ainda mais intensamente. Plantando sempre as sementes do meu amanhã. Depende de mim e do meu esforço. Posso tudo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 54pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Eras Medium ITC&amp;quot;;"&gt;Meus planos para meu amanhã? &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 54pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Eras Medium ITC&amp;quot;;"&gt;Fazer a coisa certa hoje!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7044604437942285683-3411372172655448758?l=fragmentos-esquecidos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fragmentos-esquecidos.blogspot.com/feeds/3411372172655448758/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fragmentos-esquecidos.blogspot.com/2010/11/amanha.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7044604437942285683/posts/default/3411372172655448758'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7044604437942285683/posts/default/3411372172655448758'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fragmentos-esquecidos.blogspot.com/2010/11/amanha.html' title='AMANHÃ'/><author><name>Eduardus Poeta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10079854801500790043</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/-aV64vMTaevo/TqAEdurPveI/AAAAAAAAcyE/DK5E-S4RcPA/s220/edu1.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7044604437942285683.post-4002236526504407005</id><published>2010-08-26T12:11:00.001-03:00</published><updated>2010-08-26T12:14:46.276-03:00</updated><title type='text'>DE NOVO</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu queria apenas voltar para casa.&lt;br /&gt;A saudades de tudo estava forte demais. Não via a hora de encontrar meus filhos, minha casa. Precisava voltar para minha vida.&lt;br /&gt;Recomeçar de onde havia parado. Aqueles anos longe mudaram minha maneira de ver a vida. Não queria mais nada daquilo.&lt;br /&gt;Fui condenado a mais de 25 anos de cadeia. Crime? Homicidio.&lt;br /&gt;Eu amava demais minha mulher. Cheguei em casa um dia e vi um homem conversando com ela no portão de casa. Fui tomado pelo ciúmes. Hoje sei que não havia motivos. Vilma sempre fora uma mulher carinhosa, fiel, mãe exemplar, esposa carinhosa. Naquele dia nada disso me fez parar. Vendo o sorriso estampado em seu rosto, sentindo a proximidade dela com aquele homem no portão da minha casa, fiquei cego, louco. Senti um torpor forte. Parei e fiquei imaginando tudo. Minha mulher se entregando para aquele homem nas horas que eu não estava. Meus filhos correndo ao seu encontro e dando para ele o amor que era meu. Imaginei ele na minha cama, comendo na mesa com minha família a única razão que eu tinha para me sentir vivo e forte. Parei e fiquei ali, olhando a cena enquanto era consumido por inteiro por todos os piores sentimentos. Vi o exato momento que ele se aproximou e a abraçou beijando-lhe a fase. Se despediu e partiu deixando-a com o sorriso no rosto.&lt;br /&gt;Cheguei em casa e não disse nada. Ela também não me falou nada. Não me disse quem era aquele homem que parecia ser íntimo demais.&lt;br /&gt;Tentei agir da maneira mais natural possível. Dias se passaram e tudo para mim era motivo. Desconfiava de tudo. Já não conseguia olhar para ela&lt;br /&gt;como sempre. Ela era pra mim uma vaca, uma vagabunda que apoveitava o momento em que eu não estava em casa para se entregar para outro&lt;br /&gt;homem. Não pensava em mais nada. Comecei a não render no emprego. Andava todos os dias de péssimo humor. Comecei a me fechar e a enlou quecer sozinho. Cada vez mais calado. Nem meus filhos me faziam rir. Achava que eles eram cumplices.&lt;br /&gt;Um dia, não estava passando bem, acabei voltando mais cedo para casa. Vilma não estava. As crianças estavam na escola e a casa para mim estava largada como se alguém derrepente saisse correndo. Fui para o quarto. A cama estava arrumada mas com a nítida impressão que alguém&lt;br /&gt;se deitou nela, deixando marcas na colcha. No banheiro, a sensação que alguém havia acabado de tomar banho. Os frascos de perfume estavam abertos na penteadeira como se Vilma acabasse de usá-los e com pressa saiu sem tampá-los. Comecei a vasculhar tudo em busca de vestígios. Ela&lt;br /&gt;havia deixado o telefone celular. Olhei e vi suas últimas ligações recebidas. Olhei suas mensagens:&lt;br /&gt;- Passo na sua casa daqui a meia hora. Me espere no portão. Paulo.&lt;br /&gt;Havia um número de telefone. Claro que eu liguei. Claro que caiu na caixa postal. Ela recebeu a mensagem as 14:00hs. Meus filhos entravam na escola as 13:30 e era ela que deixava meus filhos na escola. Por isso a pressa em se arrumar. Sai desesperado. Não via nada. Não via ninguém. Tive vontade de acabar com minha vida, tive vontade de acabar com tudo. Fui envolvido por todos os piores sentimentos. Raiva, ódio, magoa, uma fúria descontrolada. Queria me vingar. Pensava em tudo. Peguei o carro e fui para o centro da cidade. Estava cego.&lt;br /&gt;Deixei o carro estacionamento e sai. Não via nada. Nem ninguém. Via apenas Vilma se entregando para aquele homem. Via ele possuindo a mulher que era minha. Vi sua cara de prazer. Parei em um bar. Eu nunca havia parado em um bar. Pedi uma bebida forte. O rapaz do balcão me serviu um conhaque. Aquele líquido queimou as últimas sensações de bondade que haviam em mim. Decidi matá-la. Tomei mais algumas doses de conhaque.&lt;br /&gt;Mais umas e umas. Comecei a me sentir forte, imbatível. Sai dela com a boca amarga. Cheio de ódio.&lt;br /&gt;Quando cheguei em casa ela ainda não estava. Fui para o meu quarto. Abri o cofre, peguei o revólver calibre 38, coloquei as seis munições e fui para a sala. Apaguei as luzes. Fechei as cortinas. Sentei e esperei. Não era mais eu que estava lá.&lt;br /&gt;18 horas e vinte cinco minutos. Escuto Vilma chegar. Assim que ela abriu a porta e acendeu a luz, descarreguei toda minha fúria. Dei seis tiros na mulher que eu mais amava. Meus filhos estavam com ela. Viram a mãe cair praticamente aos meus pés. Lágrimas cairam. Meus filhos debruçados&lt;br /&gt;sobre a mãe choravam desesperados. O barulho chamou a atenção dos vizinhos. Sentei e esperei a policia chegar. Sai de lá, deixando minha mulher morta, meus filhos sem pai e agora sem mãe. Dias mais tarde fiquei sabendo que aquele homem era apenas um vendedor. Ele passou em casa para ir com minha mulher até a loja para justamente escolher o meu presente de aniversário. No dia que eu os vi em casa, ele havia levado um catálogo para que minha mulher pudesse ter a idéia do que me dar de presente de aniversário de casamento.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7044604437942285683-4002236526504407005?l=fragmentos-esquecidos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fragmentos-esquecidos.blogspot.com/feeds/4002236526504407005/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fragmentos-esquecidos.blogspot.com/2010/08/de-novo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7044604437942285683/posts/default/4002236526504407005'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7044604437942285683/posts/default/4002236526504407005'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fragmentos-esquecidos.blogspot.com/2010/08/de-novo.html' title='DE NOVO'/><author><name>Eduardus Poeta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10079854801500790043</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/-aV64vMTaevo/TqAEdurPveI/AAAAAAAAcyE/DK5E-S4RcPA/s220/edu1.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7044604437942285683.post-5465630214692054535</id><published>2010-08-15T12:26:00.001-03:00</published><updated>2010-08-15T12:29:04.979-03:00</updated><title type='text'>MUROS</title><content type='html'>&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:alwaysshowplaceholdertext&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;    &lt;w:dontgrowautofit/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:browserlevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:latentstyles deflockedstate="false" latentstylecount="156"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable  {mso-style-name:"Tabela normal";  mso-tstyle-rowband-size:0;  mso-tstyle-colband-size:0;  mso-style-noshow:yes;  mso-style-parent:"";  mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;  mso-para-margin:0cm;  mso-para-margin-bottom:.0001pt;  mso-pagination:widow-orphan;  font-size:10.0pt;  font-family:"Times New Roman";  mso-ansi-language:#0400;  mso-fareast-language:#0400;  mso-bidi-language:#0400;} &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Franklin Gothic Book&amp;quot;;"&gt;Se eu pudesse voltar atrás, queria que tudo fosse como antes, em que podíamos conversar sem qualquer pretensão, sem agressão. Éramos sim amigos despretensiosos.Queríamos apenas estar. Mas aos poucos tudo ficou pesado. As palavras ficaram amargas. Começou a se querer muito. Começaram a existir culpas e culpados. A amizade se perdeu. Feriu-se. Deixamos de nos ver como nos víamos. Deixamos de ser amigos. Ficamos preocupados em medir força. Força desnecessária. Perdemos a essência.Tenho sim saudades do tempo que passávamos horas e horas falando. Eram dias e tardes. Eu ria, sorria. Sentia-me bem. Não havia intenção nas palavras. Não havia necessidade de se cobrar nada. Tudo isso se perdeu. Abrimos-nos demais e nos perdemos. Se eu pudesse voltar no tempo, voltaria no exato momento em que nos conhecemos e nos falamos pela primeira vez. Iria apenas falar de poesia, iria apenas falar das cantigas. Iria pegar o seu melhor e somar a minha vida.Hoje, achamos que nos conhecemos demais. Hoje, achamos que podemos demais. Hoje, perdemos tudo por nossa culpa.Ficamos preocupados com os pensamentos. Tudo ficou pesado. Articulado. Presos nas armadilhas que criamos. Conhecemos-nos sem nos conhecer. Sinto sim, falta da amizade que um dia tivemos. Era bom demais conversar despretensiosos. Havia a necessidade do bom dia. Havia o desejo de compartilhar, de compactuar por que é disso que é feito a amizade.Hoje, não somos mais libertos. Há culpa, há dor, magoa, cicatrizes que ainda sagram e saberá Deus ainda por quanto tempo ira sangrar. Se eu pudesse voltar atrás, voltaria. Amei o momento que vivemos. Foi lindo. Foi nosso. Foi inesquecível. Não nos conhecemos mais ou nos conhecemos demais ou ainda achamos que nos conhecemos e foi nesse exato momento que nos perdemos. Perdemos o sentido de tudo. Viramos o oposto do que queríamos. Armamos-nos e atacamos sem se importar com o que estava sendo perdido. Colocamos-nos a frente de nós mesmos e perdemos. Começamos então a desfazer tudo o que foi criado. Começamos a desmontar sem perceber a ponta que construímos e passamos a erguer um muro intransponível. Usamos tudo de nós contra nós mesmos. Tenho saudade sim dos dias que conversávamos despretensiosos sobre tudo. Falávamos de amor, de paixão, falamos de poesia.Tudo isso bastava e era isso que eu queria. Mas as peça de uma máquina se desgastam. As engrenagens empenam. E assim foi conosco. Sete anos, todos os dias, falando, nos dando, exigindo de nós sempre mais e mais. Começamos a nos arranhar, a nos machucar e nem percebemos que aos poucos, já não éramos mais o mesmo.E não somos mais os mesmos. Já não sabemos mais nada de nós. Cada dia um tijolo no muro que nos separava. Hoje não sei mais nada de você e você não sabe mais nada de mim. O muro se ergueu alto demais. Ouvimos apenas nossos gritos. O som oco de nossa voz. Aos poucos se tudo continuar assim, logo nossa voz será abafado pelos nossos gritos e não mais nos escutaremos. Tenho saudade sim, dos amigos que fomos um dia. Hoje não me conheces e eu já não te conheço mais. Cada dia, um tijolo. Cada dia, cada vez mais, nossa voz apagada. Restará somente, as mãos calejadas, os tijolos e a lembrança do que já fomos. Se eu pudesse, voltaria atrás no exato momento em que nos conhecemos.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7044604437942285683-5465630214692054535?l=fragmentos-esquecidos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fragmentos-esquecidos.blogspot.com/feeds/5465630214692054535/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fragmentos-esquecidos.blogspot.com/2010/08/muros.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7044604437942285683/posts/default/5465630214692054535'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7044604437942285683/posts/default/5465630214692054535'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fragmentos-esquecidos.blogspot.com/2010/08/muros.html' title='MUROS'/><author><name>Eduardus Poeta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10079854801500790043</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/-aV64vMTaevo/TqAEdurPveI/AAAAAAAAcyE/DK5E-S4RcPA/s220/edu1.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7044604437942285683.post-1764268057139722075</id><published>2010-06-28T11:03:00.003-03:00</published><updated>2010-06-28T11:31:03.035-03:00</updated><title type='text'>UM POUCO CADA DIA</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;... é como se eu soubesse o que vai acontecer amanhã. Tenho medo e ao mesmo tempo estou tranquilo. Só não sei como será. Gostaria que fosse dormindo para que eu não sentisse nada. Nunca gostei da dor. Parece que só assim, estando do outro lado é que poderei ser útil. Parece que só estando do outro lado é que poderei fazer alguma coisa. me sinto inútil, incapaz. Todas as ações&lt;br /&gt;terminam em nada. As pessoas não estão felizes. Os seus semblantes estão sempre carregados. Confesso é difícil viver assim. Viver cansa. Já tentei de tudo. Fiz o que é certo e também o que é errado. Amei, me dediquei, esqueci, voltei, tentei. Perdoei, pedi perdão, sorri, chorei e agora parece que nada disso tem importância. Sinto que morro um pouco a cada dia. Parece que a vida vai me deixando. Minhas vistas parece que perdem a força. Meu peito tem doido muito e nem reclamar eu posso. Tenho que ser forte, mas sinto minha força se perdendo. Terei agora todos os motivos para querer viver. Ainda tenho sonhos e muitos sonhos vivos. Tenho esperanças ainda e mesmo assim sinto que não há tanta vida como havia. Eu já fiz tanto. Tanto que já vi. Parece que agora nada mais tem graça e justamente agora que a vida me dá mais uma chance para seguir em frente e ver meus sonhos começando a se realizar. Parece que morro um pouco a cada dia mesmo querendo viver. Me sinto fraco, perdido vendo as pessoas que amo, preocupadas, tristes me parecendo incapazes de serem felizes. Me sinto culpado por tudo e isso vai me matando aos poucos e luto para que essa tristeza não chegue até meu coração. Depois de tudo o que passei tenho quase certeza que meu coração não aguenta... Parece que morro um pouco a cada dia...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7044604437942285683-1764268057139722075?l=fragmentos-esquecidos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fragmentos-esquecidos.blogspot.com/feeds/1764268057139722075/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fragmentos-esquecidos.blogspot.com/2010/06/um-pouco-cada-dia.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7044604437942285683/posts/default/1764268057139722075'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7044604437942285683/posts/default/1764268057139722075'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fragmentos-esquecidos.blogspot.com/2010/06/um-pouco-cada-dia.html' title='UM POUCO CADA DIA'/><author><name>Eduardus Poeta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10079854801500790043</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/-aV64vMTaevo/TqAEdurPveI/AAAAAAAAcyE/DK5E-S4RcPA/s220/edu1.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7044604437942285683.post-4897389016866419605</id><published>2010-06-15T16:24:00.000-03:00</published><updated>2010-06-15T16:28:22.329-03:00</updated><title type='text'>SEPARAÇÃO</title><content type='html'>&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; charset=utf-8"&gt;&lt;meta name="ProgId" content="Word.Document"&gt;&lt;meta name="Generator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;meta name="Originator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;link rel="File-List" href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CEDUARD%7E1%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml"&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:alwaysshowplaceholdertext&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;    &lt;w:dontgrowautofit/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:browserlevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:latentstyles deflockedstate="false" latentstylecount="156"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;style&gt; &lt;!--  /* Style Definitions */  p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal 	{mso-style-parent:""; 	margin:0cm; 	margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:12.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-fareast-font-family:"Times New Roman";} @page Section1 	{size:21.0cm 842.0pt; 	margin:54.55pt 70.35pt 8.8pt 68.25pt; 	mso-header-margin:42.55pt; 	mso-footer-margin:49.6pt; 	mso-paper-source:15 0; 	layout-grid:15.6pt;} div.Section1 	{page:Section1;} --&gt; &lt;/style&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable 	{mso-style-name:"Tabela normal"; 	mso-tstyle-rowband-size:0; 	mso-tstyle-colband-size:0; 	mso-style-noshow:yes; 	mso-style-parent:""; 	mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; 	mso-para-margin:0cm; 	mso-para-margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:10.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-ansi-language:#0400; 	mso-fareast-language:#0400; 	mso-bidi-language:#0400;} &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Entenda, deixe de amar você... Na verdade, não sei se era amor... Por isso não quero mais... Não suporto a idéia de dividir com você a cama gelada. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Não suporto mais a idéia de mentir para mim e para o mundo dizendo que nossa relação é perfeita. Não é... Queria um marido, um homem e não um filho.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Nem fuder direito você sabe. Sempre afoito, nunca me fez mulher. Nunca me pegou de jeito. Nunca ousou. Sempre previsível. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Entenda, deixei de querer estar com você. Cansei de ser a santa, a escrava, a submissa. Aquela que escondia os seus trambiques. Aquela que ficava assistindo tv enquanto você roncava do meu lado. Quero um homem, que sabia trocar uma lâmpada, que saiba cozinhar, que beba vinho, que saiba cantar. Um homem que goste de Tim Maia e não de Timbalada. Gosto de um homem que me acaricie no meio da noite, que me ame sem eu esperar e não alguém que me faça toda noite ir dormir no sofá. Quero um homem que me coma, que saiba que sou feita de carne e osso. Que me trate como rainha e como puta.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Agora é tarde. Aprendi que tendo asas posso voar quando bem entender. Não gosto mais de você. Nem te amo mais. Na verdade, acabei me condicionando nessa maldita zona de conforto. Mas que merda de conforto é esse? Sou eu que faço tudo. Só falta eu escovar os dentes pra você. Não sou egoista. Eu reconheço. Você se esforçou para ser o pior e conseguiu. Achou que me dando dinheiro eu estava feliz. Não estava.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Quero mais. Mais vida. Mais alegria. Quero gente animada. Quero dançar. Beber. Quero fuder. Beijar na boca. Quero me sentir viva. Amada. Quero que façam por mim o que você nunca fez. Não quero ser mãe de um homem com quem me casei. Quero ser amante, cúmplice. Não quero colares de diamantes. Quero alguém que me faça bem e você, não me faz mais. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Entenda, será melhor assim. Você fica com o carro, com a tv de LCD, fica com o notebook, fica com o apartamento e eu fico com minha vida, com minha liberdade. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Descobri que ainda posso viver muito. Que tenho muito que viver e amar e ser amada de verdade. Preciso encontrar agora alguém que cuide de mim. Alguém que me entenda, que me escute, alguém que me faça bem.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Não quero mais viver como eu vivi esse tempo todo. Não tenho nada que me prenda.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Apenas minha vida. Apenas a história que começo a escrever de agora em diante.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Você, já não é mais problema meu...&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7044604437942285683-4897389016866419605?l=fragmentos-esquecidos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fragmentos-esquecidos.blogspot.com/feeds/4897389016866419605/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fragmentos-esquecidos.blogspot.com/2010/06/separacao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7044604437942285683/posts/default/4897389016866419605'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7044604437942285683/posts/default/4897389016866419605'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fragmentos-esquecidos.blogspot.com/2010/06/separacao.html' title='SEPARAÇÃO'/><author><name>Eduardus Poeta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10079854801500790043</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/-aV64vMTaevo/TqAEdurPveI/AAAAAAAAcyE/DK5E-S4RcPA/s220/edu1.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7044604437942285683.post-2798435885665419244</id><published>2010-05-23T08:30:00.001-03:00</published><updated>2010-05-23T08:30:14.653-03:00</updated><title type='text'>SENSORES</title><content type='html'>&lt;meta content="text/html; charset=utf-8" http-equiv="Content-Type"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;meta content="Word.Document" name="ProgId"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;meta content="Microsoft Word 11" name="Generator"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;meta content="Microsoft Word 11" name="Originator"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;link href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CEDUARD%7E1%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml" rel="File-List"&gt;&lt;/link&gt;&lt;style&gt;&lt;!-- /* Font Definitions */ @font-face	{font-family:"Arial Narrow";	panose-1:2 11 6 6 2 2 2 3 2 4;	mso-font-charset:0;	mso-generic-font-family:swiss;	mso-font-pitch:variable;	mso-font-signature:647 2048 0 0 159 0;} /* Style Definitions */ p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal	{mso-style-parent:"";	margin:0cm;	margin-bottom:.0001pt;	mso-pagination:widow-orphan;	font-size:12.0pt;	font-family:"Times New Roman";	mso-fareast-font-family:"Times New Roman";}@page Section1	{size:21.0cm 842.0pt;	margin:70.9pt 70.9pt 70.9pt 70.9pt;	mso-header-margin:42.55pt;	mso-footer-margin:49.6pt;	mso-paper-source:4 0;	layout-grid:15.6pt;}div.Section1	{page:Section1;}--&gt;&lt;/style&gt;  &lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;;"&gt;Eu cheguei em casa muito puta da vida. Todas as vezes que eu voltava do trabalho tinha que obrigatoriamente passar em frente daquele condomínio. Não tinha outro caminho. Todos os dias era a mesma coisa. O rapaz que trabalha na portaria do prédio insistia em mexer comigo. Parecia até que ele me esperava. Eu já não sabia o que fazer. Eu era uma mulher casada, mãe de dois filhos e não podia ficar agüentando desaforo. Mas, eu sabia que se contasse o que estava acontecendo comigo para meu marido ele certamente iria querer tirar satisfação com o porteiro. Aquela situação começava a me apavorar. Tinha medo de sair sozinha. Achava que estava sendo seguida e que a qualquer hora iam parar o carro e me jogar para dentro e sabe-se lá Deus o que aconteceria. Agüentei isso a meses desde que resolvi para em frente a portaria e falar com o cidadão e se não desse jeito, falaria com meu marido. Aquilo precisava acabar. Toquei o interfone:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;;"&gt;- Posso ajudar?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;;"&gt;- Pode. O senhor é que fica todos os dias nesse horário?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;;"&gt;- Sou eu mesmo. Eu vejo mesmo a senhora passar por aqui todos os dias o mesmo horário. A senhora chega tarde do trabalho.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;;"&gt;- Escuta aqui seu cachorro sem vergonha, é bom você para de mexer comigo. Sou uma mulher casada e não aceito esse tipo de coisa. Se o senhor não parar meu marido virá tomar satisfação com o senhor e sabe-se lá o que vai acontecer. Não diga que o senhor não foi avisado. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;;"&gt;Nesse meio tempo, uma senhora encostou do meu lado e disse:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;;"&gt;- Eu sou a síndica do prédio, posso ajudar?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;;"&gt;- Ah que bom que a senhora veio. Esse seu funcionário todos os dias mexe comigo. Eu sou uma mulher casada e não admito esse tipo de coisa. Faz tempo que venho agüentando só que chega uma hora que não dá mais. Chego cansada todo dia pra ficar agüentando palhaçada.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;;"&gt;- A senhora está falando do seu Francisco.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;;"&gt;- Eu não sei se é do senhor Francisco, Benedito ou do senhor Antonio. Só sei que a senhora tem tomar uma atitude ou meu marido vai vir aqui e ai senhora sabe-se lá o que vai acontecer.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;;"&gt;- Seu Francisco venha cá um pouco.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;;"&gt;Me sai da guarita um senhor de mais ou menos 70 anos. Cabelos brancos, óculos de grau acentuado e com certa dificuldade para caminhar. Fui logo soltando o verbo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;;"&gt;- Seu velho safado. O senhor tem que ter mais respeito pelas pessoas. Onde já se viu um senhor da sua idade mexendo com uma mulher casada, mãe de dois filhos. Chego cansada e tenho que ficar agüentando desaforo. A senhora dona Síndica tome uma providência, se eu falar para meu marido e ele vier aqui, sabe-se lá o que vai acontecer.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;;"&gt;Segurei firme minha bolsa e sai de lá nos saltos. Tinha certeza que a partir daquele momento, eu não teria mais nenhum problema. No dia seguinte, na volta do emprego lá vem eu, bela e formosa tendo a certeza que nunca ninguém daquele prédio mexeria comigo. Ledo engano.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;;"&gt;De novo vieram as provocações. De novo aquele velho safado mexeu comigo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;;"&gt;Cheguei em casa louca da vida e chorando. Logo meu marido perguntou o que tinha acontecido ai finalmente contei-lhe toda história. Ele ficou muito nervoso. Foi para o quarto colocar uma roupa e disse:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;;"&gt;- Vamos resolver isso agora!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;;"&gt;Fiquei toda orgulhosa. Esperei meu marido se trocar e fui com ele. Eu só não sabia que ele tinha pegado seu revólver.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;;"&gt;Ele suava frio. Chegamos à frente do prédio e a provocações começaram dessa vez de forma tímida. Na frente do prédio, meu marido chamou o tal do senhor Francisco que saiu da guarita meio tímido e com medo. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;;"&gt;- Velho safado! Então é o senhor que mexe com minha mulher todo dia? Pois saia pra cá se você for homem. Claro que a gritaria atraiu uma porção de curiosos. Eu só via as cabeças aparecerem na sacada dos apartamentos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;;"&gt;- Senho eu nunca mexi com sua esposa. Vejo ela passar por aqui todos os dias, mas nunca mexi com ela. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;;"&gt;- Velho sem vergonha. Assuma! Diga a verdade, seja homem.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;;"&gt;- Sou avô, sou viúvo. Jamais mexeria com a senhora sua esposa.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;;"&gt;- Pois eu vou mostrar pra você como um homem age quando mexem com a sua mulher!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;;"&gt;E derrepente meu marido estava com a arma em punho apontando para aquele senhor desprotegido. Quando percebi que não ia dar certo eu tentei remediar:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;;"&gt;- Marido me ouça o susto já valeu. Ele não vai mais mexer comigo. Vamos para casa.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;;"&gt;- Não Madalena, esse senhora vai ter que pedir desculpas pra você. Isso não pode ficar assim! Onde é que nós estamos? Venha cá e peça desculpas,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;;"&gt;Nisso a síndica já estava aos gritos, os moradores também, carros tentando entrar no prédio, gente querendo sair. O fuzuê estava armado. Foi quando chegou duas viaturas de polícia. Algum morador devia ter chamado. Eles já saíram com as armas em punho pedindo para meu marido largar a arma. Logo foram chegando mais carros de polícia, helicóptero e até reportagem da televisão. Esses canais sensacionalistas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;;"&gt;- Senhor largue a arma e vamos conversar.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;;"&gt;Meu marido olhou todos aqueles carros de polícia e percebeu que o negócio tinha ficado sério. Nessa altura eu já me tinha me arrependido e chorava abraçada ao meu marido. Implorava para ele largar a arma.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;;"&gt;Ele se abaixou e colocou a arma no chão. Os policiais se aproximaram e o prenderam. Todos nós fomos para a delegacia.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;;"&gt;Eu, meu marido algemado, a sindica, o senhor Francisco e algumas testemunhas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;;"&gt;Na frente do delegado eu contei toda a história e ele me disse:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;;"&gt;- Senhora Madalena, me explique como é que o senhor Francisco aqui assediava a senhora.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;;"&gt;- Todos os dias quando chego do trabalho passo em frente ao prédio onde esse senhor trabalha e conforme eu vou passando ele vai acendendo as luzes. Como se eu estivesse numa passarela. Vou andando e ele acendendo uma luz por vez.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;;"&gt;Nesse momento houve um grande silêncio. Todos se olharam e vi meu marido num canto ficando vermelho e devagar se escondendo, se abaixando. A síndica chamou o delegado e o advogado do condomínio e pediu licença. Eu não sabia o que estava acontecendo. Não era possível que mais uma vez a justiça iria falhar. A vítima sou eu.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;;"&gt;Depois de cinco minutos, volta o delegado rindo, o advogado rindo ainda mais e a síndica que me olhou com dó.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;;"&gt;- Sra. Madalena, posso afirma que tudo isso é um engano. Senhor Francisco aqui nunca mexeu com a senhora.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;;"&gt;- Ele mexe sim. Todos os dias eu vou passando e ele acendendo as luzes. Doutor sou uma mulher de família. Sou casada, trabalho, tenho dois filhos. Não posso aceitar isso.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;;"&gt;- Senhora Madalena a senhora nunca ouviu em falar em sensor de presença?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;;"&gt;- Não senho!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;;"&gt;- É um sistema de segurança que funciona com sensores. No caso do prédio onde esse senhor trabalha o que existe são sensores de movimento. Quando esse sensor identifica um movimento na calçada, ele acende uma luz indicando que aquele lugar está protegido. Isso só acontece a noite. Não era o senhor Francisco que acendia as luzes. O sensor ao perceber sua presença, fazia com que as luzes acendessem. Uma proteção. Segurança.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;;"&gt;Eu não sabia onde enfiava minha cara. Sai de lá sem cor e ainda por cima meu marido com um processo por porte ilegal de arma. Eu não passava mais na frente do prédio, nem no outro lado da calçada. Meu marido até hoje não fala comigo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;;"&gt;Depois de um tempo, tivemos que por vergonha vender nossa casa e se mudar de lá.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;;"&gt;Sensores de movimento. Por que não me avisaram antes.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7044604437942285683-2798435885665419244?l=fragmentos-esquecidos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fragmentos-esquecidos.blogspot.com/feeds/2798435885665419244/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fragmentos-esquecidos.blogspot.com/2010/05/sensores.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7044604437942285683/posts/default/2798435885665419244'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7044604437942285683/posts/default/2798435885665419244'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fragmentos-esquecidos.blogspot.com/2010/05/sensores.html' title='SENSORES'/><author><name>Eduardus Poeta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10079854801500790043</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/-aV64vMTaevo/TqAEdurPveI/AAAAAAAAcyE/DK5E-S4RcPA/s220/edu1.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7044604437942285683.post-2423152769372997649</id><published>2010-03-05T23:47:00.002-03:00</published><updated>2010-03-06T00:40:37.550-03:00</updated><title type='text'>DONA CATARINA</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Dona Catarina era uma dessas coroas cinquentona que passava a perna em muita menina de 20 anos. Loira de cabelos lisos, seios avantajados, abusava dos decotes e sempre com as belas pernas de fora. Mal o dia começava e lá ia Catarina como gostava de ser chamada, na padaria. Sempre elegante em cima dos seus tamancos de madeira, nunca se viu Catarina sem maquiagem, sem perfume, sem sua saia jeans e suas blusas gentilmente decotadas. Apesar da aparência apelativa, Catarina era uma mulher que não permitia saliências. Era discreta. Viuva e mãe de duas meninas já criadas e morando no exterior, se dava ao luxo de sexta-feira a noite ir ao baile da terceira idade. dançarina de primeira, ainda causava ciúmes nas outras mulheres. Pela exuberância, pela simpatia, por dançar bem. Os homens queriam dançar a todo custo com ela. Catarina não queria saber. Seu coração e pensamento estavam voltados para o Carteiro Seu Juarez. Um solteiro convicto, religioso com 45 anos ainda morava com a sua mãe Dona Isaura. Mulher de hábitos rigorosos. Ia rigorosamente na missa todos os dias e era amississíma de Catarina que por sua vez, arrastava um caminhão pelo seu filho.&lt;br /&gt;Todas as terças e quintas feiras que ela sabia que Juarez passava para entregar as cartas, posicionava-se na janela exibindo o belo par de tetas. Juarez sério que era, mal se continha. As bocas daquela pequena cidade falavam que ele ainda era virgem. Assim que via Catatina na janela, começava a suar. Um dia, sem querer ou querendo, torceu o pé bem na porta da casa de Catarina que prontamente se ofereceu para ajudá-lo convidando para entrar. Acomodou-o confortavelmente na poltrona, tirou-lhe as botas e num gostoso escaldapé, massegou-lhe os pés. Ela sentava em um banquinho à sua frente, deixava aberta a visão dos seios. Juarez não sabia se olhava os seios, se relaxava na massagem ou se aproveitava dormir. Dormiu.&lt;br /&gt;Catarina secou-lhe gentimente os pés enquanto o marmanjo ressonava. Pé ante pé, foi até o quarto e pensou em algo que pudesse atraí-lo para lá. Colocou alguns fracos de remédio no chão, acendeu uns incensos do amor e começou a gritar. Juarez prontamente veio assustado e encontrou Catarina na cama gemendo de dor. Pernas à mostra e pés nus, apertava o tornozelo simulando uma queda:&lt;br /&gt;- Juarez fui apanhar um remédio no guarda-roupa e acabei como você torcendo o tornozelo. Senta aqui e faz uma massagem pra mim!&lt;br /&gt;- Dona Catarina, isso não é uma boa idéia.&lt;br /&gt;- Vem Juarez, eu estou pedindo. Tá doendo demais. Vem, senta aqui. E apontou para a enorme cama. Juarez timido que era e plenamente obediente aos desejos das mulheres. Sentou e começou massagear o tornozelo de Catarina que já estava entregue. Devagar Juarez foi subindo as mãos pelas pernas e coxas de Catarina que baixinho suspirava de prazer. Sentia o suor escorrendo pelo rosto. Coração acelerado, respiração descontrolada não conseguia mais resistir e quando finalmente ia tocar o sexo voraz de Catarina, ouviu alguém batendo na porta de entrada. Pela força e pela voz rouca, pode perceber que era sua mãe:&lt;br /&gt;- Catarina sua labisgoia, manda meu filho sai dai de dentro. Eu sei que ele está aí...&lt;br /&gt;Juarez deu um pulo e caiu em cima de Catarina que o empurrou-o jogando-o no chão. Não sabiam o que faziam. Catarina tentou se recompor e jogou Juarez para dentro do banheiro, ligou o chuveiro, tirou a roupa e começou a tomar banho. Juarez olhava tudo sem piscar. Viu pela primeira o belo corpo de Catarina. A pele branca, as curvas bem torneadas, joelhos, sexo, seios de bicos rosados. Estava paralisado enquanto ouvia sua mãe bater desesperada na porta. Dona Isaura conhecia bem as investidas de Catarina. Na verdade a cidade toda sabia...&lt;br /&gt;Catarina paciente enrolou-se em uma toalha branca e saiu. Cabelos molhados, água ainda escorrendo. Foi até a sala abriu a porta e começou a falar com Isaura:&lt;br /&gt;- O que você quer? Seu filho não está aqui e se tivesse seria bom demais. Ele é adulto já Isaura.&lt;br /&gt;- Você para de dar em cima do meu filho. Eu sei que ele está aí sim. Dona Filomena da paróquia viu ele entrando na sua casa!&lt;br /&gt;- Aquela mulher é louca e gaga além de ser cega.&lt;br /&gt;- Pois me deixa entrar. Juarez, Juarez meu filho.&lt;br /&gt;Catarina tinha esquecido das botas e a da sacola do Juarez. Quando Dona Isaura olhou para dentro logo reconheceu as botas do filho. Empurrou Catarina com força e entrou.&lt;br /&gt;- O que é isso daqui Catarina? Você agora calça 43 e é carteira?&lt;br /&gt;Dona Isaura descontrolada entrou casa adentro e encontrou o filho paralisado no banheiro.&lt;br /&gt;- Meu filho o que essa mulher fez com você meu filho!?&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7044604437942285683-2423152769372997649?l=fragmentos-esquecidos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fragmentos-esquecidos.blogspot.com/feeds/2423152769372997649/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fragmentos-esquecidos.blogspot.com/2010/03/dona-catarina.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7044604437942285683/posts/default/2423152769372997649'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7044604437942285683/posts/default/2423152769372997649'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fragmentos-esquecidos.blogspot.com/2010/03/dona-catarina.html' title='DONA CATARINA'/><author><name>Eduardus Poeta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10079854801500790043</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/-aV64vMTaevo/TqAEdurPveI/AAAAAAAAcyE/DK5E-S4RcPA/s220/edu1.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7044604437942285683.post-6114887890764177679</id><published>2010-03-04T09:57:00.002-03:00</published><updated>2010-03-04T10:52:23.664-03:00</updated><title type='text'>OLHARES</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A idade chegou.&lt;br /&gt;Querendo ou não a idade chega. Chega para mostrar se melhoramos, se aprendemos ou não...&lt;br /&gt;Eu aprendi muito... Aprendi a decifrar gestos e olhares.&lt;br /&gt;Estávamos começando na mesma empresa. Turmas diferentes. Ela uma menina. Eu um homem. Meninas nunca me atraíram. Nunca me chamaram a atenção. Sempre pensei que meninas mais novas eram chaves de cadeia. Mas ela passava por mim e seus olhos mergulhavam nos meus. Era algo assim muito rápido. Ela olhava e não sustentava o olhar. Diferente de mim. Sempre olhei firme e nunca desviei meus olhos. Ela passava e olhava e saia. Passava olhava e saia.&lt;br /&gt;Sempre fui um homem discreto. Jamais dei chance para que pudesse levar um fora de alguma menina ou mulher. Nunca dei minha cara a tapa. Sempre busquei certezas antes de me arriscar. Com aquela menina não seria diferente. Uma coisa eu aprendi e não esqueço, mulher é algo imprevísivel. Quando você pensa que tem ela sobre seus domínios e ela que está te dominando.&lt;br /&gt;Como sempre, não faria nada até ter a certeza. O que eu fazia, era me aproximar, cercar sem contato. Ela passava e olhava no fundo dos meus olhos. Não posso dizer que ela era uma mulher bonita. Deveria ter entre 19 e 20 anos. Não era uma mulher ainda. Uma menina crescida. Mas a maneira como ela me olhava me deixa nervoso e sem graça. Fui cercando, cercando até que um dia nos esbarramos no corredor. Foi inevitável o contato. Ela me olhou, sorriu e pediu desculpas. Disse que andava meio distraída. Eu me fiz de rogado e disse que a culpa era minha.&lt;br /&gt;- Tenho visto você sempre sozinha, não tem amigos aqui na empresa?&lt;br /&gt;- Ah sou nova aqui e ainda não me enturmei. Mas sempre te vejo sozinho também.&lt;br /&gt;- Não sou de me enturmar. Gosto de ficar mais na minha. Olhar, observar...&lt;br /&gt;- Hum... Entendi... Bem então não vou tomar seu tempo. Vou deixar você observar mais.&lt;br /&gt;- Estou indo tomar um café! Você quer?&lt;br /&gt;Ela aceitou prontamente.&lt;br /&gt;Fomos caminhando e eu pude olhar cada vez mais para aquela menina. O rosto é angelical. Tinha a pele branca. Os cabelos eram bem cacheados e negros. Tinha os lábios bem torneados. Olhos envolventes...&lt;br /&gt;- Quantos anos você tem?&lt;br /&gt;- 25 anos.&lt;br /&gt;- Mesmo? Parece tão menina. Pensei que tivesse uns dezenove anos.&lt;br /&gt;- Não. Já fui noiva, engravidei, abortei... Tenho uma história já.&lt;br /&gt;- Ninguém diz isso olhando pra você.&lt;br /&gt;- Como dizem; as aparências enganam.&lt;br /&gt;Assim começamos uma amizade. Almoçávamos juntos, café juntos, saíamos juntos. O que era simples, começou a ficar inevitável. Devagar foi-se criando a necessidade de estar e aquela que para mim era uma menina foi se transformando em uma mulher. Uma mulher madura e vivida. Vi isso em seus olhos e quis me enganar. O jogo de sedução foi ficando mais forte, fomos devagar nos envolvendo. Sabendo cada vez mais um do outro. Ela me fazia voltar a ser um garoto... Começou a se transformar em uma linda mulher...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7044604437942285683-6114887890764177679?l=fragmentos-esquecidos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fragmentos-esquecidos.blogspot.com/feeds/6114887890764177679/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fragmentos-esquecidos.blogspot.com/2010/03/olhares.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7044604437942285683/posts/default/6114887890764177679'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7044604437942285683/posts/default/6114887890764177679'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fragmentos-esquecidos.blogspot.com/2010/03/olhares.html' title='OLHARES'/><author><name>Eduardus Poeta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10079854801500790043</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/-aV64vMTaevo/TqAEdurPveI/AAAAAAAAcyE/DK5E-S4RcPA/s220/edu1.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7044604437942285683.post-2132162960150918109</id><published>2010-02-25T08:24:00.003-03:00</published><updated>2010-02-25T08:50:11.207-03:00</updated><title type='text'>DUAS VIDAS</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Meu nome é Manuela, tenho 32 anos, solteira, não tenho filhos, não tenho marido, namorado, não tenho na verdade ninguém. Moro sozinha em um apartamento de um bairro classe média. Vigésimo terceiro andar. Tenho a sensação que o mundo é bem menor do que parece. Da sacada do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;apartamento&lt;/span&gt; consigo dimensionar o quão &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;insignificante&lt;/span&gt; somos. Trabalho em uma multi nacional, como secretária executiva. Tenho meu carro, meu apartamento e uma família destroçada. Mãe com problemas psicológicos, pai &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;alcolatra&lt;/span&gt; e irmãos que não fazem nada. Eu também não faço nada diante do que deveria fazer. Resolvi abrir deles e viver minha vida. Cansei de ser a filha mais velhas. Cada um que cuide da sua vida. Mando dinheiro todo mês e eles que se virem. Eu cuido de mim. Sou crítica, metódica, organizada, limpa. Não conseguiria viver em meio a gatos, cachorros, abandono. Sempre fui &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;independente&lt;/span&gt;. Estudei muito, trabalhei duro. Nunca pedi nada para ninguém. Sou bem resolvida. Não preciso desse amor de hoje em dia. Tenho o homem que eu quiser e a hora que eu quiser. Não quero ninguém na minha cama por mais de uma noite. Detesto acordar e ver roupas jogadas, banheiro molhado. Gosto de ordem. Sexo é apenas uma maneira de aliviar a tensão e o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;estresse&lt;/span&gt;. Não sou santa. Não combina. Santas e cama não combinam.&lt;br /&gt;Naquela manhã de Outubro acordei tarde. Sábado nublado. Fiz uma hora de esteira, tomei meu banho e sai para tomar meu café de rotina na padaria que ficava a uma quadra do prédio onde eu morava. Eram poucos passos, Chegava, pedia meu café, sentava e ficava olhando o movimento das &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;madames&lt;/span&gt; com seus cachorros. Não entendia como uma pessoa saia com seu cachorro e ficava em seguida recolhendo suas fezes. Não combinava com animais. Não conseguia me ver abaixando e recolhendo &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;dejetos&lt;/span&gt; de um cão. Meu telefone tocou. Pelo identificar vi que era da casa dos meus pais. Eles moravam em uma cidade vizinha. Uma hora indo de carro. Era um dos meus irmãos dizendo que meu pai estava internado em coma. Havia bebido demais. Caiu e bateu a cabeça. Seu estado era grave. Eu não queria me envolver. Desde pequena nunca me envolvi. Fazia o que tinha que fazer e nada mais me interessava. Quando era apenas eu, meu pai e minha mãe tudo estava bem, mas depois que meus irmãos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;gêmeos&lt;/span&gt; nasceram, nada mais era para mim. Eu era criança, eu não entendia e eles não me fizeram entender. Cresci com a magoa do desprezo. Vi minha mãe se acabar por causa do vício do meu pai que começou a beber assim que perdeu um emprego de mais de vinte anos. Gastou o dinheiro em jogos, mulheres e bebida. Foi ai que percebi que minha família não era a dos sonhos e que eu precisava cuidar da minha vida. Mesmo diante de tudo isso, não podia deixar meu pai em um hospital qualquer. Peguei meu carro e fui ver meu pai. Chovia e eu era uma dessas pessoas que não gostava de dirigir com chuva. A estrada era horrível e numa dessas curvas, capotei com o carro...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7044604437942285683-2132162960150918109?l=fragmentos-esquecidos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fragmentos-esquecidos.blogspot.com/feeds/2132162960150918109/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fragmentos-esquecidos.blogspot.com/2010/02/duas-vidas.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7044604437942285683/posts/default/2132162960150918109'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7044604437942285683/posts/default/2132162960150918109'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fragmentos-esquecidos.blogspot.com/2010/02/duas-vidas.html' title='DUAS VIDAS'/><author><name>Eduardus Poeta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10079854801500790043</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/-aV64vMTaevo/TqAEdurPveI/AAAAAAAAcyE/DK5E-S4RcPA/s220/edu1.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7044604437942285683.post-2131055372841321187</id><published>2010-02-11T10:13:00.003-02:00</published><updated>2010-02-11T14:21:39.972-02:00</updated><title type='text'>ARREPENDIMENTOS</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ninguém na sua mais perfeita consciência, entra em um relacionamento para perder ou para viver apenas alguns momentos de felicidade. A felicidade de um relacionamento não é algo do dia para a noite. Leva tempo.&lt;br /&gt;Quando entrei naquele relacionamento, eu sabia que só tinha a perder e que era um relacionamento com prazo de validade. Dia para começar e hora para terminar. E eu perdi. Minha paz. Ela era jovem, bonita, inteligente, independente. Tipo mulher que sabe o que quer e ela sabia. Nos conhecemos por acaso. Coisa de destino. Eu estava bem. Trabalhava, estudava. Tinha família e os amava. Ela morava só num apartamento na Frei Caneca. Perto da faculdade. Eu estava na entrada da faculdade e ela passou. Irresistível. Parecia mesmo uma caçadora. Conhecia suas presas. Sabia da sua beleza e do seu poder de sedução e eu me achando o mais bam-bam-bam de todos cai no jogo. Entrei de besta. Mesmo sabendo qual seria o resultado no final. Ela passou por mim e lançou um olhar que me atravessou a alma. Depois o perfume que me deixou petrificado. Eu queria saber mais. Precisava. Ela era a caçadora e eu a isca. Ela andava devagar. Ancas largas. Calça branca, salto alto. A blusa de um tecido esvoaçante, deixava o ombro a mostra. Um rosa leve. O sutiã era da mesma cor da blusa. Percebi pela alça exposta. Caminhar leve. Parecia estar desfilando. Os cabelos eram na altura do ombro. Negros e levemente ondulados. A bolsa era de grife apesar de eu não conhecer nenhuma. Por favor não me pergunte a cor. Sou péssimo para isso. Ela entrou em uma lanchonete e eu entrei atrás. Me posicionei perto. Não queria perder nenhum gesto. Queria olhar de novo para aquele rosto. Ela não poderia ter mais de 25 anos. Deveria ser estudante também. Percebi o pedido. Uma garrafa de água. Sentou-se, abriu a bolsa, tirou o celular e um maço de cigarros. Acendeu sem cerimonia e deu uma leve tragada. Eu ali, perdendo aula, viajando no que poderia acontecer. Já imaginava ela numa cama bem macia, me envolvendo com seus beijos, com seu corpo. Percebi que ela tinha seios volumosos. Tudo isso me deixou ainda mais euforico. Parecia um bobo. Pedi um refrigerante e fiquei disfarçando sem ter coragem para um abordagem. Nunca fui bom com essas coisas. Se dependesse de mim, iríamos ficar alí. A lanchonete era na verdade um café. Tinha muitos livros, cds, música, espaço para bate papo, leitura, video. Algo bem confortável. Com os olhos dei uma volta pelo local e pude ver o tipo de pessoas que frequentavam aquele espaço. Eram pessoas bem descoladas. Senhores que liam jornais. Mulheres com amigas degustavam um café. Fiquei distraído e quando dei por mim, ela me olhava. Parecia que lia meus pensamentos. Soltou um leve sorriso e me chamou com dedo. Algo do tipo: vem aqui vem. Senti meu rosto pegar fogo. Levantei e fui até ela, totalmente sem graça.&lt;br /&gt;- Olá, sente-se. Você estava na porta da faculdade não estava?&lt;br /&gt;- Estava sim. Está muito quente e como não tenho a primeira aula vim tomar um refrigerante.&lt;br /&gt;- Ah que pena! Pensei que você tinha vindo atrás de mim.&lt;br /&gt;Naquele instante eu já não tinha mais como fugir.&lt;br /&gt;- Para ser sincero eu vim sim atrás de você. Mas não me pergunte porque!&lt;br /&gt;- Eu sei porque. Você quer me comer? Tá cheio de tesão.&lt;br /&gt;- Não. Imagina. Achei você muito bonita, achei que...&lt;br /&gt;- Achou que poderia encontrar em mim uma mulher para saciar seus desejos... Sabe, eu também de gostei de você. Quando passei e te vi alí parado eu disse para mim - esse homem eu levaria para a cama. Quando vi que veio atrás de mim, fiquei molhada.&lt;br /&gt;- Nem sei o que dizer.&lt;br /&gt;- Apenas diz no meu ouvido que você quer me comer!&lt;br /&gt;E me puxou pela camisa me levando bem perto do seu ouvido. Eu sem pensar disse:&lt;br /&gt;- Eu quero comer você!&lt;br /&gt;Ela levantou, pegou pela minha mão, esperou que eu pagasse pela água e pelo refrigerante e me levou para fora. Deu sinal para um táxi e me jogou dentro. Indicou ao motorista um hotel alí na região mesmo. Eu não pensava em nada. Estava excitado. Ela me beijava, colocava a mão em minhas coxas, acariciava meu peito. Eu podia sentir aquela mulher em minhas mãos. O seu perfume, seu hálito, seu calor. Ela conduzia-me da forma que bem entendia. O táxi parou e descemos. Paguei pelo táxi. Na portaria ela comprimentou o porteiro, pegou a chave e me levou até o elevador. A porta abriu e eu não pensava mais em nada. Queria apenas comer aquela mulher. Fomos para o décimo segundo andar. A porta do apartamento se abriu e pude ver um pouco da sua intimidade. Era com certeza um flat. Quarto, sala e banheiro. Tudo bem arrumado. Ela não queria saber de nada. Foi tirando a roupa e mostrando a belo corpo. Seios fartos e firmes. Uma pele de veludo e um olhar de quem realmente sabia o que queria. Ficou apenas de calcinha e salto alto. Tinha tatuagens pelo corpo, piercing no umbigo. Unhas longas. Me puxou para o quarto e disse:&lt;br /&gt;- Você quer me comer quer?&lt;br /&gt;- Quero!&lt;br /&gt;- Então diz, diz que quer me comer?&lt;br /&gt;- Eu quero comer você...&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 255);"&gt;(continua)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7044604437942285683-2131055372841321187?l=fragmentos-esquecidos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fragmentos-esquecidos.blogspot.com/feeds/2131055372841321187/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fragmentos-esquecidos.blogspot.com/2010/02/arrependimentos.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7044604437942285683/posts/default/2131055372841321187'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7044604437942285683/posts/default/2131055372841321187'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fragmentos-esquecidos.blogspot.com/2010/02/arrependimentos.html' title='ARREPENDIMENTOS'/><author><name>Eduardus Poeta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10079854801500790043</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/-aV64vMTaevo/TqAEdurPveI/AAAAAAAAcyE/DK5E-S4RcPA/s220/edu1.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7044604437942285683.post-4856949885955962430</id><published>2010-02-09T10:10:00.002-02:00</published><updated>2010-02-09T11:54:46.751-02:00</updated><title type='text'>SOLIDÃO</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;A solidão foi comendo tudo que havia em mim. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Já não conseguia pensar direito e o que via, eram sombras. Sombras de tudo o que vivi. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Havia culpa demais em mim. Nada do que eu fizesse ou do que tentasse fazer, diminuiria aquela sensação. Eu estava sozinho. Muitas vezes eu chorava nas tantas noites que não conseguia dormir. Eu sabia. Eu sempre soube.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ainda restava o prazer do abraços vazios dos meus filhos. Uns eram pequenos e não me condenavam. Os outros já me conheciam um pouco melhor.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Aos poucos fui morrendo sem perceber. Já não tinha ânimo para mais nada. O trabalho era a única forma que havia de esquecer por um momento. A solidão corroía meu eu. Estava tudo estampado em mim. Tatuado em minha alma. Fui definhando. Comia mal, dormia pouco. Tentava disfarçar e viver. Mas sentia a vida fugindo de mim. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Meus pais estavam distantes. Amigos eram nenhum. Família duas desfeitas. Morando numa casa fria, sem vida. Nada mais me dava alegria. Tentei remediar, consertar, mas algo ainda queimava em mim. As ruas sempre sem ninguém. Avenidas, vielas, becos. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A solidão fez de mim escravo. Tirou toda a cor do meu dia. Me condenou a vagar por aí. E vago por ai. Rastejando, comendo o resto que me é de direito. A mesa sempre vazia. A cama sempre fria.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7044604437942285683-4856949885955962430?l=fragmentos-esquecidos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fragmentos-esquecidos.blogspot.com/feeds/4856949885955962430/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fragmentos-esquecidos.blogspot.com/2010/02/solidao.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7044604437942285683/posts/default/4856949885955962430'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7044604437942285683/posts/default/4856949885955962430'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fragmentos-esquecidos.blogspot.com/2010/02/solidao.html' title='SOLIDÃO'/><author><name>Eduardus Poeta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10079854801500790043</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/-aV64vMTaevo/TqAEdurPveI/AAAAAAAAcyE/DK5E-S4RcPA/s220/edu1.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7044604437942285683.post-2655461842990406066</id><published>2010-01-05T08:26:00.005-02:00</published><updated>2010-01-06T00:05:13.704-02:00</updated><title type='text'>PRA BEM LONGE*</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ele estava prestes a desistir de tudo. Não havia mais nada que o fizesse ficar.&lt;br /&gt;O amor que sentia já não era mais suficiente. Precisava desesperadamente de um novo lugar. Um lugar onde não cenhecesse ninguém. Onde pudesse andar despreocupado. No fundo, ele sabia que não havia um lugar onde ele pudesse esquecer tudo. Podia mudar para o fim do mundo que seus problemas iriam acompanhá-lo.&lt;br /&gt;Tudo estava dentro de sua cabeça. Ele já não conseguia pensar em uma saída. Queria apenas se livrar de tudo. Da roupa apertada, das palavras tão pesadas e cheias de cobranças. Até sua esposa que fora sua companheira para tudo, também já não o agradava mais. Os filhos, a casa, a empresa, amigos.&lt;br /&gt;Ele perdera mesmo a vontade de fazer acontecer. Ele era um guerreiro cansado. Um guerreiro que volta da guerra pior. Cheio de problemas, cheio de cicatrizes. Às vezes era pego em viagens. O olhar ficava parado e mesmo que o chamassem, ele permanecia ali, em transe.&lt;br /&gt;Um dia, acordou decidido a mudar tudo.&lt;br /&gt;Colocou seu jeans, o tênis que havia ganhado da mulher, a camisa que havia ganhado dos filhos. Deixou objetos pessoais. Nada que o pudesse identificar. A mulher ainda dormia, os filhos também. Como era hábito ele acordar cedo, não houve suspeitas e nem alguma desconfiança. Desceu para a cozinha, bebeu quase um litro de água, pegou apenas o dinheiro que havia na carteira, cerca de duzentos e trinta reais e saiu de casa. Saiu andando a esmo. Nada se passava por sua cabeça. Não havia pensamentos. Não havia mais aquela angústia, nem mais aquele tormento. Andava apressado como se quisesse mesmo fugir de suas sombras. Andava como se quisesse deixar para trás todos os seus desamores e desafetos. Foi para o metrô, depois para a rodoviária. Olhava para tudo e tudo era vazio. Buscava um lugar para onde pudesse ir. Passou por todas as bilheterias e não encontrou destino certo. Estava com pouco dinheiro. Descobriu um lugar em Goiás. Preço da passagem duzentos e quinze reais. Era longe o suficiente. Mais de mil quilometros de distância. O ônibus faria o percurso em quinze horas de viagem. Embarcou com a maior tranquilidade. Estava sereno. Sentou-se no lugar marcado. Lado esquerdo, poltrona vinte e sete, na janela. Fazia calor. Abriu a janela e começou a ver tudo sendo deixado para trás.&lt;br /&gt;No ônibus, poucas pessoas. A estrada era longa. Carros e mais carros. Fumaça, poluição. O céu queria ficar azul mas não conseguia.&lt;br /&gt;Devagar ele foi se desligando de tudo. Uma espécie de amnésia. Não queria pensar em nada que fizesse com que se arrependesse, em nada que o fizesse voltar. As janelas abertas e o vento davam uma sensação de liberdade. Sentiu o estômago vazio. Lembrou que estava apenas com um copo de água. Iria esperar a parada para comer alguma coisa. Tinha apenas quinze reais para mais de quinze horas de viagem. Não queria se preocupar com isso. Queria colocar sua fé a prova. Sua crença. A primeira parada demorou. Estava exausto. Suado. Foi até o banheiro lavar o rosto e as mãos. Tudo estava muito sujo. Não havia sabonete e nem papel para secar as mãos. O espelho estava em pedaços. Não queria se olhar e ver seu rosto. Queria esquecer sua fisionomia. Esquecer tudo. Foi para o restaurante. Olhou tudo. Não queria gastar o pouco dinheiro que tinha. Comprou uma garrafa grande de água e um pacote de bolacha salgada. Voltou para o ônibus e continuou sua viagem. Não tinha noção de onde estava e nem que horas eram. Adormeceu...&lt;br /&gt;A tarde foi caindo mansamente e bem no início da noite o ônibus fez mais uma parada.&lt;br /&gt;O lugar parecia o sertão. Não havia nada perto. Apenas caminhões carregados que iam e vinham. Havia muita poeira e muita sujeira. Fui de novo ao banheiro. Não havia uma torneira intacta. Os vasos entupidos causaram ânsia. Saiu de lá enjoado. A fome apertou mais. Tinha ainda um pouco de dinheiro. No restaurante havia algumas pessoas jantando. Viu o preço e resolveu jantar. Comeu apressado pois logo o ônibus sairia. O prato tinha carne, batata, arroz e feijão. Pelo jeito tudo feito às pressas para atender as pessoas que passavam por lá..&lt;br /&gt;Comeu e pediu para que enchessem a garrafa com água.&lt;br /&gt;Voltou para o ônibus, sentou e viu a noite clara de um céu estrelado.&lt;br /&gt;Um céu como nunca havia visto. Estrelas brilhando. Todas juntas e uma lua tímida.&lt;br /&gt;Pela primeira vez lembrou-se dos filhos. Das noites em que ficavam deitados no chão do quintal tentando contar as estrelas do céu.&lt;br /&gt;Sentiu uma angústia, uma dor, um remorso. Viu nas estrelas o rosto dos seus filhos aflitos. Desesperados com o seu sumiço. O ônibus ia sair quando ele pediu para parar. Ele ia voltar. Voltar dali. Desceu desesperado e o ônibus partiu.&lt;br /&gt;Foi em busca de um telefone. O único que havia estava quebrado. Ficou sem saber o que fazer. Num lugar distante, de noite, sem dinheiro, sem telefone. A angústia aumentou. Foi até o restaurante e pediu para usar o telefone. Não havia. Começou a entrar em uma espécie de paranóia. Começou a gritar, a ameaçar. O dono do restaurante junto com uns caminhoneiros o pegaram e jogaram-no para fora. Antes bateram muito nele. Socos, chutes, pontapés.&lt;br /&gt;Saiu machucado. Ficou sentado no chão, sentia dor, sentia o sangue escorrer.&lt;br /&gt;Depois de tudo fechado, altas horas da madrugada, ele estava deitado no chão cru quando Teresa se aproximou com um pouco de água e um pouco de comida. Não falaram nada. Apenas se olharam. Ele comeu e bebeu. Ela ajudou ele a levantar e devagar caminharam.&lt;br /&gt;- Perto de casa tem um telefone que funciona. Pode ligar de lá!&lt;br /&gt;- Obrigado.&lt;br /&gt;- O que foi que deu em você? Querer brigar, gritar, quebrar as coisas!!!&lt;br /&gt;- Desespero!&lt;br /&gt;Continuaram andando em silêncio. O sangue continuava escorrendo. Tentou dizer alguma coisa mas não aguentou e caiu, desfalecido... &lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic; color: rgb(51, 51, 255);"&gt;(Continua)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7044604437942285683-2655461842990406066?l=fragmentos-esquecidos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fragmentos-esquecidos.blogspot.com/feeds/2655461842990406066/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fragmentos-esquecidos.blogspot.com/2010/01/pra-bem-longe.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7044604437942285683/posts/default/2655461842990406066'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7044604437942285683/posts/default/2655461842990406066'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fragmentos-esquecidos.blogspot.com/2010/01/pra-bem-longe.html' title='PRA BEM LONGE*'/><author><name>Eduardus Poeta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10079854801500790043</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/-aV64vMTaevo/TqAEdurPveI/AAAAAAAAcyE/DK5E-S4RcPA/s220/edu1.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7044604437942285683.post-5341924338318117513</id><published>2010-01-01T15:39:00.005-02:00</published><updated>2010-01-02T01:36:20.546-02:00</updated><title type='text'>VOZ DE DEUS*</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sempre levei uma vida dura. Vida de muito trabalho. Não acreditava em Deus e nem podia, diante da minha vida sofrida.&lt;br /&gt;Naquele dia, sem saber o porque, minha mulher resolveu ir para a casa da mãe com meus quatro filhos. Eu não concordei muito, pois eu queria passar a noite de Ano Novo com meus filhos.&lt;br /&gt;Mas, como a nossa situação era precária, aceitei. Porém, disse que não iria junto. Eu ia passar sozinho, dormindo. Comi um pedaço de frango que ganhei de um vizinho e bebi um pouco de tubaina. Fiquei olhando a chuva. Meu barraco ficava no pé do morro. Eu nem queria ver mais os fogos de final de ano. Era a mesma coisa que ver as pessoas queimando dinheiro. Comi e fui me deitar. Não sei se chovia mais dentro de casa ou do lado de fora. Fiquei por um bom tempo ouvindo o barulho da chuva nas telhas. Acabei dormindo.&lt;br /&gt;Sonhei com meus filhos. Estávamos reunidos em torno de uma mesa farta. Todos vestidos de branco. Minha mulher, como sempre, sorria muito. Meus filhos estavam felizes. Comiam e bebiam. No meu sonho eu não me via, mas sentia uma enorme paz e alegria. Depois da ceia fiquei sentado à mesa e vi meus filhos correndo pela casa, brincando. Todos foram para a varanda olhar a queima de fogos. O céu estava claro, iluminado por uma lua linda. Foi então que escutei minha mulher me chamar. Sua voz era nítida e forte. Chamava-me para ver os fogos. Queria que eu estivesse junto na virada do ano. Acordei com uma voz me chamando do lado de fora do meu barraco. Chamava meu nome. Chamava sem parar. Parecia desesperada. Coloquei a camisa e saí. Não havia ninguém. Cada vez mais ouvia claramente a voz me chamar. Logo que saí para o quintal, os fogos começaram a clarear o céu. Chovia muito. Eu fiquei ali sem saber o que fazer. Olhei para o céu iluminado e foi então que escutei um estrondo e vi meu barraco ser engolido pela terra que deslizou do morro. Fiquei ali, vendo a terra destruir o pouco que eu tinha.&lt;br /&gt;Ajoelhei e agradeci pelos meus filhos que não estavam ali. Chorei pela minha mulher e agradeci a voz de Deus que me tirou dali naquele exato momento.&lt;br /&gt;Logo eu, que não acreditava em Deus, via-me agora de joelhos agradecendo pela vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7044604437942285683-5341924338318117513?l=fragmentos-esquecidos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fragmentos-esquecidos.blogspot.com/feeds/5341924338318117513/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fragmentos-esquecidos.blogspot.com/2010/01/voz-de-deus.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7044604437942285683/posts/default/5341924338318117513'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7044604437942285683/posts/default/5341924338318117513'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fragmentos-esquecidos.blogspot.com/2010/01/voz-de-deus.html' title='VOZ DE DEUS*'/><author><name>Eduardus Poeta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10079854801500790043</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/-aV64vMTaevo/TqAEdurPveI/AAAAAAAAcyE/DK5E-S4RcPA/s220/edu1.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7044604437942285683.post-8355657432919075750</id><published>2009-12-30T16:53:00.003-02:00</published><updated>2010-01-02T01:43:42.621-02:00</updated><title type='text'>FELIZ ANO NOVO????*</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quando eu era criança, amava o Natal.&lt;br /&gt;Ver minha avó montando a árvore e o presépio era demais. Era tão grande e tão iluminado que os vizinhos vinham em casa só para vê-lo. Além disso, os presentes eram lindos. Ganhava sempre carrinhos. Um presente que me marcou, foi uma Cegonheira vermelha com vários carrinhos. Outro, foi um carrinho com controle remoto chamado Stratus. Nossa, foi "show!"&lt;br /&gt;Claro que nem vou falar das comidas.&lt;br /&gt;Mas os Anos Novos, não me lembro. Sempre tinha uma enorme expectativa e nada acontecia. Sempre imaginava que tudo seria novo. Enquanto as pessoas ficavam vendo os fogos, eu ficava olhando no espelho para ver se eu mudaria em algo. Nada mudava.&lt;br /&gt;Depois da ceia, ia correndo dormir para acordar e ver as mudanças no Ano Novo. Acordava e esperava encontrar tudo diferente; outra casa, outra rua, outro mundo.&lt;br /&gt;Com o passar de tantos Anos Novos, comecei a entender que nada mudava.&lt;br /&gt;Os Anos Novos serviam apenas para nos deixar mais velhos.&lt;br /&gt;Todo ano eu via minha mãe mudar o calendário e eu ir para a escola para um ano mais difícil. Pensei que quando o ano mudasse e fosse Ano Novo  tudo ia ser diferente, mas não era. Tudo era igual. Tudo estava sempre no mesmo lugar. O tempo passou e eu tive cada vez mais essa certeza. Nada de novo no Ano Novo. Os mesmos problemas, os mesmos sonhos e a mesma velha esperança.&lt;br /&gt;Quando minha filha nasceu, ensinei a ela desde pequena que esse papo de Papai Noel não existe. Dou duro o ano todo e esse tal Papai Noel é que leva os créditos?&lt;br /&gt;Não...  ah, não! Comigo não!&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;QUE SEU CALENDÁRIO SEJA BEM BONITO&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;E QUE VENHAM SENTIMENTOS BONS E QUE SE RENOVE A FÉ NESTE ANO DE 2010.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7044604437942285683-8355657432919075750?l=fragmentos-esquecidos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fragmentos-esquecidos.blogspot.com/feeds/8355657432919075750/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fragmentos-esquecidos.blogspot.com/2009/12/feliz-ano-novo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7044604437942285683/posts/default/8355657432919075750'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7044604437942285683/posts/default/8355657432919075750'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fragmentos-esquecidos.blogspot.com/2009/12/feliz-ano-novo.html' title='FELIZ ANO NOVO????*'/><author><name>Eduardus Poeta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10079854801500790043</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/-aV64vMTaevo/TqAEdurPveI/AAAAAAAAcyE/DK5E-S4RcPA/s220/edu1.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7044604437942285683.post-7349759267564039964</id><published>2009-12-28T19:02:00.005-02:00</published><updated>2010-01-02T01:52:43.516-02:00</updated><title type='text'>PALPÉRRIMO*</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;Sem ter absolutamente nada, Antônio sai de casa às cinco horas da manhã para procurar emprego. Sem qualificação e sem nunca ter tido carteira assinada, vivia de "bicos" que conseguia arrumar por aí. Era o típico nordestino, que desembarcara em São Paulo, sonhando com dias melhores.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;Hoje, pai de cinco filhos, via a angústia de sobreviver das esmolas e das migalhas que jogavam em seu chão. O filho maior tinha seis anos e o menor, apenas 2 meses.&lt;br /&gt;A mulher, com os seios flácidos, estava ali, sentada na beira da cama, pensando o que iria dar para os filhos se alimentarem.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;Antônio, muitas vezes, andava o dia inteiro. Era homem que não temia trabalho. Era jardineiro, encanador, mecânico, borracheiro, eletricista, soldador, carpinteiro, marceneiro, pedreiro, pintor. Tudo o que a vida ensinou. Era forte, dotado de músculos e de uma gentileza irreconhecível nos dias de hoje. Às vezes, ganhava o suficiente para o pão e o leite das crianças. A mulher, por causa dos filhos pequenos, não trabalhava. Apenas cuidava do barraco onde moravam. Casa pobre de apenas dois cômodos. O banheiro ficava na parte de fora do barraco, o que expunha todos às mais diversas e possíveis doenças. Os móveis, em sua maioria foram achados nas muitas andanças de Antônio por aí. Não tinham televisão. A luz elétrica era puxada do poste da avenida central e nunca, nunca veio alguém para reclamar. A água era também puxada dos diversos canos e emendas. Cada barraco recebia um filete apenas de água. O banho era em canecas de água.  Uma vida com certeza injusta, diante de tudo o que já havia passado. Mesmo assim, a fé parecia ser inabalável.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;Antônio não conhecia ninguém nessa megalópole chamada São Paulo. Male má conhecia os vizinhos. Moravam em uma dessas milhares de favelas. Uma vida de sacrifício. Não havia prazer algum. A não ser o prazer de estarem todos reunidos quando a noite chegava. Antônio era um pai dedicado. Adorava fazer os filhos menores darem risadas. Colocava-os para dormir e se espremia na cama com a mulher. Naquele momento, parecia enfim que eram um só.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;De manhã antes de sair, café preto quando havia e pão seco. Os dias se faziam dessa maneira. Algumas vezes, a mãe era obrigada a sair com os filhos pequenos para pedir comida. Algumas pessoas caridosas doavam alimentos, doavam roupas. A vida se desenhava de modo amargo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;Naquele dia, Antônio não tinha dinheiro para pegar o ônibus. Tinha que ir a pé. Eram pelo menos cinco quilômetros até o centro da cidade. Pensou que podia conseguir algum emprego, fazer algum "bico". Andava com suas ferramentas de jardinagem. Era o que mais conseguia; cortar o mato de algum jardim. Mas a sua aparência não ajudava muito. Estava abatido. As roupas estavam surradas. Os sapatos sujos e quase todo remendado. Não passava muita confiança. As pessoas cada vez mais escravas da boa aparência.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;Antônio estava cansado. Parou em um bar e pediu um copo de água. Aquela água refrescava e dava mais força. Não pensava como iria voltar. Queria apenas garantir o pão das crianças e quem sabe o leite, o arroz, um pacote de bolacha. Sua mulher se humilhava mais. Antônio preferia oferecer trabalho a esmolar. Por isso, muitas vezes voltava para casa sem nada. Quantas vezes dormiu com fome para não tirar o pouco das crianças.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;Estava passando em frente de uma bela casa, com um enorme jardim. Resolveu tocar a campainha e oferecer seus serviços como jardineiro. Demoraram um pouco para atender. Percebeu que tinha gente na casa, pois sentiu que o espiavam da janela. Antônio pegou a tesoura de cortar grama e mostrou. Um sinal fez com que aguardasse. Da lateral da casa, surge um velho senhor arrastando os passos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;- Pois não!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;- Oi, eu faço trabalho de jardinagem...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7044604437942285683-7349759267564039964?l=fragmentos-esquecidos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fragmentos-esquecidos.blogspot.com/feeds/7349759267564039964/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fragmentos-esquecidos.blogspot.com/2009/12/palperrimo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7044604437942285683/posts/default/7349759267564039964'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7044604437942285683/posts/default/7349759267564039964'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fragmentos-esquecidos.blogspot.com/2009/12/palperrimo.html' title='PALPÉRRIMO*'/><author><name>Eduardus Poeta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10079854801500790043</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/-aV64vMTaevo/TqAEdurPveI/AAAAAAAAcyE/DK5E-S4RcPA/s220/edu1.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7044604437942285683.post-4091289130765475559</id><published>2009-12-20T04:46:00.003-02:00</published><updated>2010-01-02T02:03:02.113-02:00</updated><title type='text'>CULPAS*</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Claro que a culpa foi minha.&lt;br /&gt;Claro que procurei chifres em cabeça de cavalo.&lt;br /&gt;Claro que tenho que escrever em primeira pessoa. Para que mentir? Para que inventar e dizer que não foi comigo que aconteceu? Foi sim, foi comigo e a culpa foi minha. Eu me deixei levar. Queria sentir a emoção de viver todos os riscos e corri e vivi e foi uma "merda".&lt;br /&gt;A mulher era bonita, mas fria demais. Fumava e eu detestava. Era loira e minha preferência são as morenas (eu as acho muito mais quentes). Magra demais e além de tudo isso, na hora "H" perguntou se eu gostava de lingerie vermelha. Odeio lingerie vermelha e para mim nem fica bom mesmo.&lt;br /&gt;Mesmo assim, deixei-me levar.&lt;br /&gt;Parecia que era uma troca de favor.&lt;br /&gt;Ela mentia que gostava de mim e eu fingia que acreditava, mesmo colocando meu casamento em risco.&lt;br /&gt;O engraçado é que quando qualquer coisa começa com mentira, pode apostar que não dá certo. Eu menti, ela mentiu, mentimos.&lt;br /&gt;O pior de tudo é que fizemos juras de amor eterno.&lt;br /&gt;Tranquei a faculdade, tive uma briga de 12 horas com minha mulher que, desconfiada, aproveitou minha ausência para mexer em minha pasta e encontrou um e-mail que eu havia impresso (outra burrice).&lt;br /&gt;Eu desenhei desde sempre uma história diferente.&lt;br /&gt;Achava que ter uma amante era algo bacana, que daria uma nova cor e uma nova emoção para a vida. "Porra" nenhuma!&lt;br /&gt;Acabou com minha inspiração. Foi o tempo que mais deixei de escrever.&lt;br /&gt;O que ela tinha de melhor; o largo sorriso, o abraço e o papo que aconteceu uma vez até às seis horas da manhã.&lt;br /&gt;Eu estava louco ou estava querendo ficar.&lt;br /&gt;Trocar uma relação sólida, um casamento de mais de 15 anos por um relacionamento que não me dava nenhum prazer? Eu era uma besta mesmo!&lt;br /&gt;Ainda se tivesse valido à pena... Que nada.&lt;br /&gt;Ficaram apenas as cicatrizes de mais uma "cagada" e das feias.&lt;br /&gt;Mas eu aprendi. Aprendi da pior maneira. Não se deve gostar de ninguém por fotografia, não deve ceder quando uma mulher pede seu abraço.&lt;br /&gt;Sua mulher é sempre a melhor porque só ela atura você de verdade.&lt;br /&gt;Voltar é sempre melhor.&lt;br /&gt;"Eu te amo", virou moda; lingerie vermelha, é loucura; cigarro de cravo me dá ânsia...&lt;br /&gt;Antes de amar alguém, conheça sua alma, seja antes de mais nada, seu amigo.&lt;br /&gt;Nunca falei disso para ninguém. Mas por que calar? Já estava na hora de tirar de vez essa história de mim. Não quero mais errar como errei e sentir de novo a culpa que eu senti.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7044604437942285683-4091289130765475559?l=fragmentos-esquecidos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fragmentos-esquecidos.blogspot.com/feeds/4091289130765475559/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fragmentos-esquecidos.blogspot.com/2009/12/culpas.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7044604437942285683/posts/default/4091289130765475559'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7044604437942285683/posts/default/4091289130765475559'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fragmentos-esquecidos.blogspot.com/2009/12/culpas.html' title='CULPAS*'/><author><name>Eduardus Poeta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10079854801500790043</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/-aV64vMTaevo/TqAEdurPveI/AAAAAAAAcyE/DK5E-S4RcPA/s220/edu1.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7044604437942285683.post-4355487004148608799</id><published>2009-12-13T13:16:00.003-02:00</published><updated>2010-01-02T02:15:36.208-02:00</updated><title type='text'>CONSCIÊNCIA*</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Existem acontecimentos que passam em branco em nossa vida e outros que nos marcam definitivamente.&lt;br /&gt;O que aconteceu comigo não passou, ficou, marcou e está presente todos os dias na minha vida.&lt;br /&gt;Certa vez, logo que eu comprei meu primeiro carro, estava feliz, querendo mostrar o carro para todos os amigos e familiares. Eu tinha 22 anos. Sentia-me no auge. Saí com alguns amigos para comemorar. Ficamos em um bar até altas horas. Depois,  fiquei responsável de levar cada um para sua casa e assim fiz.&lt;br /&gt;Levei o Carlos para a Região de Santo Amaro, depois o Marcelo que morava na Região da Vila Mariana, a Claudia que morava na região das Perdizes e Roberta, na região central.&lt;br /&gt;Deixei um por um em suas casas e depois fui para minha casa na região leste de São Paulo. Passavam das três e meia da manhã. As ruas estavam desertas.&lt;br /&gt;Quando passava por uma avenida, vi uma mulher acenando.&lt;br /&gt;Seu carro estava encostado no meio fio.&lt;br /&gt;Os piscas alertas acessos. Parecia desesperada. Não pensei duas vezes. Encostei o carro, desci e fui em sua direção. Não podia imaginar o que poderia acontecer. Assim que me aproximei dela  percebi que ela não estava sozinha. Dois homens surgiram detrás do seu carro com armas em punho e pediram a chave do meu carro. Não pude fazer nada. Fiquei sem meu carro.&lt;br /&gt;Naquele momento, jurei que nunca mais pararia meu carro para dar assistência para  alguém, fosse quem fosse.&lt;br /&gt;Os anos passaram, fiquei muito tempo a pé juntando novamente dinheiro para comprar outro carro.&lt;br /&gt;Trabalhava muitas horas por dia, não saía aos finais de semana, não viajava, não saía com amigos, não fazia nada. Queria minha liberdade novamente. Queria sentir a mesma emoção. Aprendi a não depender de ninguém e naquele momento, o carro me daria tudo o que eu precisava.&lt;br /&gt;Tinha aprendido a lição.&lt;br /&gt;Foram dois anos guardando dinheiro, sobrevivendo. Dois anos de negação a tudo. Não namorava, vivia apenas para o trabalho. Consegui comprar um carro melhor do que eu tinha antes.&lt;br /&gt;Era maravilhosa aquela sensação. Ouvir o barulho do motor. A liberdade de ir a qualquer hora para qualquer lugar. Eu estava muito mais precavido.&lt;br /&gt;Não ficava até tarde na rua, não havia mais esse papo de levar amigos para casa.&lt;br /&gt;Não desviava meu caqminho. Tinha o carro para me servir.&lt;br /&gt;Mas o destino nos coloca sempre entre a cruz e a espada.&lt;br /&gt;Eu havia acabado de deixar um casal de amigos na estação do Metrô e estava indo para casa.&lt;br /&gt;Já passava da meia noite.&lt;br /&gt;Uma cena me chamou a atenção e remeteu-me de imediato ao que acontecera.&lt;br /&gt;Um carro parado, pisca alerta acesso e uma mulher aparentemente grávida estava sentada no chão.&lt;br /&gt;Diminui a velocidade e passei devagar por ela. Ela chorava e pedia pelo amor de Deus que eu a ajudasse. Não ajudei. Fiquei olhando pelo retrovisor e segui viagem. Aquela cena não saiu da minha cabeça. Dirigia atormentado com aquela incerteza. E se ela estivesse mesmo grávida e se ela estivesse mesmo precisando de ajuda?&lt;br /&gt;Parei o carro em um posto de gasolina e liguei para o socorro. Informei o ocorrido e o endereço e fui informado que o socorro estava a caminho.&lt;br /&gt;Dei meia volta e passei novamente no local onde estava aquela mulher. O carro continuava lá.&lt;br /&gt;Outros carros haviam parado. Senti-me mais seguro e parei também. Ela estava na calçada e estava em trabalho de parto.&lt;br /&gt;Escutei a sirene do carro de resgate. Prontamente começaram os procedimentos.&lt;br /&gt;Aquela mulher se contorcia de dor e os paramédicos realizaram o parto ali mesmo.&lt;br /&gt;Um homem também estava desesperado. Era o marido daquela mulher. Ele dizia aos policiais que o carro teve uma pane e ele saiu para pedir socorro pois estava levando sua mulher para o hospital. Na pressa, havia esquecido o celular e tudo mais. Quando chegou, encontrou sua mulher caída.&lt;br /&gt;Ela dizia que um carro passou e que não quis parar para ajudá-la. Enquanto conversava com os policiais, os paramédicos disseram que não foi possível salvar a criança e que a mãe ia para o hospital mais perto pois estava com hemorragia. A ambulância saiu gritando rumo ao hospital.&lt;br /&gt;Eu voltei para o meu carro. Estava abalado. Sem saber o que pensar, sem saber o que sentir. Fiquei pensando... E se eu tivesse parado e socorrido aquela mulher?&lt;br /&gt;Não sei porque certas coisas acontecem em nossa vida... Até hoje não sei ao certo o que pensar...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7044604437942285683-4355487004148608799?l=fragmentos-esquecidos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fragmentos-esquecidos.blogspot.com/feeds/4355487004148608799/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fragmentos-esquecidos.blogspot.com/2009/12/consciencia.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7044604437942285683/posts/default/4355487004148608799'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7044604437942285683/posts/default/4355487004148608799'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fragmentos-esquecidos.blogspot.com/2009/12/consciencia.html' title='CONSCIÊNCIA*'/><author><name>Eduardus Poeta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10079854801500790043</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/-aV64vMTaevo/TqAEdurPveI/AAAAAAAAcyE/DK5E-S4RcPA/s220/edu1.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7044604437942285683.post-441637552009420917</id><published>2009-12-03T20:27:00.009-02:00</published><updated>2009-12-03T21:59:03.931-02:00</updated><title type='text'>COINCIDÊNCIAS</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Todo mundo sabe ou deveria saber que São Paulo é um cidade gigantesca. Gente indo e vindo a qualquer horário e sempre. Milhões de pessoas. O que torna a cidade de São Paulo interessante é que por maior que seja sempre se encontra alguém que se conhece ou se conheceu andando pelas ruas. Paulista, Faria Lima, nos shoppings, cinemas, teatros ou até mesmo no centro de São Paulo. Sempre há um rosto conhecido e passos se encontrando.&lt;br /&gt;E foi assim...&lt;br /&gt;Sai da empresa aquele dia as vinte e duas horas. A noite estava abafada, quente demais. Eu não estava com menor vontade de ir para casa. Nunca gostei de dormir cedo. Resolvi pegar o carro e dar uma volta por essa cidade que não para. São Paulo não dorme. Nas ruas muitas pessoas. Bares lotados, rodas de amigos, muita gente. Desci a Sena Madureira rumo ao Ibirapuera. Liguei o som, tirei a gravata. Dirigia devagar, eu não tinha a menor pressa. Passei pelo Ibirapuera, Detran, 23 de Maio, Paulista que eu amava e acabei caindo propositalmente na Rua Augusta, um ponto de prostituição, de boates, cafetões e tudo o que gente solitária procura. Deixei o carro em um estacionamento e fui andar um pouco. Ia passando pelos inferninhos e era quase puxado para dentro. Devagar ia olhando tudo. Resolvi entrar em uma dessas boates. O ambiente era escuro, mas puder ver um grande números de garotas se exibindo. Umas com seios à mostra, outras de bikini, outras aparentemente normais. Parecia um açougue onde vc entra e escolhe um tipo de carne, mais gorda, mais magra, no ponto. Fui até o bar e pedi uma cuba libre. Fiqui alí olhando o movimento. Não pensava em nada. Não demorou e uma garota veio falar comigo, Rápida, direta e objetiva:&lt;br /&gt;- Oi, meu nome é Alice, estava com uita vontade de sair daqui e ir para outro lugar. Tá muito quente e você me parece ser um cara legal.&lt;br /&gt;Eu fiquei olhando aquela menina. Devia ter entre 19 e 20 anos. Não mais que isso. Tinha a pele branca, seios pequenos e um jeito meigo. Se eu a visse andando por ai, não diria que era uma garota de programa.&lt;br /&gt;- Por que eu sairia com você?&lt;br /&gt;- Você não está a fim é só dizer. Virou as costas e saiu. Pude olhar, seria uma bela mulher com certeza. O que será que uma mulher como Alice teria para me oferecer. Ela não deveria ter muita experiência. Fiquei pensando, seria mesmo muito bom sair dali e ter uma companhia agradável para dar um volta. Parei uma moça que passou e perguntei por Alice:&lt;br /&gt;- Faz uns 10 minutos que ela saiu.&lt;br /&gt;Paguei minha cuba e sai. Fui pegar o carro decidido esquecer o que houve e ir para casa. Precisava de um banho e minha cama. Sai do estacionamento e comecei a subir a Rua Augusta. Passando pelo ponto de ônibus vi Alice parada. Parei o carro, desci e fui até ela.&lt;br /&gt;- Oi, eu procurei por você mas já havia saído. Quer uma carona? Deixo você em casa.&lt;br /&gt;- Por que eu devo confiar em você se você não confiou em mim?&lt;br /&gt;- Alice me desculpe, não foi por mal. Nunca vi uma garota pedir pra sair. Achei que isso não acontecesse. Apenas por isso. Deixa eu te dar uma carona?&lt;br /&gt;- Tá bom, mas não estou a fim de ir para casa. Tô com fome.&lt;br /&gt;- Vamos comer alguma coisa.&lt;br /&gt;Ela entrou no carro, jogou sua bolsa no banco de trás, tirou a sandália alta e cruzou as pernas sobre o banco do carro. Estava definitivamente a vontade.&lt;br /&gt;Eu dirigia sem saber ao certo para onde iria com aquele mulher.&lt;br /&gt;- Onde você mora Alice?&lt;br /&gt;- Meu nome não é Alice é Carla. Ana Carla. Eu moro aqui perto no centro.&lt;br /&gt;- Mora sozinha?&lt;br /&gt;- Com minha mãe.&lt;br /&gt;As luzes dos postes passavam sem pressa por nós.&lt;br /&gt;- Tem algum lugar que queria ir?&lt;br /&gt;- Queria comer uma pizza?&lt;br /&gt;- Tá bom. Vamos comer pizza. Eu também estou com fome.&lt;br /&gt;Fomos para uma pizzaria na região do Itaim Bibi. Perto de onde eu morava. Havia uma que fechava bem tarde e eu conhecia. Sempre frequentava lá com amigos. Ela tinha uma boa aparência. Era uma mulher bonita. Sabia conversar. Ficamos ali sentados, bebendo vinho e comendo pizza. Olhei no relógio, eram duas horas da manhã.&lt;br /&gt;- Bem, amei a noite, vou levar você pra casa. Amanhã levanto cedo.&lt;br /&gt;- Tudo bem prevísivel. Só falta você dizer que é casado com uma mulher chata, dizer que está num final de relacionamento, que tem um filho problemático, essas coisas.&lt;br /&gt;- Não sou casado, não tenho uma mulher chata, não tenho filhos, moro sozinho, sou dono da minha vida.&lt;br /&gt;- Ah então vamos para a praia.&lt;br /&gt;- Praia, fazer o que na praia?&lt;br /&gt;- Ver o sol nascer, ver o mar, escutar as ondas.&lt;br /&gt;- Não posso. São duas da manhã.&lt;br /&gt;- Por favor, por favor.&lt;br /&gt;Alguma coisa naquela mulher me fascinava. Não sei se essa falta de compromisso, se o espírito de aventura. A juventude despretensiosa. Sempre me relacionei com mulheres mais velhas. Centradas. Mulheres que adoravam chamar a atenção e que detestavam qualquer aventura. Ir para a praia de madrugada jamais.&lt;br /&gt;- Então vamos, mas bate e volta.&lt;br /&gt;- Bate e volta eu prometo que não vou abusar de você.&lt;br /&gt;Eu confiava naquela menina disfarçada de mulher. Eu acabei de conhecê-la mas eu confiava nela. Abasteci o carro e fomos para o Litoral. Eu estava cansado, mas sem sono. Ela encostou no meu ombro e dormiu. A estrada estava vazia. Meu pensamentos voavam. Pensava em tudo e não pensava em nada. Lembrava da empresa e dos compromissos e esquecia. Pensava naquela loucura que eu estava fazendo e naquela mulher alí. Uma desconhecida. Ela deveria com certeza ter uma história de vida que enlouqueceria qualquer um. Senti uma vontade de protegê-la conseguia vê-la como uma mulher, como uma garota de programa.&lt;br /&gt;Chegamos em Santos as 3 e meia da manhã. Ela acordou quando eu procurava um lugar para estacionar.&lt;br /&gt;- Chegamos meu amor!&lt;br /&gt;Meu amor??? Aquelas palavras me pegaram desprevenido. Senti o sangue ferver.&lt;br /&gt;- Amor, você não tá cansadinho. Vamos para um hotel.&lt;br /&gt;Estava sem palavras. Boate, passeio, pizza, praia e agora hotel. Uma leve excitação tomou conta de mim. Fui em busca de hotel beira mar. Arrumamos um quarto e fomos juntos. Ela agarrou em meu braço até o quarto. Abri a porta e ela foi e se jogou na cama e dormiu. Deitou e dormiu na mesma posição. Tirei suas sandálias, cobri seu corpo e fui tomar um banho. Estava exausto.&lt;br /&gt;Depois do banho deitei do seu lado e dormi. Acordei com o sol na janela. Ela estava deitada em meu peito. Abraçada, jogada em mim. Seu perfume me seduzia.&lt;br /&gt;- Aninha... Ana... Acorda...&lt;br /&gt;Ela se espreguiçou e me beijou a boca ardentemente e nos amamos ali.&lt;br /&gt;Ela sabia muito mais do que eu podia imaginar. Adorei ter amado aquela mulher. Ela é fascinante. Depois do nosso amor gostoso enquanto ela tomava banho eu entrava em contato com a empresa dizendo que só iria a tarde. Descemos para tomar café e acertar a conta. Depois do café, fomos dar uma  volta na praia. Molhar os pés e voltar a velha rotina. Aquele amor ainda estava em mim. Posso dizer com certeza que desde que conheci o amor de uma mulher, aquela tinha me pegado de jeito.&lt;br /&gt;Subimos a serra. Ela estava mais calada. Eu também estava calado.&lt;br /&gt;O vento que entrava pelas janelas do carro resfrecavam meus pensamentos.&lt;br /&gt;- Vamos nos ver novamente? - arrisquei perguntar.&lt;br /&gt;- Não sei, pode ser.&lt;br /&gt;E novamente ficamos em silêncio...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(51, 51, 255);"&gt;CONTINUA&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7044604437942285683-441637552009420917?l=fragmentos-esquecidos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fragmentos-esquecidos.blogspot.com/feeds/441637552009420917/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fragmentos-esquecidos.blogspot.com/2009/12/coincidencias.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7044604437942285683/posts/default/441637552009420917'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7044604437942285683/posts/default/441637552009420917'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fragmentos-esquecidos.blogspot.com/2009/12/coincidencias.html' title='COINCIDÊNCIAS'/><author><name>Eduardus Poeta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10079854801500790043</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/-aV64vMTaevo/TqAEdurPveI/AAAAAAAAcyE/DK5E-S4RcPA/s220/edu1.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7044604437942285683.post-1048551710515275825</id><published>2009-11-29T10:12:00.004-02:00</published><updated>2009-12-02T23:47:04.474-02:00</updated><title type='text'>NADA RESTOU*</title><content type='html'>&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Quando ela o conheceu, estava entrando na casa dos dezesseis anos.&lt;br /&gt;Renunciou a tudo e a todos para viver aquele sentimento, e assim o fez. &lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;O tempo, como sempre, implacável e quando nos faz velhos, dá-nos a percepção que antes não tínhamos. Deixa nossos sentidos muito mais apurados e nos faz perceber detalhes que antes não percebíamos. &lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Por que, então, ela não abria suas asas para voar? &lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Por que ela ainda se prendia àquela história, se tudo já fora escrito? &lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Por que ela não rasgava seu peito e se entregava para o mundo? &lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Talvez o medo. Medo de ficar sozinha. Medo de não saber mais gostar de ninguém. Medo de voar e não ter mais um ninho para pousar. &lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Assim, passaram-se vinte e seis anos. Tempo de uma dedicação louca. Tempo de uma entrega absurda. Até mesmo uma renúncia tem o tempo certo.&lt;br /&gt;Ela estava triste. Sem vontade de mais nada. Queria fugir para esquecer tudo. Queria voltar renovada para viver, agora, a felicidade que enfim havia encontrado.&lt;br /&gt;Mergulhou de vez nos estudos. Entregou-se de coração.&lt;br /&gt;Começou, enfim, a viver. Começou, enfim, a perceber que a vida não se resumia a um único sentimento. Além do mais, tudo aquilo que vivera, fora superficial demais. Olhava para trás e não via nada. Havia apenas uma estrada vazia. Apenas seus passos e nenhum mais.&lt;br /&gt;Lembro-me uma vez, de uma conversa informal em que ela me confessou que seus sentimentos já não eram os mesmos. De uns tempos para cá, percebi que não eram mesmo. &lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Ninguém ama por obrigação. Amar assim, deixa de ser amor, deixa de valer à pena.&lt;br /&gt;Agora só havia tristeza e dor. Dor, por acordar sem um carinho. Dor, por se sentir sozinha. Dor, por sentir que nada valeu.&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Ela era uma bela mulher. Todos a viam forte e nunca enxergaram nela, a fragilidade, a doçura. Nunca estenderam a mão para socorrê-la. Quem a socorria nos momentos de aflição não está mais entre nós. Ela não conseguia gritar. Não conseguia dizer. Sentia-se pronta para viver sem coragem de bater as asas em busca da liberdade. O seu mundo não era mais o mesmo. &lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Agora, dois lados; o colorido e o branco e preto.&lt;br /&gt;Queria amor. Amor de verdade. Sem as velhas obrigações. Sem se sentir obrigada a falar o que não tinha vontade. Nada mais a prendia. Sua cabeça fervia. Não queria mais escutar aquelas palavras já tão sem sentido. Não queria mais ouvir aqueles sons à noite. Queria deitar e dormir em paz. Queria apenas se sentir uma mulher de verdade. Sentia-se uma mulher sim, mas pela metade... Tinha asas e ainda muito medo de voar.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7044604437942285683-1048551710515275825?l=fragmentos-esquecidos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fragmentos-esquecidos.blogspot.com/feeds/1048551710515275825/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fragmentos-esquecidos.blogspot.com/2009/11/nada-restou.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7044604437942285683/posts/default/1048551710515275825'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7044604437942285683/posts/default/1048551710515275825'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fragmentos-esquecidos.blogspot.com/2009/11/nada-restou.html' title='NADA RESTOU*'/><author><name>Eduardus Poeta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10079854801500790043</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/-aV64vMTaevo/TqAEdurPveI/AAAAAAAAcyE/DK5E-S4RcPA/s220/edu1.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7044604437942285683.post-7461711929479075057</id><published>2009-11-26T12:16:00.003-02:00</published><updated>2009-12-02T23:54:25.193-02:00</updated><title type='text'>NÃO ERA NADA*</title><content type='html'>&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;O mais é engraçado é o poder da imaginação.&lt;br /&gt;Imaginar alguém que nunca se viu. Imaginar o cheiro, o gosto do beijo, o calor do abraço.&lt;br /&gt;Eu a conheci através de uma amiga que também não conhecia. Eramos amigos virtuais desses sites de relacionamento que existem. O legal é que você vê a foto da pessoa, lê um perfil que só fala das qualidades. Foi assim que, através de uma amiga virtual, conheci essa outra mulher. Nos tornamos amigos e descobrimos afinidades. Na verdade, desenhamos afinidades. Sempre que se conhece alguém virtualmente, desenhamos tudo. Imaginamos tudo. Não tínhamos nada em comum. Ela estava se separando, após uma traição. Contou-me todos os detalhes. Eu, casado, feliz e sem nenhum tipo de problema, a não ser os que sempre procuro e acho.&lt;br /&gt;Papo vai, papo vem. As tardes foram ficando mais intensas. Nossos bate papos eram sempre frequentes. Intensos. Falamos de tudo. Em poucos momentos ela me perguntou da minha família e do meu relacionamento. Eu estava tranquilo. Adorava conversar com ela. Vê-la na webcam. Ela não morava em São Paulo. Sabia que nada iria acontecer, mas o poder da imaginação, o poder de sonhar, de desenhar o que se quer...&lt;br /&gt;Um belo dia ela disse que viria para São Paulo na casa de uma amiga. Disse que assim poderíamos nos conhecer. Eu disse que sim, sem pensar direito no que dizia. Percebi que não haveria mal algum. Conhecer pessoas faz parte da vida. Conhecemos pessoas todos os dias. Muitas pessoas. Milhares. Disse que sim e marcamos de nos encontrar.&lt;br /&gt;Eu fui sem pretensão. Queria ver se a sensação era a mesma. Real e virtual num mesmo instante. Marcamos de nos encontrarmos de manhã, num café. Ela chegou e se eu me lembro bem, ela estava vestida de branco, cabelos bem mais longos e óculos escuros. Nos cumprimentamos, quebrando o gelo. A sensação não foi nada agradável. Não houve a mesma sintonia. Respirei aliviado. Sentamos, conversamos um pouco. Falei sobre renúncia, sobre encontros. Ela ouviu e sorriu. Disse, em breves palavras, que poderíamos sair dali se tudo fosse diferente. Eu não tive reação. Ela não era nada daquilo que eu imaginava. Eu também não era para ela. Gentilmente disse que precisava ir embora. Havia combinado de sair com as amigas. Paguei o café e nos despedimos. O mais breve contato, foi um selinho e nada mais.&lt;br /&gt;Ela atravessou a rua e sumiu. Tentei contato algumas vezes. Ela deletou seu perfil do site de relacionamento, não atendeu mais o telefone.&lt;br /&gt;O poder da mente de nos levar aonde nem imaginamos. Tudo foi uma grande besteira. Tudo foi uma loucura. A realidade é muito diferente. Não se funde com a imaginação que inventamos.&lt;br /&gt;Minha outra amiga virtual, eu cheguei a conhecer. Virou uma grande amiga. Mas com o tempo também desapareceu. &lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Pessoas virtuais são pessoas que existem hoje e amanhã, quem sabe... &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7044604437942285683-7461711929479075057?l=fragmentos-esquecidos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fragmentos-esquecidos.blogspot.com/feeds/7461711929479075057/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fragmentos-esquecidos.blogspot.com/2009/11/nao-era-nada.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7044604437942285683/posts/default/7461711929479075057'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7044604437942285683/posts/default/7461711929479075057'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fragmentos-esquecidos.blogspot.com/2009/11/nao-era-nada.html' title='NÃO ERA NADA*'/><author><name>Eduardus Poeta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10079854801500790043</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/-aV64vMTaevo/TqAEdurPveI/AAAAAAAAcyE/DK5E-S4RcPA/s220/edu1.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7044604437942285683.post-8771624382012141973</id><published>2009-11-23T04:03:00.003-02:00</published><updated>2009-12-03T00:04:19.438-02:00</updated><title type='text'>CORAGEM*</title><content type='html'>&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Eu precisava vê-la de qualquer maneira.&lt;br /&gt;Quem sabe assim, frente e frente, eu pudesse dizer tudo o que eu pensava. Mas não sabia como fazer. Morávamos longe, o acesso era difícil. Além do mais, não tínhamos tanta intimidade assim. Eramos próximos e distantes. Difícil explicar. A única certeza que eu tinha é que eu precisava vê-la. Precisava falar. Acordei cedo e fiquei pensando todas as possibilidades para provocar um encontro. Ela não tinha telefone e a época não era de telefonia celular, e-mails, orkut, nem nada disso. Os orelhões usavam ainda a velha ficha telefônica. Nos coletivos, as pessoas entravam pela porta de trás e desciam pela porta da frente. Bons tempos.&lt;br /&gt;Não tinha outra opção. Ou ia até a casa dela e falava tudo ou esquecia tudo. Eu não era e nunca fui de esquecer. Não ia desistir, não podia. Novamente me pus a pensar. Deveria haver algum jeito. Ir até a escola dela? Não. O noivo dela ia sempre buscá-la. Na casa, não dava, por causa da mãe e da irmã. Não podia me expor. Juro que fiquei dias e dias arquitetando um jeito. Pensei em todas as possibilidades. Não achava saída.&lt;br /&gt;Foi então que me veio a idéia de mandar um telegrama como se fosse uma agência de empregos. Eu sabia que ela estava procurando emprego. Perfeito. Assim saberia perfeitamente o dia, horário e onde ela estaria. Não pensei duas vezes. Fui até o correio e tratei de escrever:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic; FONT-WEIGHT: bold"&gt;Prezada senhora,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic; FONT-WEIGHT: bold"&gt;solicitamos que compareça dia tal, no horário tal, a rua tal, para entrevista de emprego e possível encaminhamento para vaga efetiva. Trazer documentos e curriculum.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic; FONT-WEIGHT: bold"&gt;Atenciosamente&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic; FONT-WEIGHT: bold"&gt;Agência tal&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Senti meu coração saltando da boca. Estava eufórico, nervoso, ansioso, com medo de que ela não fosse, com medo de que ela fosse com o noivo que não desgrudava dela. Eu iria ficar de longe, olhando. Caso percebesse que ela estivesse acompanhada, eu daria meia volta e sumiria na multidão.&lt;br /&gt;No dia combinado, uma hora antes eu estava lá, quase disfarçado. Eu transpirava, estava ofegante. Não sabia qual seria a reação dela ao me ver. Poderia simular que era coincidência. Que eu estava lá por acaso. E se ela não acreditasse? E se ela fosse áspera? Ela sempre teve uma postura muito séria. Era impossível saber o que ela pensava. Como já disse antes, eu não tinha tanta intimidade assim. Eu deveria estar preparado.&lt;br /&gt;A cidade era enorme e, calculando tudo, sabia mais ou menos de onde ela viria. Fiquei olhando de longe, quando derrepente, eu a vi. Ela andava apressada. Não queria correr o risco de chegar atrasada. Fiquei de longe olhando e comecei a me sentir mal por tudo aquilo. Fazê-la sair de casa, apressada, andar correndo pela cidade para realizar um desejo meu, para falar de um sentimento que eu nem sabia, ao certo, se existia. Bateu um arrependimento em mim. Derrepente, a coragem começou dar vazão às piores sensações. Ela foi se aproximando do endereço e eu olhando sem dizer nada, sem dar um passo em sua direção. Fui tomado por uma sensação de pânico. Virei as costas e fui embora sem dizer nada. Fiquei andando como barata tonta. Decidi voltar e falar com ela. Ela não estava mais. Era óbvio, não havia entrevista nenhuma. Fui correndo. Eu sabia onde ela tomava o ônibus para casa. Fui diminuindo a velocidade dos passos já na intenção de não alcançá-la. Derrepente eu vi que ela vinha no mesmo sentido que eu, mas a multidão fez com que ela não me visse. Eu me esquivei e vi ela parar em um orelhão. Ela estava   triste. Com certeza, estava ligando para o noivo. Decidi deixar tudo de lado. Deixar tudo para trás.&lt;br /&gt;Ela nunca saberia que fui eu que tentei desviá-la do seu caminho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7044604437942285683-8771624382012141973?l=fragmentos-esquecidos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fragmentos-esquecidos.blogspot.com/feeds/8771624382012141973/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fragmentos-esquecidos.blogspot.com/2009/11/coragem.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7044604437942285683/posts/default/8771624382012141973'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7044604437942285683/posts/default/8771624382012141973'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fragmentos-esquecidos.blogspot.com/2009/11/coragem.html' title='CORAGEM*'/><author><name>Eduardus Poeta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10079854801500790043</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/-aV64vMTaevo/TqAEdurPveI/AAAAAAAAcyE/DK5E-S4RcPA/s220/edu1.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7044604437942285683.post-813199757754183206</id><published>2009-11-19T10:51:00.003-02:00</published><updated>2009-11-22T19:54:14.442-02:00</updated><title type='text'>BRIGAS*</title><content type='html'>&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Nossa briga de ontem me fez pensar.&lt;br /&gt;Quantas palavras amargas, palavras que machucam. Tudo por uma besteira.&lt;br /&gt;Você não conseguiu entender o que eu falava e eu não entendi porque derrepente, você virou para mim, um monstro. Veio com tudo para cima de mim. Falando, acusando-me de coisas absolutamente sem sentido. Falou de provocações, de ciúmes. Acusou-me de falta de atenção, de falta de desejo. Falou que eu me preocupava mais com minhas amigas do que com nossa vida. Falou do meu trabalho, da minha carreira.&lt;br /&gt;Pela primeira vez em quatro anos de casados, dormimos sem falar uma palavra sequer. Cada um absorvido em seus pensamentos. Certos de tudo o que foi dito. A noite não passou. Pela primeira vez pensei se havia feito a escolha certa. Vi o dia nascer, sentada no sofá. Ele dormiu no quarto e em nenhum momento, levantou à noite para ver como eu estava. Ao contrário, chegou a roncar. Sempre foi assim. Ele parecia inatingível. Sempre fora assim. Apesar de me tratar sempre docemente, tinha uma postura meio que severa.&lt;br /&gt;Senti-me só. Como há muito tempo não me sentia.&lt;br /&gt;Quando o sol tocou a janela, tomei um banho e quando saí do banheiro, ele já estava de pé. Lia o jornal na mesa e suas primeiras palavras foram:&lt;br /&gt;- Você não fez o café?&lt;br /&gt;Entrei no quarto, troquei de roupa, peguei a chave do carro e saí sem dizer nada. Estava extremamente magoada. Dirigi olhando para o celular na esperança que ele tocasse e eu ouvisse a voz dele. Nada aconteceu.&lt;br /&gt;Ainda era muito cedo e eu não havia comido nada, senti meu estômago reclamar. Parei em um posto de gasolina e fui comer alguma coisa. Havia algumas pessoas tomando seu café da manhã. Sentei em um lugar meio que afastado e pedi à garçonete um suco de laranja, um pão com manteiga e um café com leite. Comi e ele não saía do meu pensamento. Suas palavras tão rudes, pesadas, carregadas de ressentimentos e mágoas. Comi que nem senti o gosto de nada. Na hora que fui pagar, percebi que estava sem dinheiro, sem carteira, sem cartão, sem nada. Havia deixado tudo em casa. Liguei para casa para ver se ele podia trazer minha carteira e ele não estava mais em casa. Estava conversando com o gerente que simplesmente me disse:&lt;br /&gt;- Deixe a chave do seu carro aqui e volte depois para pagar o que deve!&lt;br /&gt;Eu não podia deixar o carro ali. Estava longe de casa. Presa ali, não tinha como sair simplesmente a pé.&lt;br /&gt;- Eu pago a conta dela.&lt;br /&gt;Quando olhei para trás, ele estava lá, segurando um enorme buquê de flores (Rosas Vermelhas) em uma mão e na outra, minha carteira.&lt;br /&gt;Não pude me conter. Foi um misto de sensações. Amor, medo, nervoso e uma felicidade que não sabia que havia em mim. Ele apenas sorria. Corri e o abracei fortemente.&lt;br /&gt;- Desculpa amor, por tudo. Eu não vou mais viajar. Vou ficar com você! Vou cuidar mais de você. Te dar mais atenção. Fazer café da manhã pra você.&lt;br /&gt;- Você vai viajar sim! Você não, nós vamos! Eu tirei uns dias e vou com você!&lt;br /&gt;Aquele era o homem que eu realmente amava. Se havia dúvidas, elas foram engolidas pelo amor que sinto...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7044604437942285683-813199757754183206?l=fragmentos-esquecidos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fragmentos-esquecidos.blogspot.com/feeds/813199757754183206/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fragmentos-esquecidos.blogspot.com/2009/11/brigas.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7044604437942285683/posts/default/813199757754183206'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7044604437942285683/posts/default/813199757754183206'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fragmentos-esquecidos.blogspot.com/2009/11/brigas.html' title='BRIGAS*'/><author><name>Eduardus Poeta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10079854801500790043</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/-aV64vMTaevo/TqAEdurPveI/AAAAAAAAcyE/DK5E-S4RcPA/s220/edu1.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7044604437942285683.post-2590062347518313868</id><published>2009-11-16T09:57:00.008-02:00</published><updated>2009-11-22T20:01:06.727-02:00</updated><title type='text'>COTIDIANO*</title><content type='html'>&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Ela não aguentaria passar por tudo aquilo de novo.&lt;br /&gt;Sempre fora uma ótima mãe e esposa. Nunca teve aquele problema de se dedicar aos filhos e esquecer o marido ou cuidar do marido e esquecer os filhos. Sempre teve o equilíbrio certo.&lt;br /&gt;Vivia uma relação de 35 anos. Os filhos já crescidos e criados. Vivia agora a tranquilidade. Colhendo tudo o que havia plantado. Viajava, conhecia lugares, pessoas. Era uma vida tranquila. O marido era o marido dos sonhos. Sempre um pai presente, sem vícios, trabalhador, amigo sempre presente. Não havia nada que desabonasse a sua vida. Era sim, uma mulher feliz e realizada. Mas naquele fim de tarde, tudo mudaria. Tereza estava sentada em seu terraço lendo um livro que começara a ler há um tempo atrás, mas que nunca havia terminado. O telefone tocou  e eram exatamente três horas da tarde. O sol estava tímido. Havia uma brisa calma.&lt;br /&gt;- Alô.&lt;br /&gt;- Mãe!!! Eles me pegaram. Eu e o Rafael!!!&lt;br /&gt;- Filha, eles quem? Onde você está?&lt;br /&gt;- Estamos com sua filha e com seu neto. Não vai acontecer nada se a senhora colaborar. Queremos R$ 100.000,00. Se chamar a polícia, sua filha e seu neto morrem. São três horas da tarde. Na frente do seu apartamento tem um carro preto. A senhora desce, vai com ele até o Banco, saca o dinheiro, entrega no carro e recebe sua filha de volta. Sei que o banco é próximo. A senhora tem uma hora para pegar o dinheiro. Se chamar a polícia, já era. Se vacilar, já era. Dona Tereza, não banca a esperta . A senhora é uma mulher inteligente. Não brinca!&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;- Mas o Banco não vai liberar esse dinheiro assim.&lt;br /&gt;- Vovó, eu amo a senhora. Mamãe tá chorando.&lt;br /&gt;- Meu lindinho... Alô, alô...&lt;br /&gt;O desespero era visível. Não podia perder a calma. Foi até a janela e havia realmente um carro preto paradao em frente ao prédio. Desceu e foi na direção do carro. Como passou apressada pela portaria, sem cumprimentar os funcionários, chamou a atenção do porteiro que conhecia bem a rotina dos moradores. Jaime saiu da portaria e viu Dona Tereza caminhar rumo ao carro preto. O que pôde fazer foi anotar a placa.&lt;br /&gt;- Você viu? Dona Teresa passou por aqui assustada. Nem cumprimentou a gente! Será que aconteceu alguma coisa?&lt;br /&gt;- Sei não. Aquele carro preto estava parado aqui desde manhã. Vou chamar a polícia, dizer o que aconteceu e passar a placa do carro. E assim fez.&lt;br /&gt;No carro, Dona Tereza olhava aquele rapaz que parecia ter no máximo 22 anos.&lt;br /&gt;- Por que vocês estão fazendo isso?&lt;br /&gt;- Dona, é melhor a senhora ficar quieta e não falar nada. Vou deixar a senhora no Banco e se eu ligar de volta às 16:00 eles apagam o seu neto e sua filha e eles não estão brincando.&lt;br /&gt;- E se o Banco não liberar o dinheiro?&lt;br /&gt;- Não é problema meu. A senhora sabe o que tem que fazer. Vou estacionar e vou junto com a senhora. Agora são 15:25, a senhora tem tempo suficiente para resolver esse problema. Se fizer a coisa certa tudo vai correr bem e hoje à noite, sua família vai estar junta novamente.&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Dona Tereza apenas se lembrava da voz da filha e do neto. Entrou na agência. E foi direto ao caixa.&lt;br /&gt;- Boa tarde! Qual o valor máximo que vocês podem me liberar para saque?&lt;br /&gt;- Olá, Dona Tereza. Boa tarde! A senhora precisa de quanto?&lt;br /&gt;- Um valor alto. R$ 100.000,00.&lt;br /&gt;- Acho difícil. Fale com o gerente. Somente ele pode liberar esse saque. A senhora quer levar em espécie?&lt;br /&gt;- Sim. Eu tenho que falar com o Augusto?&lt;br /&gt;- É com ele mesmo! A senhora está bem?&lt;br /&gt;- Estou ótima.&lt;br /&gt;Enquanto isso, olhando pela janela, o homem que estava com Dona Tereza no Banco viu viaturas de polícia cercando o carro. Ele devagar saiu da agência e desapareceu. Enquanto isso, Dona Tereza tentava convencer o gerente a liberar o dinheiro e nem percebeu que o rapaz já havia saído. Quando percebeu, teve uma crise nervosa. Viu a movimentação da polícia e entrou em desespero. Pensava apenas na filha e no neto. O telefone celular tocou:&lt;br /&gt;- A senhora não deveria ter chamado a polícia... Mãe me ajuda...&lt;br /&gt;- Eu estou no Banco, vou tirar o dinheiro, não faça nada... Por favor, eu estou com o dinheiro...&lt;br /&gt;Ouviu dois tiros...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7044604437942285683-2590062347518313868?l=fragmentos-esquecidos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fragmentos-esquecidos.blogspot.com/feeds/2590062347518313868/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fragmentos-esquecidos.blogspot.com/2009/11/nao-mais.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7044604437942285683/posts/default/2590062347518313868'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7044604437942285683/posts/default/2590062347518313868'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fragmentos-esquecidos.blogspot.com/2009/11/nao-mais.html' title='COTIDIANO*'/><author><name>Eduardus Poeta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10079854801500790043</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/-aV64vMTaevo/TqAEdurPveI/AAAAAAAAcyE/DK5E-S4RcPA/s220/edu1.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7044604437942285683.post-3360739250212040047</id><published>2009-11-13T13:30:00.005-02:00</published><updated>2009-11-22T20:06:37.276-02:00</updated><title type='text'>OLHOS FECHADOS*</title><content type='html'>&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Acabei de chegar do médico.&lt;br /&gt;Fui levar o resultado dos exames pedidos.&lt;br /&gt;A notícia me deixou um pouco abalado. Eu era portador de uma doença terminal. Tinha pouco tempo de vida. Como sempre, os médicos nunca conseguiam prever o tempo exato. Falavam em semanas, meses, podendo chegar a anos. Tudo dependeria da evolução dessa minha doença.&lt;br /&gt;Eu sempre levei uma vida absolutamente normal. Sempre cuidei do meu corpo, da minha saúde, de como vivia a minha vida. Nunca fui de cometer excessos. Mas sempre ouvi que essa doença podia ser desencadeada por mágoas mal curadas e angústias mal resolvidas.&lt;br /&gt;Confesso que saber que você tem poucos dias de vida, não é algo muito bom de se ouvir.&lt;br /&gt;Saí do consultório sem chão. Como iria falar para minha mulher, para minha filha? Amigos eu não tinha mesmo então, não teria quem avisar. Minha mãe, irmãos, minha família. Doeu em meu peito a sensação de ter que abadonar todos. Eu me sentia bem demais. Sentia-me plenamente vivo. Havia vida demais em mim. Não poderia imaginar que meus olhos estariam para sempre fechados.&lt;br /&gt;O sol brilhava muito mais. O vento refrescava minha pele. De certo modo me acalmava. As pessoas que passavam por mim estavam com seus rostos todos iluminados. Todos pareciam anjos. Ficava me perguntando como seria morrer... Como seria deixar tudo e as pessoas que realmente amo? Ano que vem faria 40 anos e sempre me disseram que a vida começa aos 40 e a minha ia terminar. Comecei a pensar em todos. Sentei em um banco de um shopping e comecei a escrever o nome de todas as pessoas que de algum modo eu deveria me desculpar. Queria viver esses meus últimos dias sem qualquer tipo de culpa. Falaria para minha mulher do amor que sinto por ela e pedir perdão pelas traições. Falaria do imenso amor que sinto por ela desde o dia em que a conheci. Abraçaria-a e ficaria por horas ali. Abraçaria minha filha também e falaria da vida. Do lado bom de viver e que ela cuidasse de tudo para mim e cuidasse da mamãe. Pensar na minha filha me fez chorar demais. Senti um nó na garganta e uma dor que me fez chorar. Chorei por horas. Algumas pessoas vieram falar comigo. Ficaram assustadas ao ver meu desespero. Dizia apenas que eu ia morrer. Tentavam me consolar em vão.&lt;br /&gt;Fiquei lá até que não houvesse mais ninguém. Saí de lá arrastando meu corpo. A noite parecia acesa. Havia poucas pessoas na rua. O caminho até minha casa parecia interminável. No céu, as estrelas brilhavam como nunca. Tudo parecia de verdade mais intenso.&lt;br /&gt;Cheguei em casa e minha mulher me esperava no portão. Parecia pressentir alguma coisa. Entramos e em nosso quarto contei tudo. Ficamos abraçados e senti a dor de suas lágrimas. Ela insistia em dizer que os médicos estavam errados. Disse que eu deveria fazer outros exames e que não deveria comentar com nossa filha antes de uma segunda opinião. Concordei e mesmo assim, disse que somente concordaria em fazer outros exames se ela junto comigo escrevesse cartas para as pessoas que estavam em minha relação.&lt;br /&gt;No dia seguinte começaríamos a escrever as 10 cartas para as 10 pessoas que eu precisava pedir perdão. Se fosse confirmado nos outros exames a veracidade dos primeiros, entregaria pessoalmente a carta. Se não fosse confirmado o diagnóstico, as entregaria mesmo assim.&lt;br /&gt;Fui tomar um banho. A água quente fez meu corpo relaxar e por um instante esquecer todo o peso daquele dia. Tudo vinha como um filme. Eu sabia bem o mal que me corria por dentro e quais eram as mágoas que tinham me causado aquele mal. Ali mesmo, no banheiro embaixo do chuveiro falei com Deus...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7044604437942285683-3360739250212040047?l=fragmentos-esquecidos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fragmentos-esquecidos.blogspot.com/feeds/3360739250212040047/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fragmentos-esquecidos.blogspot.com/2009/11/olhos-fechados.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7044604437942285683/posts/default/3360739250212040047'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7044604437942285683/posts/default/3360739250212040047'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fragmentos-esquecidos.blogspot.com/2009/11/olhos-fechados.html' title='OLHOS FECHADOS*'/><author><name>Eduardus Poeta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10079854801500790043</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/-aV64vMTaevo/TqAEdurPveI/AAAAAAAAcyE/DK5E-S4RcPA/s220/edu1.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7044604437942285683.post-2051933169347244072</id><published>2009-11-12T14:46:00.004-02:00</published><updated>2009-11-22T20:11:00.381-02:00</updated><title type='text'>IRREAL*</title><content type='html'>&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;2 anos que decidi mudar de vida.&lt;br /&gt;Estava cansado daquela vida de ter que levantar cedo todos os dias, pegar condução lotada, andar o dia todo de terno. Eu trabalhava em uma consultoria que ficava na região da avenida Paulista. Era um empresa nova e eu tinha total condições de fazer carreira. Mas eu vinha de uma rotina pesada. Estava cansado. Queria fazer algo que realmente me desse prazer. Algo que não fosse uma obrigação. Todos diziam eu tinha um dom e que deveria explorá-lo e foi o que decidi fazer. Depois de ter conversado com minha mulher, no dia seguinte pedi demissão.&lt;br /&gt;Era muito bom estar em casa. Tinha acabado aquele tormento. Aquela cobrança louca de metas, relatórios, reuniões. Agora era eu por mim.&lt;br /&gt;Tudo em paz. Podia acompanhar minha filha na escola, podia me dedicar inteiramente ao que  mais amava. Não tinha mais chefe. Não tinha mais horário, mesmo assim seguia regras. Gostava de escrever todos os dias. Tanto que foram 7200 poesias em dois anos e 32 livros.&lt;br /&gt;O tempo foi passando e eu fui perdendo o contato com a realidade. Mal saía de casa. Alguns dias não sabia se tinha sol ou não. Todos os meus contatos eram via msn. O telefone celular nunca mais tocou. Comecei a perceber que o contato com outras pessoas reais me fazia mal. Comecei a ficar intransigente, mal humorado, extremamente irritado e nervoso. Todas as pessoas foram se afastando. Vendia meus livros pela internet, despachava pelo correio e não havia mais contato com pessoas. Devagar fui perdendo o contato com a realidade. Lia as notícias via internet e deixava a televisão ligada o dia todo no noticiário e todas as notícias me corroíam. Eu nao fazia mais parte daquele contexto. Estava em outro mundo. Fazia parte agora de uma outra realidade. Minha visão estava diferente. A realidade que via fora do meu apartamento era outra. Achava as pessoas más, cruéis, prontas para qualquer coisa na intenção de passar por cima do outro. As pessoas, na minha visão, tinham perdido o senso do amor, da educação e da boa convivência. Todos andavam se empurrando, querendo se matar. Cada vez mais me afastava de tudo.&lt;br /&gt;Minha mente trabalhava em média 17 horas por dia. Sempre pensando em novas idéias de livros. Em novas poesias. Novas histórias. Conversava com muitas pessoas, mas nada que uma tecla chamada Delete não resolvesse. Ainda tinha esse poder de sair rapidamente da vida das pessoas. Eram apenas rostos.&lt;br /&gt;Foi aí que percebi que existiam dois de mim em mim. Eu era um, o homem que começou a sentir a falta do contato humano. Comecei a sentir a solidão de uma maneira pesada. As janelas fechadas começaram a me fazer mal. O ar rarefeito me fazia mal. Eu precisava sair dali. Daquele espaço pequeno e apertado. Por outro lado, existia o poeta, o escritor que amava aquela convivência limitada. Tudo servia de inspiração. Só pensava em agradar, em contagiar as pessoas com doses excessivas de amor e atenção. Tudo aquilo começou a tomar uma proporção sem limites. Eu só queria sair de lá. Queria deixar um pouco meu lado poeta sem deixar de ser poeta. A poesia está na minha pele, no meu sangue, no meu ar. Cansei da visão que as pessoas faziam a meu respeito, a respeito do poeta que perdeu o contato com a realidade.&lt;br /&gt;Precisava sair de tudo. Deixar um pouco de lado toda essa loucura que tomou conta de mim...&lt;br /&gt;Vou sair... Vou respirar... Ver um pouco de gente... Sentir o vento...&lt;br /&gt;Quem sabe eu volte pra dizer como me sinto ou quem sabe nem volte mais... &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7044604437942285683-2051933169347244072?l=fragmentos-esquecidos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fragmentos-esquecidos.blogspot.com/feeds/2051933169347244072/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fragmentos-esquecidos.blogspot.com/2009/11/irreal.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7044604437942285683/posts/default/2051933169347244072'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7044604437942285683/posts/default/2051933169347244072'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fragmentos-esquecidos.blogspot.com/2009/11/irreal.html' title='IRREAL*'/><author><name>Eduardus Poeta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10079854801500790043</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/-aV64vMTaevo/TqAEdurPveI/AAAAAAAAcyE/DK5E-S4RcPA/s220/edu1.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7044604437942285683.post-6997403124269641008</id><published>2009-11-11T05:37:00.003-02:00</published><updated>2009-11-22T20:11:47.833-02:00</updated><title type='text'>INCOMPATIBILIDADE*</title><content type='html'>&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Lúcia é uma dessas mulheres que não sabem escutar um não.&lt;br /&gt;Não consegue entender que o mundo é feito de milhares de pessoas. Ela precisa de uma atenção plenamente exclusiva. É justamente o que eu não posso dar. Com tudo isso, conseguimos chegar longe demais nessa amizade.&lt;br /&gt;Sou um cara meio reservado. Não gosto de falar da minha vida, das minhas intimidades. Já Lúcia, adora dar satisfação de tudo aquilo que faz. Adora passar a tarde inteira falando de tudo e eu, como bom ouvinte fico a escutar. Paro o que estou fazendo para dar atenção.&lt;br /&gt;De uns tempos para cá, comecei a me sentir sufocado por essa amizade. Me sentia invadido. Não havia mais limites. A coisa começou literalmente a descambar.&lt;br /&gt;As palavras começaram a ficar agressivas. Havia ofensas, trocas e acusações. Era a incompatibilidade de tudo. De pensamentos, de gestos, de ações. Chegou um pouco que nada estava bom. Nada mais agradava.&lt;br /&gt;A sensação de posse me sufoca. Não gosto de dedos em riste. Não gosto de coleiras guias. Não sou escravo dos meus sentimentos.&lt;br /&gt;Lúcia queria ser única. Odiava dividir qualquer coisa que seja principalmente atenção. Ela fazia meus piores pontos serem despertados. Ela fazia minha parte pior, vir à tona. Ela fazia isso muito bem e sempre tinha em sua boca um bordão:&lt;br /&gt;- Eu te conheço há muito tempo!&lt;br /&gt;- Eu sei o que você pensa!&lt;br /&gt;Ninguém conhece ninguém. Ninguém é capaz de saber o que o outro está pensamento. Isso é a liberdade que gosto de ter.&lt;br /&gt;Você me pergunta se haviam pontos bons nessa mulher? Claro que sim. Lúcia é uma mulher extremamente caridosa, preocupada, disposta a fazer de tudo para que tudo desse certo para mim e para outras pessoas. Eu não conhecia muito bem. Conhecer no modo geral. Eu achava mas jamais cheguei a dizer. Quando tentava, não conseguia. Lúcia negava.&lt;br /&gt;O mais engraçado de tudo isso é que eu e ela vivíamos o mesmo lado negro. A solidão. Para mim, estar sozinho faz parte do que decidi fazer, um modo de vida, meu ganha pão. Os amigos deixaram todos de ser reais para serem virtuais. Todos os meus contatos eram via computador. Jamais fui lembrado para um almoço, para um jantar, para uma viagem, um passeio. Lúcia ao contrário, tinha amigos reais, saia, viajava e era terrivelmente consumida pela solidão. Uma solidão diferente. Uma solidão cruel que a engolia e a massacrava. Uma solidão que a fez se apegar a um mundo que não era seu para sentir que valia a pena. Tudo isso, são apenas deduções de tudo o que senti nesses anos com essa minha amiga real e virtual. Lúcia parecia viver de mentiras. Seria com certeza uma ótima escritora.&lt;br /&gt;Na verdade, eu não sei nem porque resolvi escrever isso nessa minha manhã. Talvez porque sinta de verdade que perdi uma pessoa querida. Mas não posso permitir mais palavras que deixem meu mundo em desarmonia. Na minha solidão, preciso de paz, preciso estar bem.&lt;br /&gt;Lúcia continuará vivendo sua vida de encantos, de tardes no shopping, de manicure, massagem, ginástica. Ficará bem eu sei. Triste pode até ser verdade, mas o tempo se encarregará de cicatrizar qualquer magoa que tenha ficado. Quanto a mim, ficará sim o vazio que jamais será preenchido, mas também entrego ao tempo tudo isso. Ele é mestre e sabe conduzir tudo. Sabe acalmar as tempestades e fazer o sol voltar a brilhar.&lt;br /&gt;Quem sabe um dia, eu e Lúcia poderemos nos encontrar melhores do que somos e rir de tudo isso ou quem sabe ainda não nos encontrarmos e mesmo assim temos a certeza que cada um nos seu jeito tentou ser e dar o melhor de si. Às vezes, não conseguimos...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7044604437942285683-6997403124269641008?l=fragmentos-esquecidos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fragmentos-esquecidos.blogspot.com/feeds/6997403124269641008/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fragmentos-esquecidos.blogspot.com/2009/11/incompatibilidade.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7044604437942285683/posts/default/6997403124269641008'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7044604437942285683/posts/default/6997403124269641008'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fragmentos-esquecidos.blogspot.com/2009/11/incompatibilidade.html' title='INCOMPATIBILIDADE*'/><author><name>Eduardus Poeta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10079854801500790043</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/-aV64vMTaevo/TqAEdurPveI/AAAAAAAAcyE/DK5E-S4RcPA/s220/edu1.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7044604437942285683.post-8040651788964948262</id><published>2009-10-23T16:35:00.005-02:00</published><updated>2009-11-22T20:16:01.031-02:00</updated><title type='text'>REENCONTRO*</title><content type='html'>&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Nunca tive problemas com o que é proibido. O proibido nunca me atraiu. Nunca desejei ir além de nenhuma fronteira. Detesto viver no meu limite, mas confesso que de uns tempos para cá, todas as minhas certezas, convicções, tudo o que disse que jamais faria, caiu por terra. Aquela mulher veio até mim sem intenções e eu fui até até ela sem destino. Eu não sei porque as coisas acontecem dessa maneira e sempre pega tudo e todos desarmados. Foi um papo sem compromisso e ela sorriu como ninguém jamais havia sorrido. Derrepente estava dentro dos meus olhos, bagunçando todo o meu mundo. Era como se eu bebesse água fervendo. Como se naquele instante eu descobrisse tudo de novo. Se tivesse que aprender a andar, a falar, a sentir, porque eu jamais havia sentido algo dessa maneira e dessa proporção. Não sabia mais o que pensar. Não sabia mais meu nome, onde estava. Só existia ela e eu.&lt;br /&gt;Sem esperar e de novo, tudo foi me arrancado. Sem avisar, me matando. Ela levantou, caminhou em outra direção. Deixou-me sem nada. Roubou tudo de mim. Sumiu.&lt;br /&gt;Andei a esmo. Corri atrás mas não encontrei. Não encontrei nada. Nenhum pedaço de mim. Não encontrei nada no dia seguinte, onde fiquei por horas no mesmo lugar, naquele lugar que nos falamos. Todos os dias e dias após dias e horas. Não havia mais nada.&lt;br /&gt;O amor que senti minha vida toda, não era amor. A vida que fingia viver, não era vida. Abandonei tudo. Abandonei meu amor, minha vida, meu ar. Naquele momento foi como se tudo tivesse acabado. Melhor, naquele momento que tudo ruiu sem um adeus. Não a encontrei mais. Nem vi mais aquele olhos e não encontrei mais em ninguém aquele sorriso. Nem em mim. Não fui mais o mesmo. Sem vontade, sem sonhos, nem ideais. Nada mais para mim tinha o mesmo brilho, a mesma vida. Logo eu que sempre bati no peito contra tudo isso. Nunca acreditei nessas paixões de momento. Jamais cri em amor à primeira vista. Amor para mim era convivência, dias, meses, anos. Nada surgia derrepente. Mentira. Tudo caiu, desmoronou.&lt;br /&gt;E a vida seguiu sem graça por anos. Tudo era pesado. Rotina pura. Mudei tudo. Deixei a barba crescer, os cabelos, relaxei, meu corpo já não era nada. Não valia nada. Abandonei os amigos. Passei a viver em casa. Janelas fechadas. Não saía pra nada. Não sentia fome e nem vontade de nada. Parece que permaneci deitado naquele sofá por anos. Fui perdendo a razão, a noção e cada vez mais o contato com a realidade.&lt;br /&gt;Acordei no hospital. Minha mãe me olhava com aquele rosto de dó. Meu pai e minha irmã que estava com uma amiga. Meu olhos estavam embaçados, mas aqueles rosto, aquele sorriso eu jamais esqueceria. Ela estava ali. No quarto de hospital, a causadora de todo sofrimento e desilusão era o tempo todo amiga de minha irmã.&lt;br /&gt;- Caique, essa é a Cris, minha amiga. Trouxe essas flores pra você...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7044604437942285683-8040651788964948262?l=fragmentos-esquecidos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fragmentos-esquecidos.blogspot.com/feeds/8040651788964948262/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fragmentos-esquecidos.blogspot.com/2009/10/reencontro.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7044604437942285683/posts/default/8040651788964948262'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7044604437942285683/posts/default/8040651788964948262'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fragmentos-esquecidos.blogspot.com/2009/10/reencontro.html' title='REENCONTRO*'/><author><name>Eduardus Poeta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10079854801500790043</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/-aV64vMTaevo/TqAEdurPveI/AAAAAAAAcyE/DK5E-S4RcPA/s220/edu1.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7044604437942285683.post-3924443947000178051</id><published>2009-10-08T15:03:00.003-03:00</published><updated>2009-11-22T20:18:59.586-02:00</updated><title type='text'>BARULHO DAS CHAVES - 1*</title><content type='html'>&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: 54ptfont-family:arial;" class="MsoNormal" &gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;..&lt;?xml:namespace prefix = o /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: 54ptfont-family:arial;" class="MsoNormal" &gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Nossa noite não foi das melhores. Não sei onde estava com a cabeça. Só pensei em mim. Em momento algum me preocupei com você. Em momento algum, escutei você. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: 54ptfont-family:arial;" class="MsoNormal" &gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Eu precisava demais do seu amor. Naquele momento, não me dei conta das suas necessidades. Você sempre faz tudo por mim. Trata-me como uma deusa. Trata-me como toda mulher deseja ser tratada. Faço tudo o que gosto. Tenho tudo o que quero. Academia, dança, vou ao Shopping, salão de beleza quase todos os dias, massagem. Tenho meu carro, meu cartão de crédito. Saio com minhas amigas. Sempre viajo. Apesar da nossa diferença de idade, nunca senti que essa diferença influenciasse na sua maneira de me tratar. Eu queria estar sempre linda para agradar seus olhos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: 54ptfont-family:arial;" class="MsoNormal" &gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Ontem, eu precisava do seu corpo. Ontem precisava me sentir mulher. Queria ser penetrada. Desejava ser querida ainda mais. Precisava sentir seu corpo. Passei horas me preparando. Havíamos conversado e queríamos uma noite especial. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: 54ptfont-family:arial;" class="MsoNormal" &gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Passei o dia no salão. Unhas, cabelos, pele, massagem. Tudo pensando naquele momento. Na nossa noite.&lt;span style="font-size:+0;"&gt; &lt;/span&gt;Tomei um belo banho. Usei o melhor de todos os cremes. Vesti a melhor e menor lingerie. Usei o perfume que mais gosta. Tudo pra você.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: 54ptfont-family:arial;" class="MsoNormal" &gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Não sei o que me deu.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: 54ptfont-family:arial;" class="MsoNormal" &gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Fiquei na cama por horas esperando você chegar.&lt;span style="font-size:+0;"&gt; &lt;/span&gt;Estava agoniada. Resolvi ligar para o celular. Nunca havia precisado fazer isso. Estava aflita.&lt;span style="font-size:+0;"&gt; &lt;/span&gt;Afinal de contas você se despediu de mim antes de sair da empresa. Passava das dezoito horas quando nos despedimos. O celular chamou.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: 54ptfont-family:arial;" class="MsoNormal" &gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Do outro lado uma voz de mulher atendeu. Desliguei na mesma hora. Fiquei inconformada. Revoltada. Chorei muito. As horas passando e nenhum sinal. Nenhum telefonema. Pensava em nós. Pensava onde havia errado. Queria saber por que você fazia aquilo comigo? Por que justo na noite que deveria ser especial? Quem era aquela mulher? Nunca havia percebido nada. Acabei adormecendo sem escutar o som que mais adorava. O barulho do motor do seu carro desligando e a porta da nossa casa se abrindo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: 54ptfont-family:arial;" class="MsoNormal" &gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Quando acordei você estava no banho. Olhei para o relógio. Eram três e meia da manhã. Você saiu do banho com um copo de uísque na mão.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: 54ptfont-family:arial;" class="MsoNormal" &gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;- O que aconteceu? – perguntei.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: 54ptfont-family:arial;" class="MsoNormal" &gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;- Bateram no meu carro. Um sujeito bêbado avançou o sinal vermelho e atingiu meu carro.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: 54ptfont-family:arial;" class="MsoNormal" &gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;- Álvaro, você saiu da empresa as seis horas. Horário que falamos. São três e meia da manhã. Quem era a mulher que atendeu seu telefone? Por que você não me ligou?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: 54ptfont-family:arial;" class="MsoNormal" &gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Desandei a falar.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: 54ptfont-family:arial;" class="MsoNormal" &gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Estava mais preocupada com o que eu sentia. Com minha espera, com a mulher atendendo ao telefone. Não perguntei mais nada. Se estava tudo bem com ele. Fui a mesma menina mimada de sempre. Vivendo em seu mundo sem olhar ao redor.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: 54ptfont-family:arial;" class="MsoNormal" &gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Falei, falei e falei. Ele se calou. Não falou mais nada. Não disse uma só palavra. Ouviu minha acusações, minhas lamentações. Eu estava “puta” da vida. Maquiagem borrada de tanto chorar. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: 54ptfont-family:arial;" class="MsoNormal" &gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Ele saiu. Foi para a cozinha e eu fui atrás. Estava endemoniada. Jamais havia falado e agido daquela maneira. Álvaro manteve a serenidade o tempo todo. Seu silêncio me deixava ainda mais nervosa, ainda mais frustrada. Por um momento deixei de ser aquela mulher doce, companheira. Álvaro me olhava assustado enquanto preparava um lanche. Percebi que ele estava abatido. Fez um sanduíche e foi para a sala. Encheu o copo de uísque, sentou na mesa e eu ali, falando, falando e falando. Por mais que ele tentasse falar, não conseguiria. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: 54ptfont-family:arial;" class="MsoNormal" &gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Cansei. Fui para o quarto. Fiquei deitada esperando a raiva passar. Estava cega. Pensava apenas naquela mulher que atendeu o telefone celular do meu marido.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: 54ptfont-family:arial;" class="MsoNormal" &gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Depois de repensar, o arrependimento veio como uma bomba. Pulei da cama e fui correndo para a sala. Álvaro não estava lá. O sanduíche estava intacto. O copo de whisky vazio. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-INDENT: 63pt;font-family:arial;" class="MsoNormal" &gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Morri ali de pé ao ver um bilhete e uma caixinha em cima da mesa:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: 63ptfont-family:arial;" class="MsoNormal" &gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;“Ana,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: 63ptfont-family:arial;" class="MsoNormal" &gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;está é mais uma aliança para que &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: 63ptfont-family:arial;" class="MsoNormal" &gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;nosso amor se renove a cada novo dia.”&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: 63ptfont-family:arial;" class="MsoNormal" &gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Obs. A mulher que atendeu o telefone era a dona da loja. Acabei saindo de lá e esqueci o celular. Quando voltei para buscar sofri esse acidente.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: 63ptfont-family:arial;" class="MsoNormal" &gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Abri e vi uma linda aliança de ouro e brilhantes. Comecei a chorar. Junto ao bilhete um papel dobrado. Era um boletim de ocorrência. Com local, hora e tudo o que havia acontecido. Tudo narrado com a mais absoluta precisão. Álvaro foi uma das vítimas de um homem alcolizado. A outra vítima foi atropelada e faleceu no local. O carro de Álvaro tentando evitar o acidente, ao ser atingido, acabou atropelando e matando uma pessoa. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: 63ptfont-family:arial;" class="MsoNormal" &gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Eu estava aterrorizada.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: 63ptfont-family:arial;" class="MsoNormal" &gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Imaginava como Álvaro deveria estar se sentido e eu, pensando apenas em mim. Egoísta como sempre. Sai atrás do meu marido. O carro de Álvaro estava lá. Todo amassado, Parabrisa quebrado. Meu carro também estava lá. Fiquei sem saber o que fazer. Voltei para dentro de casa. Não podia ligar pois o celular não estava com ele.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: 54ptfont-family:arial;" class="MsoNormal" &gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Para onde foi meu marido? Ele vestia apenas a calça do pijama, camiseta e chinelo. Não podia ter ido longe.&lt;span style="font-size:+0;"&gt; &lt;/span&gt;Ele havia levado apenas a chave de casa. Sua carteira, documentos, cartões. Tudo havia ficado. Onde ele poderia ter ido? &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: 54ptfont-family:arial;" class="MsoNormal" &gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Meu coração estava apertado.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: 54ptfont-family:arial;" class="MsoNormal" &gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Sentia-me mal, sozinha. Sem chão. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: 54ptfont-family:arial;" class="MsoNormal" &gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Fiquei sentada no sofá. Podia apenas esperar e esperei. Sem pregar os olhos. Li e reli seu bilhete. Olhava o anel e aquele boletim de ocorrência. Pensava em Álvaro, pensava na pessoa que havia falecido. Eram mais de sete horas da manhã. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: 54ptfont-family:arial;" class="MsoNormal" &gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Desde que nos conhecemos nunca tive essa sensação de abandono. Depois que nos casamos, nunca passei uma noite sozinha. Sempre dormimos juntos e abraçados. Agora me via sozinha. Estava com frio, com medo. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: 54ptfont-family:arial;" class="MsoNormal" &gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Fazia mais de quatro horas que Álvaro havia saído. Não ligou, não deu nenhum sinal. Eu continuava ali no sofá. Toda encolhida.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: 54ptfont-family:arial;" class="MsoNormal" &gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Dei um pulo quando ouvi o barulho das chaves e a porta se abrindo. Álvaro havia voltado. Nunca fiquei tão feliz ao ouvir o barulho das chaves abrindo a porta. Jamais pensei que esse barulho fosse me trazer de volta à vida. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: 54pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Jester;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;Abracei Álvaro e ali ficamos abraços. Chaves na mão. Porta entreaberta...&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: 63pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Jester;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: 54pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Jester;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7044604437942285683-3924443947000178051?l=fragmentos-esquecidos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fragmentos-esquecidos.blogspot.com/feeds/3924443947000178051/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fragmentos-esquecidos.blogspot.com/2009/10/barulho-das-chaves-1.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7044604437942285683/posts/default/3924443947000178051'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7044604437942285683/posts/default/3924443947000178051'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fragmentos-esquecidos.blogspot.com/2009/10/barulho-das-chaves-1.html' title='BARULHO DAS CHAVES - 1*'/><author><name>Eduardus Poeta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10079854801500790043</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/-aV64vMTaevo/TqAEdurPveI/AAAAAAAAcyE/DK5E-S4RcPA/s220/edu1.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7044604437942285683.post-5099374040387536936</id><published>2009-10-06T06:31:00.005-03:00</published><updated>2009-11-13T13:07:18.680-02:00</updated><title type='text'>MINHA PROFESSORA SUBSTITUTA</title><content type='html'>&lt;p style="text-align: justify; text-indent: 63pt; margin: 0cm 0cm 0pt;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Meu avô João me chamava de furacão branco, de dinamite e eu não sabia bem por quê. Talvez porque eu era terrível. E eu era. O que vou contar aqui aconteceu quando eu estava no primário. Terceira ou quarta série, eu não me lembro bem. Eu estudava na Escola José Maria Lisboa e o diretor era o senhor Ricardo, um homem rigoroso. Lembro-me que quando ouvíamos sua voz pelo corredor, ficávamos quietos em nossas carteiras. Era um silêncio total na escola. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; text-indent: 63pt; margin: 0cm 0cm 0pt;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Eu sempre fui muito ativo, muito brincalhão e sorridente. Conhecia todos lá na escola. Desde alunos até professores e funcionários. Apesar de ser totalmente “ligado no 220V”, nunca fui parar na diretoria. Só em pensar morria de medo.&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; text-indent: 63pt; margin: 0cm 0cm 0pt;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Havia iniciado na escola uma professora nova. Ela era muito linda. Tinha seios fartos. Na verdade, eu ainda não tinha a malícia que tenho hoje, mas claro que a exuberância da professora chamou a atenção de todos os alunos. Eu ainda não havia falado com ela. Sabia que a nova professora daria aula para nossa classe, mas ainda não sabia o nome dela.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; margin: 0cm 0cm 0pt;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Quando o sinal tocou naquele dia, eu como sempre fui o primeiro da fila. Naquele tempo, os alunos permaneciam em fila até que a professora os encaminhasse à sala de aula. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; margin: 0cm 0cm 0pt;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Quem chegou para nos encaminhar foi a nova professora. Ela me deu a mão e eu já estava apaixonado por aquela mulher. Fomos para a sala de aula. Sentei na cadeira e fiquei esperando para saber mais sobre a professora. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; text-indent: 63pt; margin: 0cm 0cm 0pt;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Eu tinha entre dez e onze anos. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; margin: 0cm 0cm 0pt;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Ela entrou na sala, fechou a porta e começou a falar, mas não me lembro de nada. Nome, matéria, nada. Apenas o fato que vou narrar a seguir:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; margin: 0cm 0cm 0pt;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Na hora do recreio*, depois de correr bastante pelo pátio, o sinal tocou e eu fui correndo para a classe. Fiquei na porta esperando que a professora aparecesse no corredor. Eu ia correndo até ela para ajudar a carregar o material e, assim que a vi, fui em sua direção. Chegando perto dela, fiz uma brincadeira de “vai-e-vem”, enquanto ela ia para a direita eu ia também, como se a cercasse. Ela sorriu e foi justamente nesse momento que meu mundo desabou. Escutei uma voz chamar meu nome. Na verdade aquela voz não disse meu nome. Disse apenas:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; text-indent: 63pt; margin: 0cm 0cm 0pt;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;- Você pode vim aqui agora mesmo?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; text-indent: 63pt; margin: 0cm 0cm 0pt;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Eu não me mexi. Queria ter a certeza que não era comigo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; text-indent: 63pt; margin: 0cm 0cm 0pt;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Vamos! Você aí que estava brincando com a professora, pode vim aqui agora!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; text-indent: 63pt; margin: 0cm 0cm 0pt;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Era o que eu mais temia, o diretor Ricardo estava me chamando. Eu não sabia o que fazer. Olhei para a professora achando que ela poderia me salvar. Não salvou. Olhou para mim assustada, também sem saber o que dizer.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; text-indent: 63pt; margin: 0cm 0cm 0pt;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Meus amigos estavam na porta da sala, rindo. Eu, sem poder reagir, fui na direção daquele homem que agora parecia um gigante. Nada podia me salvar. Eu passava pelas salas de aula e via todos rindo de mim.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; text-indent: 63pt; margin: 0cm 0cm 0pt;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;- Onde já se viu esse tipo de brincadeira com a professora? Vem comigo até a diretoria! Antes, peça desculpas para a professora!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; margin: 0cm 0cm 0pt;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Eu estava chorando. Fui até a professora e pedi desculpas. Ela me olhou de um jeito que jamais pude esquecer. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; text-indent: 63pt; margin: 0cm 0cm 0pt;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Fui até a diretoria e fiquei ali sentado, escutando o diretor Ricardo falar enquanto escrevia um bilhete que eu deveria trazer assinado na próxima aula. Logo eu que nunca tive uma reclamação estava ali sentado, chorando por causa de uma brincadeira inocente com a professora.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; text-indent: 63pt; margin: 0cm 0cm 0pt;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Depois de ter ficado uma hora na diretoria, voltei para a sala de aula. Estava pensando o que eu ia falar para minha mãe. Não conseguia parar de chorar. Aquele corredor parecia que tinha quilômetros. Cheguei na minha sala e antes de entrar, olhei pela janela. Bati e entrei. Toda a classe me viu chorando. A professora veio até mim e levou-me para fora da sala de aula. Ela me abraçou e eu fiquei entre os seus volumosos seios. Todos os meus amigos rindo e eu ali, sem pensar em mais nada. Esqueci diretor, esqueci advertência, esqueci tudo. Era o melhor abraço que eu já tinha recebido e com certeza, ela seria a única professora que eu jamais esqueceria. Pena não lembrar o nome dela, assim poderia adicioná-la naquele site de relacionamento. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; text-indent: 63pt; margin: 0cm 0cm 0pt;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Claro, para saber se ela está bem e essas coisas.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; text-indent: 63pt; margin: 0cm 0cm 0pt;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; text-indent: 63pt; margin: 0cm 0cm 0pt;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 102, 255);font-family:arial;" &gt;" Esse conto faz parte do livro - ACONTECEU COMIGO "&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7044604437942285683-5099374040387536936?l=fragmentos-esquecidos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fragmentos-esquecidos.blogspot.com/feeds/5099374040387536936/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fragmentos-esquecidos.blogspot.com/2009/10/minha-professora-subtituta.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7044604437942285683/posts/default/5099374040387536936'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7044604437942285683/posts/default/5099374040387536936'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fragmentos-esquecidos.blogspot.com/2009/10/minha-professora-subtituta.html' title='MINHA PROFESSORA SUBSTITUTA'/><author><name>Eduardus Poeta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10079854801500790043</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/-aV64vMTaevo/TqAEdurPveI/AAAAAAAAcyE/DK5E-S4RcPA/s220/edu1.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7044604437942285683.post-6862036945581638853</id><published>2009-10-02T09:46:00.003-03:00</published><updated>2009-10-02T12:04:04.325-03:00</updated><title type='text'>ILUSÕES</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:100%;" &gt;Essa arte de terrível de criar um mundo à parte.&lt;br /&gt;Essa busca incansável por tudo aquilo que está ao alcance das mãos.&lt;br /&gt;Artur tinha a mania desde pequeno de criar personagens. Dizia para a sua mãe que eram amigos invisíveis. Sem perceber, isso foi tomando conta da sua vida. Começou a amar mulheres invisíveis. Começou a falar sozinho por aí. Estava sempre rindo. Aos poucos foi perdendo o contato com a realidade. Nada chamava sua atenção.&lt;br /&gt;Quando estava fora do seu mundo, era uma pessoa calada, introspectiva. Não sorria, somente respondia ao que era perguntado. Nato observador. Chamava atenção pelo cabelos negros e lisos e a pele branca. Artur sempre estava mergulhado em algum livro ou mergulhado em algum pensamento que ninguém nunca conseguia entender e muito menos descobrir.&lt;br /&gt;Bia, era uma menina completamente diferente. Elétrica, viva. Vivia correndo. Parecia não ter tempo para nada. Cabelos ruivos, longos, rosto sardento. Andava sempre desleixada. Não ligava muito para andar como as outras meninas. Sempre com mochila nas costas, camiseta larga, tênis, calça justa e é claro, mp4. Estudava na mesma escola que Artur. Ele passava e ela ficava olhando. Todos os dias ele passava viajando nos pensamentos e ela ficava olhando. Um dia, sem pretensão alguma, sentou-se do lado de Artur no mesmo ônibus que os levaria de volta pra casa. E no outro dia também e no outro e no outro. Sentava do lado de Artur na escola, no ônibus.&lt;br /&gt;- Queria saber o que você pensa? - disse ela.&lt;br /&gt;- Eu queria saber por que ultimamente você tem sentado do meu lado? - respondeu com uma perguntar Artur.&lt;br /&gt;- Você não sabe que não é nada elegante responder uma pergunta com outra pergunta.&lt;br /&gt;Artur sempre pensava demais. Pensava demais antes de responder.&lt;br /&gt;- Desculpe. Ninguém nunca falou comigo.&lt;br /&gt;- As pessoas também não falam comigo. Também não me importo. Gosto de ouvir minhas músicas. O que você está lendo?&lt;br /&gt;- Ulisses - James Joyce, mas já acabei.&lt;br /&gt;- Você me empresta? - perguntou Bia.&lt;br /&gt;- Você quer mesmo?&lt;br /&gt;- Olha você respondendo com pergunta de novo! Se eu pedi é porque quero! Que música você gosta?&lt;br /&gt;- Não ouço música!&lt;br /&gt;- Você é louco. Olha, você me empresta o livro e eu empresto o meu mp4. Assim podemos conversar sobre tudo. Falamos do livro e de música. O que acha?&lt;br /&gt;Artur que sempre viveu suas ilusões e em um mundo de silêncio. Agora ia pra casa ouvindo música. Bia que sempre ia ouvindo música ia mergulhada no silêncio. Os dois no mesmo ônibus, mergulhados no mesmo mundo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7044604437942285683-6862036945581638853?l=fragmentos-esquecidos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fragmentos-esquecidos.blogspot.com/feeds/6862036945581638853/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fragmentos-esquecidos.blogspot.com/2009/10/ilusoes.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7044604437942285683/posts/default/6862036945581638853'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7044604437942285683/posts/default/6862036945581638853'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fragmentos-esquecidos.blogspot.com/2009/10/ilusoes.html' title='ILUSÕES'/><author><name>Eduardus Poeta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10079854801500790043</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/-aV64vMTaevo/TqAEdurPveI/AAAAAAAAcyE/DK5E-S4RcPA/s220/edu1.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7044604437942285683.post-7988574942875462516</id><published>2009-09-25T05:54:00.004-03:00</published><updated>2009-09-27T19:51:00.154-03:00</updated><title type='text'>COMO VOCÊ*</title><content type='html'>&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Eu não sou como você. E também não sou como você gostaria que eu fosse. Desculpe-me. Estou tentando acertar. Na verdade, tento acertar todos os dias e cada vez mais parece difícil agradar você. Janelas fechadas incomodam você. Lixo acumulado, cama desarrumada. Louça na pia e a janta por fazer. Parece que sou apenas isso. Talvez porque eu fique o dia inteiro aqui, tentando criar algo que tire você de onde  está e enfim possamos sonhar juntos os mesmos sonhos. Será?&lt;br /&gt;Eu não sou como você. Eu não tenho a alma assim tão nobre. Não sou paciente, não falo como você, mansamente. Eu grito, explodo, xingo quando algo sai errado. Já quebrei tantas coisas, mas uma coisa eu digo com toda a certeza, eu não estou ficando louco. Muito pelo contrário, estou cada vez mais lúcido e eu, nesse meu mundo letárgico, consigo ver as coisas com mais clareza como se eu usasse o tempo todo, óculos de terceira dimensão.&lt;br /&gt;Desculpe-me, não sou como você.&lt;br /&gt;Eu até já fui, quando nos conhecemos, quando resolvemos que caminharíamos juntos todas as tardes depois da nossa vida. Mas devagar tudo foi mudando. Meus olhos foram se abrindo e derrepente o que é importante para você, pode ser que nesse momento, não seja tão importante para mim. Não venha me falar de amor. Não é disso que eu estou falando. Estou falando do meu lado racional. Não posso agora, deixar meu coração falar por mim. Se deixar, farei tudo diferente do que quero. Coração, emoção, sentimentos, deixam a gente assim, mais vulnerável. Não quero ser vulnerável nesse momento. Quero apenas fazer as coisas acontecerem e é difícil "pra caramba". Acordar e tomar café da manhã sozinho. Passar o dia entre sonhos e pensamentos. É tanta coisa na minha cabeça que jogar o lixo, lavar a louça, estender uma roupa no varal passam desapercebidos.&lt;br /&gt;Não sou como você que olha detalhes. Que se importa com as pequenas coisas. Pensamos nesse momento de maneira diferente, além disso mulher, existem mil maneiras de falar as coisas e esse é o ponto. Não pense porque passo o dia todo aqui, morrendo de dor nas costas, mergulhado em pensamentos e poesias que não estou ligado em tudo o que acontece. Sei que abrir a janela é importante para renovar o ar, sei que devo beber água, sei que preciso caminhar, mas agora não há tempo para isso, preciso ficar onde estou para que um dia possamos caminhar juntos de mãos dadas, rindo de tudo isso. Não estou ficando e não vou ficar louco. Ao contrário, renovo-me todos os dias. Não estou preocupado comigo. Estou preocupado em realizar as coisas que são importantes para você, mas esse é um trabalho solitário, ingrato às vezes.&lt;br /&gt;Sou diferente de você. Muito diferente.&lt;br /&gt;Você conhece o português e me corrige. Você lê o que eu não leio, vê o que eu não vejo. Está atenta aos mais sutis detalhes. Percebe tudo. Capta tudo. Certas coisas que nem eu vejo. Você vê.&lt;br /&gt;"Estou tentando ligar para você. O telefone só chama".&lt;br /&gt;Não gosto que saia de casa assim. Não gosto de dormir longe de você. Não gosto de deitar e não falar boa noite. Tenho pesadelos e você não atende esse celular. Que merda.&lt;br /&gt;Queria tanto lhe dizer Bom dia. Dizer que não sou como você queria que eu fosse, mas que vou me esforçar muito para ser. Vou beber água, vou jogar o lixo, abrir as janelas, arrumar as camas, varrer o chão e fazer amor com você (só não prometo todos os dias. Você sabe que não sou mais o mesmo menino de antes), vou ler todos os seus e-mails e respondê-los, vou olhar cada potinho que você deixou na geladeira, vou fazer a janta, lavar a roupa. Se isso trará você para perto de mim, pode ter certeza que farei. Na verdade eu sempre fiz (não todos os dias é verdade), mas eu sempre fiz, sempre cuidei de você. Desculpe-me por ontem. Você estava certa, mas errou no jeito de falar. O mais engraçado foi ver sua briga com o micro-ondas, tentando fazer arroz. Isso foi demais. Pode deixar amor, hoje eu peço o gás. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7044604437942285683-7988574942875462516?l=fragmentos-esquecidos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fragmentos-esquecidos.blogspot.com/feeds/7988574942875462516/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fragmentos-esquecidos.blogspot.com/2009/09/como-voce.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7044604437942285683/posts/default/7988574942875462516'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7044604437942285683/posts/default/7988574942875462516'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fragmentos-esquecidos.blogspot.com/2009/09/como-voce.html' title='COMO VOCÊ*'/><author><name>Eduardus Poeta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10079854801500790043</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/-aV64vMTaevo/TqAEdurPveI/AAAAAAAAcyE/DK5E-S4RcPA/s220/edu1.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7044604437942285683.post-8420283865575600722</id><published>2009-09-19T13:07:00.005-03:00</published><updated>2009-09-19T16:40:12.046-03:00</updated><title type='text'>A VIDA É ASSIM*</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Fui tirado dos braços de minha mãe aos seis anos. Nunca disse nada para ninguém. Nunca reclamei e jamais esqueci aquele momento de dor profunda. Fui jogado em uma família com maiores condições que a minha. Sei o motivo da minha mãe fazer o que fez. Para ela alimentar oito filhos não era uma tarefa fácil. Às vezes, dividíamos um pacote de bolacha. Dormi muitas vezes com isso em minha barriga! Do meu pai, eu não me lembro. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;No dia em que aquela mulher veio me buscar para morar com ela, ao olhar, sabia que nada era e nada seria às mil maravilhas. Sabia, na minha inocência, que aquela mulher não era um poço de bondades. Vi minha mãe recebendo o dinheiro de suas mãos e depois, suas lágrimas escorrendo. Havia algo que me assustava. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Fui sem olhar para trás, nem para minha mãe,&lt;/span&gt; tentando escapar de tudo aquilo. Não consegui escapar.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A minha nova casa era grande. Ganhei um quarto no fundo da casa. Era simples. Uma cama, um criado mudo, uma garrafa de água. Havia uma comoda, com alguns lençóis e algumas toalhas. Não havia janela, nem banheiro. Ela me colocou no quarto e saiu. Chorei demais. Eu devia ter seis ou sete anos. Tudo ali era novo e não havia mais ninguém. Lembrava da minha mãe chorando quando pegou o dinheiro. Fiquei aliviado porque sabia que por alguns dias, meus irmãos teriam o que comer. Adormeci e fui acordado aos trancos. Aquela mulher dizia que era para ir tomar um banho, pois logo viriam me buscar. Senti um calafrio tomar conta de mim. Nunca esqueci daquela sensação. Chegaram dois homens e uma mulher. Tiraram a minha roupa e um dos homens começou a me examinar. Enquanto isso, a mulher que pagou por mim, discutia com a outra sobre valores. Vi uma pasta de dinheiro. Só depois fui entender que aquela mulher, que minha mãe considerava uma santa, tinha me vendido de novo para outras pessoas por um valor maior. Fizeram eu colocar uma roupa branca e me colocaram num carro com mais seis crianças. Todas pareciam ter a mesma idade. Estavam como eu, assustadas. Na minha idade, eu não tinha a noção de tempo, mas me lembro que o carro que estávamos andou por muito tempo. Quando paramos, todas as crianças foram colocadas em um quarto. Eram depois chamadas uma a uma e gritos eram ouvidos. Hoje sei que aquele lugar tinha um forte cheiro de éter. Estavam todas amedrontadas. Eu só queria sair daquele lugar, mesmo não sabendo onde eu estava. Queria fugir. Minha mãe sempre dizia que eu era muito esperto. Lembro que olhei tudo e vi no canto do teto um alçapão. Foi por ali que escapei com a ajuda das outras crianças. Ainda pude ouvir os gritos de desespero daquelas crianças que tentaram fugir e não conseguiram. Joguei-me no meio do mato porque tive medo que eles me achassem. Passei a noite no meio do mato. Foram horas e horas chorando. Assim que o dia clareou, sai do mato e comecei a andar. Encontrei um carro da polícia e logo me abordaram. Eu estava com fome e chorava. Não conseguia falar e quando falava as palavras eram desconexas. Depois que comi, consegui falar e contar o que havia acontecido. Falei da casa e das crianças e a polícia logo cercava o local. Descobriram que ali funcionava uma clínica clandestina. Eles retiravam os órgãos das crianças e os vendiam. Encontraram corpos de pelo menos cinco crianças e mais cinco foram encontradas ainda com vida. Foram presas três pessoas. Não soube nada sobre aquela mulher. Fui colocado em um orfanato e depois de alguns dias fui adotado por um casal que não podia ter filhos. Eles não souberam da verdade. Não souberam o que havia acontecido comigo e que havia em mim, um passado. Cresci, estudei e virei médico. Cuidava de pessoas idosas.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Num dia que parecia comum, entendi que não existem dias comuns. Entrou no meu consultório uma mulher amparando uma senhora que havia caído no banheiro da sua casa. Eram pessoas humildes que moravam ali na periferia. Olhei aquelas duas e algo soou dentro de mim. Atendi e naquelas conversas de médico e paciente, fui somando informações. Era minha mãe e minha irmã e eu, não disse nada...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7044604437942285683-8420283865575600722?l=fragmentos-esquecidos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fragmentos-esquecidos.blogspot.com/feeds/8420283865575600722/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fragmentos-esquecidos.blogspot.com/2009/09/vida-e-assim.html#comment-form' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7044604437942285683/posts/default/8420283865575600722'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7044604437942285683/posts/default/8420283865575600722'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fragmentos-esquecidos.blogspot.com/2009/09/vida-e-assim.html' title='A VIDA É ASSIM*'/><author><name>Eduardus Poeta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10079854801500790043</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/-aV64vMTaevo/TqAEdurPveI/AAAAAAAAcyE/DK5E-S4RcPA/s220/edu1.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7044604437942285683.post-2648452106328053847</id><published>2009-09-18T15:49:00.006-03:00</published><updated>2009-09-19T00:15:24.046-03:00</updated><title type='text'>SAUDADE*</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Não sinto saudade.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não sinto saudade de quem, de um jeito ou de outro, está perto de mim. Se sentir falta, ligo, viajo, envio um torpedo, acesso o msn, vou até ela. Saudades eu sinto de quem eu sei que nunca mais verei. Sinto saudade da minha sogra, já falecida, Dona Janete. Sinto saudade de um amigo que foi para o Japão, Carlos Massao e nunca mais nos falamos. Sinto saudade, por exemplo, da casa de Caraguatatuba. Ficava na praia das Palmeiras. Era bem simples, mas foi ali que passei os melhores dias da minha infância. Ela não existe mais. Foi demolida. Fizeram um enorme sobrado. Disso, tenho saudade.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não sinto saudade da minha mãe. Sei que ela está bem. Sei onde ela mora, sei seu telefone e também sei que posso vê-la quando quiser. Posso falar com ela ao telefone. Posso ainda abraçá-la. Só não sinto saudade. Saudade é, para mim, uma palavra ingrata que faz sofrer duas vezes. Uma vez por lembrar e outra vez por não poder voltar. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não sinto saudades.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não adiantaria sentir. Não resolveria nada. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Seria bom sentir saudade e fazer voltar em um passe de mágica. Se pudesse, voltaria justamente na Praia das Palmeiras, lá em Caraguatatuba. Era bom demais. Meus melhores amigos estavam lá, meus melhores dias foram naquele lugar. Andava muito de bicicleta, pescava demais e vivia como um peixe no mar. Lá, aprendi a andar a cavalo, aprendi a amar o vento e conheci Iemanjá. Se sentisse saudade, doeria-me não poder voltar, mas gosto de me lembrar, de recordar sem sentir saudade.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Tenho uma amiga que diz que é impossível viver sem sentir saudade. Que só não sente saudade quem não tem um passado, quem não deixou nada para trás. Eu queria pensar da mesma maneira, mas não consigo. Defino a saudade como algo muito mais intenso, um sentimento muito profundo, íntimo, único... Um sentimento que nos remete às nossas mais profundas lembranças. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não sinto saudades. Não gosto. Dói demais. Machuca. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7044604437942285683-2648452106328053847?l=fragmentos-esquecidos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fragmentos-esquecidos.blogspot.com/feeds/2648452106328053847/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fragmentos-esquecidos.blogspot.com/2009/09/saudade.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7044604437942285683/posts/default/2648452106328053847'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7044604437942285683/posts/default/2648452106328053847'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fragmentos-esquecidos.blogspot.com/2009/09/saudade.html' title='SAUDADE*'/><author><name>Eduardus Poeta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10079854801500790043</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/-aV64vMTaevo/TqAEdurPveI/AAAAAAAAcyE/DK5E-S4RcPA/s220/edu1.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7044604437942285683.post-8273958559534399202</id><published>2009-09-17T09:26:00.005-03:00</published><updated>2009-09-17T13:11:39.452-03:00</updated><title type='text'>TERRA ESTRANHA*</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Faz algum tempo que venho me afastando de tudo.&lt;br /&gt;Afastando-me principalmente das pessoas.&lt;br /&gt;Criei para mim um mundo, onde sou meu Deus, meu rei, meu escravo, minha prisão e minha liberdade. Cansei dessa mania que se criou de odiar livremente. Hoje as pessoas estão más. Basta um esbarrão e se ganha um inimigo. Se pudesse, as pessoas jogariam as outras nos trilhos do metrô só para poderem pegar seu lugar. Todos viraram inimigos.&lt;br /&gt;Faz algum tempo que decidi viver sozinho, mesmo cercado de vizinhos e morando num bairro de mais de 500.000 pessoas, não conheço e não converso com ninguém. Mesmo assim, as pessoas me olham com aquele olhar de indiferença.&lt;br /&gt;Do meu mundo, consigo ver melhor os absurdos. Consigo ter um discernimento melhor sobre como pensam as pessoas e olha, mesmo distante, assusto-me com o pensamento e atitudes de algumas pessoas.&lt;br /&gt;Tenho sim alguns contatos virtuais. Falo sim com algumas pessoas que, ainda distantes, parecem ser reais. Percebi que não sou o único que vive numa terra estranha. Várias e várias pessoas sentem-se como eu, isoladas em ilhas e mundos distantes. Encontram-se casualmente para falar de nada e sempre com o dedo apontado para a tecla delete . Se disser algo que não condiz com a realidade que se criou, é só deletar. Cheguei a pensar que eu estava ficando louco por não querer mais contato com as pessoas, mas não sou.&lt;br /&gt;Faz tempo que vivo com as cortinas fechadas. Não sei mais qual é a cor do dia. Às vezes, escuto a chuva, de vez em quando, um sobrevivente toca minha campainha para vender produtos para matar baratas. Os crentes não tocam mais, já sabem que não estou mais aqui. O mais interessante é saber que tudo está adaptado para quem vive como eu. O comércio entrega a compra que preciso. Os mercados funcionam 24hs por dia, posso pagar as contas pela internet, a locadora entrega e retira filmes em casa. O sexo está disponível em todos os canais e como sou casado, não me preocupo muito com isso. Quem sofre com isso é minha mulher, que precisa sair sozinha. Quase não viajamos mais. Não temos amigos, nem parentes que nos fazem visitas. Minha filha ainda vive no mundo exterior. Ainda sai para balada com os amigos, mas às vezes se recolhe e fica também sem querer ver ninguém. A maldade é algo muito aparente. As pessoas que ainda vivem soltas pela terra estranha vão se degladiando e desaparecendo.&lt;br /&gt;Criei um mundo à parte, onde posso ficar como expectador assistindo a derrota do bem.&lt;br /&gt;Quem é do bem, está escondido dentro da sua própria realidade.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7044604437942285683-8273958559534399202?l=fragmentos-esquecidos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fragmentos-esquecidos.blogspot.com/feeds/8273958559534399202/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fragmentos-esquecidos.blogspot.com/2009/09/terra-estranha.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7044604437942285683/posts/default/8273958559534399202'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7044604437942285683/posts/default/8273958559534399202'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fragmentos-esquecidos.blogspot.com/2009/09/terra-estranha.html' title='TERRA ESTRANHA*'/><author><name>Eduardus Poeta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10079854801500790043</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/-aV64vMTaevo/TqAEdurPveI/AAAAAAAAcyE/DK5E-S4RcPA/s220/edu1.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7044604437942285683.post-1903667741276915274</id><published>2009-09-15T18:17:00.005-03:00</published><updated>2009-09-16T00:02:29.539-03:00</updated><title type='text'>VERDADES*</title><content type='html'>&lt;p style="text-align: justify; text-indent: 90pt;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;Definitivamente, aquele não era seu dia de sorte. Se é que esse dia existia. Carlos chegou cedo na empresa de computadores e logo foi chamado pelo chefe. Haviam dado falta de um notebook. Ele era responsável pelo setor e era o único que ficava na empresa depois que todos iam embora. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; text-indent: 90pt;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;Quando Carlos conheceu aquela garota, seu sexto sentido dizia que ela seria encrenca certa. Não quis escutar e se deixou envolver. Ela era linda. Dezoito anos. Sorriso envolvente, corpo sedutor. Jámais tinha feito sexo com uma mulher tão intensa como Priscila. No começo e como todo começo, tudo correu às mil maravilhas, até que numa noite de sábado, o telefone toca. Sem pensar, Priscila pede que Carlos vá ao seu encontro. Eram dez horas da noite. A família reunida saboreando uma pizza. Carlos era pai de duas moças. Uma de quinze anos e uma de 11 anos. Estava casado há mais de 20 anos. Claudia era uma mulher extremamente presente em tudo. Já haviam discutido sobre a mudança repentina de comportamento de Carlos. Ele andava aéreo. Não dava atenção direito para as filhas e nem para a esposa. Andava gastando demais com cartões de crédito. Logo ele que sempre andou corretamente com tudo. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; text-indent: 90pt;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;- Quem era no telefone?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; text-indent: 90pt;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;- Um cliente que está com problemas no computador e precisa de manutenção. É aqui perto. Vou e volto num pulo. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; text-indent: 90pt;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;- Você vai sair agora?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; text-indent: 90pt;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;- Preciso formatar o computador dele. É um cliente muito importante. Tem uma firma e sempre faz a manutenção com a gente. Ele ligou para os técnicos e não conseguiu falar com ninguém e como sempre atendo, ele me ligou.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; text-indent: 90pt;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;Ela sabia que ele estava mentindo. Carlos não era de dar explicações. Ele também não era de sair de casa no sábado à noite para atender clientes em domicílio. Com o coração partido e com todas as dúvidas e inseguranças, Claudia consentiu. Viu Carlos se arrumando, pegando a chave do carro, abrindo a porta, despedindo-se com um beijo frio e seco...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; text-indent: 90pt;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;Carlos estava nervoso. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; text-indent: 90pt;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;Encontrou Priscila no mesmo lugar de sempre. Ela, para variar um pouco, estava totalmente exuberante. Seios quase à mostra, pernas expostas. Andava assim pelas ruas. Morava com uma avó depois que seus pais resolveram se separar. Disse que não iria ficar com nenhum dos dois e não ficou. Abandonou os estudos. Quando não estava trancada no seu quarto, estava com os amigos bebendo. Já havia sido detida algumas vezes por pequenos delitos. Abusa da avó. Sabia que sendo a única neta, tinha quase todos os seus pedidos atendidos. Priscila gostava de arriscar. Sempre.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; text-indent: 90pt;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;- Já não pedi para você não me ligar em casa?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; text-indent: 90pt;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;- Ah, meu amor, desculpa. Tava sozinha. Queria ver meu garanhão. Tô morrendo de vontade de você.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; text-indent: 90pt;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;- Priscila, não posso demorar. Hoje é sábado, estão todos lá em casa. Minhas filhas, minha esposa. Não posso demorar.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; text-indent: 90pt;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;- Tá bom. Vamos dar uma rapidinha. Eu aceito. Melhor que nada. Vamos, me leva pra algum lugar.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; text-indent: 90pt;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;Carlos se sentia dominado por aquela menina. Ficava bobo, entregue, sem ação. Adorava sua vitalidade, sua energia, sempre disposta a tudo. Ela não tinha medo de nada e ele se sentia assim. Quando estava com ela esquecia tudo. Ria, divertia-se, falava, até planos fazia. Depois, quando voltava para casa, o mundo parecia ruir. Fizeram amor até amanhecer. Carlos não sabia o que ia dizer em casa. Não podia tomar banho e sua roupa estava com o cheiro daquela noite. Vestiu as roupas, deixou dinheiro para que ela fosse de táxi e o notebook que ela havia pedido de presente. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; text-indent: 90pt;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;Saiu sem pensar em nada. Não conseguia pensar em mais nada. Fazia mais de 6 meses que estava naquela vida. Tudo estava uma grande bagunça. Seu casamento desmoronando, o trabalho cada vez pior e aquele menina que exercia um poder sobre ele. Decidiu que não voltaria para casa. Deixou o carro em uma rua qualquer e saiu caminhando. Não levou nada. Apenas a carteira. Parou em um bar. Abriu a carteira e viu a foto das filhas. Letícia e Gabriela. Lembrou da esposa e de tudo o que ela havia passado nesses anos todos. Viu-se encurralado. Sem perspectivas e sem caminho. Passou o domingo andando. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; text-indent: 90pt;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;Definitivamente, aquele não era seu dia de sorte. Se é que esse dia existia. Carlos chegou cedo na empresa de computadores e logo foi chamado pelo chefe. Haviam dado falta de um notebook. Ele era responsável pelo setor e ele era o único que ficava na empresa depois que todos iam embora. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; text-indent: 90pt;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;- O que aconteceu com você? Nunca vi você assim! Todo mal vestido, barba por fazer. Parece que não dormiu!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; text-indent: 90pt;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;- Não sei o que aconteceu com o notebook. Vou ver se dei alguma saída errada. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; text-indent: 90pt;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;- Carlos, além disso, há também um desfalque no caixa. Fechamos com dois mil na sexta feira. Hoje abrimos com mil reais a menos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; text-indent: 90pt;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;- Não sei o que dizer.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; text-indent: 90pt;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;- Você foi o último a sair na sexta feira.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; text-indent: 90pt;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;- Não consigo pensar. Aconteceram-me tantas coisas. Preciso comer alguma coisa, lavar o rosto e ligar para minha casa. Depois vejo o que houve. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; text-indent: 90pt;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;- Carlos, tem gente aí te procurando.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; text-indent: 90pt;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;Carlos olhou e viu a sua esposa entrando com a polícia. Ela chorava muito. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; text-indent: 90pt;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;- Senhor Carlos, o senhor conhece Priscila Thomaz?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; text-indent: 90pt;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;Olhou para a esposa. Sabia que havia acontecido alguma coisa. Não havia mais como mentir.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; text-indent: 90pt;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;- Conheço sim.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; text-indent: 90pt;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;- Ela foi encontrada morta no Hotel Alameda. O registro do hotel diz que o senhor esteve com ela. Preciso levá-lo até à delegacia. Foi encontrado esse notebook com ela e essa quantia em dinheiro. O senhor conhece esse computador? Tem o nome dessa empresa!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; text-indent: 90pt;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Carlos olhava para a esposa, olhava para o chefe e pensava nas filhas...&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7044604437942285683-1903667741276915274?l=fragmentos-esquecidos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fragmentos-esquecidos.blogspot.com/feeds/1903667741276915274/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fragmentos-esquecidos.blogspot.com/2009/09/verdades.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7044604437942285683/posts/default/1903667741276915274'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7044604437942285683/posts/default/1903667741276915274'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fragmentos-esquecidos.blogspot.com/2009/09/verdades.html' title='VERDADES*'/><author><name>Eduardus Poeta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10079854801500790043</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/-aV64vMTaevo/TqAEdurPveI/AAAAAAAAcyE/DK5E-S4RcPA/s220/edu1.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7044604437942285683.post-2230697074381525264</id><published>2009-09-14T11:18:00.005-03:00</published><updated>2009-09-16T00:02:55.148-03:00</updated><title type='text'>AMOR MENDIGO*</title><content type='html'>&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;Sempre gosto de alguém. Sempre procuro dar o melhor de mim. Ser leal, ser fiel e me vejo sempre sozinha e recebo sempre um: "agora não quero me amarrar" ou "não crie ilusões" ou ainda "não me espere".&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;E ninguém para me dizer onde é que eu estou errando.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;Será que sou amiga demais, será que sou boazinha demais?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;Não sei ser diferente...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;Quero continuar acreditando em um príncipe encantado, quero continuar acreditando que vale a pena gostar de alguém de verdade, quero acreditar que em todos os momentos preciso ser eu. Não é possível que tenho que mudar, não é possível que deva ser má!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;Não gosto de brincar de amar. Não quero me sentir apenas um remédio. Quero alguém que goste de mim de verdade, pelo que sou. Não quero alguém que me queira bem. Quero declarações, quero mensagens, cartas de amor.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;Será que sou errada pensando assim?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;Será que todo romantismo se perdeu?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;Não quero que tenham dó de mim... Quero amor de verdade... Um bem querer que me faça bem... Quero alguém que goste de mim, que goste das coisas que eu faço, das coisas que gosto... Quero alguém que me ligue no meio da noite para dizer que acordou pensando em mim... Não quero andar por aí mendigando amor... Não quero ser estepe... Não quero que me procurem quando não tiverem mais ninguém... Quero que sintam minha falta, quero que venham atrás de mim... Não posso ser errada... As pessoas do meu lado se dando bem e eu apenas ganhando amigos... Às vezes penso em acabar com tudo. Apagar amigos, rasgar fotos, esconder-me para que ninguém me ache... &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;Não vou mais mendigar amor. Não vou mais ficar vasculhando corações, não vou ficar correndo atrás feito cão sem dono! Não vou mais abrir meu coração, não vou mais permitir que beijem minha boca sem sentirem nada. Se quiserem uma amiga, serei apenas amiga e nada mais. Vou deixar meu coração de lado, vou matar minhas emoções e sentimentos. Não serei mais a mesma. Nem esperarei mais quem nunca chega.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;Serei eu, fechada em mim. Vivendo meus sonhos e minhas fantasias sem dizer nada para ninguém, pois eu sei, um dia aquele alguém especial ira bater em minha porta. Aquele alguém surgirá em meio às nuvens das minhas incertezas. Alguém surgirá e roubará meu coração e fará parte de um sonho que já sonhei e já vivi.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;Eu sei...&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;- do blog - doces descobertas - &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;a href="http://descobertasdoces.blogspot.com/"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;http://descobertasdoces.blogspot.com&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7044604437942285683-2230697074381525264?l=fragmentos-esquecidos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fragmentos-esquecidos.blogspot.com/feeds/2230697074381525264/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fragmentos-esquecidos.blogspot.com/2009/09/amor-mendigo.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7044604437942285683/posts/default/2230697074381525264'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7044604437942285683/posts/default/2230697074381525264'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fragmentos-esquecidos.blogspot.com/2009/09/amor-mendigo.html' title='AMOR MENDIGO*'/><author><name>Eduardus Poeta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10079854801500790043</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/-aV64vMTaevo/TqAEdurPveI/AAAAAAAAcyE/DK5E-S4RcPA/s220/edu1.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7044604437942285683.post-7470121797834364460</id><published>2009-08-19T09:04:00.005-03:00</published><updated>2009-09-15T22:11:20.489-03:00</updated><title type='text'>ALÍ*</title><content type='html'>&lt;div style="font-family: arial;font-family:arial;"  align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Não sei quanto tempo eu estava ali. Era um lugar abafado, escuro e sem ventilação. Eu sabia que estava chovendo porque escutei a chuva nas telhas. Não existiam frestas e o ar era pouco. Ficava deitado o tempo todo. Meus pés estavam acorrentados, minhas mãos presas e havia uma mordaça em minha boca.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: arial;font-family:arial;"  align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Ouvia vozes, muitas vozes. Às vezes, ouvia o barulho da porta se abrindo e alguém chegando perto de mim. Desta vez tiraram a mordaça da minha boca. Antes eu os escutei falando com alguém. Ouvi dizer que o tempo estava acabando. Não sei com quem falavam. Sabia que era alguém da minha família. Todos deviam estar apavorados.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: arial;font-family:arial;"  align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;- Fala alguma coisa! Querem uma prova que você está vivo!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: arial;font-family:arial;"  align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;- Alô. Eu estou bem. Dê logo o que eles querem. Quero voltar pra casa!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: arial;font-family:arial;"  align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;As lágrimas caíram. Era inevitável ouvir a voz de quem se ama e não poder falar nada. Senti saudades, senti dor, senti medo. Eles queriam dinheiro, estava claro. Era questão de tempo e eu não estaria mais ali. Tinha certeza que tudo acabaria bem. Logo estaria em casa. Amordaçaram minha boca novamente. Sentia sono. O colchão era fino como papelão. O lugar úmido. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: arial;font-family:arial;"  align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Parecia que fazia anos que eu estava ali. Apesar de tudo, tinha sorte. Eles não me bateram. Não me torturaram, apenas me deixaram acorrentado. Pensava em tudo. Na minha mãe, na minha mulher, na minha filha. Pensava em tudo o que devia ter dito e não disse. Pensei como eu era egoísta. Pensei no novo eu, se saísse de lá vivo. Pensei também na minha morte. Como seria sem mim. Como viveriam! Eles estavam cobertos e seguros para o resto da vida. Vi minha família chorando. Amigos. Não queria morrer daquele jeito. Morrer e ser jogado numa vala qualquer. Nunca havia rezado e derrepente me peguei orando, rezando, falando com Deus. Se fosse minha hora, que Deus amparasse minha família. Pedi perdão a Deus por tudo o que fiz. Adormeci.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: arial;font-family:arial;"  align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Acordei com vozes e com uma certa agitação. A porta abriu de novo e senti me pegarem com força. Senti uma forte pancada na cabeça e desmaiei.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: arial;font-family:arial;"  align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Não sei quanto tempo depois acordei. Estava sem a mordaça, sem a venda nos olhos. Estava no porta malas de um carro. Sentia apenas os solavancos da estrada. Mais uma vez me vi rezando. Não sabia se iam me libertar ou se iam me matar. O carro parou. Abriram o porta malas e pela primeira vez, depois de algum tempo, pude sentir o ar fresco. Era noite. O lugar escuro. Tentei olhar em volta, não havia nada. Eram quatro homens. Bem armados.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: arial;font-family:arial;"  align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Colocaram-me de joelhos e sem falar nada, atiraram...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: arial;font-family:arial;"  align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Acordei na hora. Vi o bilhete da mega sena em cima da mesa e o dinheiro para apostar. Levantei, fui até a mesa, guardei o dinheiro e rasguei o volante. Não queria mais saber daquilo. Não queria correr riscos e nem colocar em risco quem eu amava... Aqueles tiros me despertaram para minha verdade... &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7044604437942285683-7470121797834364460?l=fragmentos-esquecidos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fragmentos-esquecidos.blogspot.com/feeds/7470121797834364460/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fragmentos-esquecidos.blogspot.com/2009/08/ali.html#comment-form' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7044604437942285683/posts/default/7470121797834364460'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7044604437942285683/posts/default/7470121797834364460'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fragmentos-esquecidos.blogspot.com/2009/08/ali.html' title='ALÍ*'/><author><name>Eduardus Poeta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10079854801500790043</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/-aV64vMTaevo/TqAEdurPveI/AAAAAAAAcyE/DK5E-S4RcPA/s220/edu1.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7044604437942285683.post-1568395039993197171</id><published>2009-08-11T10:37:00.004-03:00</published><updated>2009-09-09T21:38:50.405-03:00</updated><title type='text'>PERIFERIA*</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Moro na periferia de São Paulo, há 23 kilômetros do Centro, extremo Leste da Capital Paulista. Um bairro com cerca de 500.000 habitantes. Pode-se dizer que é um bairro novo, no máximo vinte anos. Nasci aqui. Conheço cada pedra das ruas deste bairro. Posso dizer que já aprontei muito nessas ruas. Foi aqui que perdi a virgindade com uma colega de escola. Foi no apartamento dela. Os pais saíam para trabalhar e ela ficava sozinha. Incrível, que com apenas 16 anos, aquela menina, com carinha de inocente, conhecia muito sobre sexo. Além disso, fumava uma maconha que deixava muito marmanjo no chão. Como ela conseguia droga? Você já pode imaginar. Foi aí que também conheci o vício. Só que eu não podia fazer como ela. Tive que fazer meus corres pra conseguir meu baseado. Minha mãe pensava que eu ainda era criança. Sempre me dava dinheiro. Comi aquela mina uma porção de vezes. Até que um dia ela me disse que "tava" grávida e que o filho era meu. Brigamos muito. Chamei ela de todos os nomes. O que eu não sabia é que ela conhecia os "caras" da quebrada. Tomei minha primeira surra. Fui parar no hospital. Não tinha saída. Ou assumia aquela criança ou eu tinha que sair de lá, fugido. Acabei indo morar com ela no apartamento dos seus pais. Mesmo grávida, ela continuava queimando um baseado e eu ia junto. Fumávamos o dia todo. Agora, eu que arrumava o baseado. Ia roubar os "forgado" do shopping. Sempre dava jeito de voltar com um celular, com uma máquina digital, com dinheiro. Fui preso pela primeira vez com dezessete anos. Fiquei ainda mais na paranóia. Eu era menor e sabia que ia sair de lá rápido. Quando saí, cheguei em casa e vi a minha mina fazendo um boquete pra outro mano meu. Subiu o sangue. Saí pra comprar um cano. Ia matar aquela vagabunda e aquele cusão. Não consegui comprar o berro. Voltei pra casa depois de duas semanas. Andei por duas semanas feito louco pelas ruas. Dormi em bancos, conheci ainda outros nóias. Roubei pra poder comer.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Quando cheguei em casa, parecia um mendigo. Ela me falou um monte. Disse que fez o que fez porque eu tava preso e ela precisava fumar. Sempre fazia isso. Eu não disse nada.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;No dia que completei 18 anos anos, meu filho nasceu. Era o maior presente. Queria levar uma vida descente. Tentei arrumar emprego. Comecei ser ajudante na feira. Acordava 4 horas da manhã pra carregar o caminhão e depois ia montar a banca na feira. Trabalhava de terça a domingo. Segunda feira jogava futebol. O moleque tava lindo. Não tinha nenhum problema. O moleque era de aço. Mas eu sabia que a maconha tava no seu sangue. Andava com o moleque pra baixo e pra cima. Sempre que dava, comprava um presentinho pra ele. Leite não faltava.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Na feira de quarta-feira, conheci uma mulher que me chamou a atenção. Marcamos de nos encontrar depois da feira. Fui pra sua casa. Tava cheio de tesão. Ela também queimava uma. Logo que entrei, ela já foi tirando minha roupa. Eu não sabia que tava comendo a mulher de um investigador de polícia. Ele descobriu. Mandou a mulher embora e veio atrás de mim. Tratei de comprar um três oitão pra me defender. O que eu podia fazer se foi ela que quis dar pra mim. O cara veio com sangue nos olhos. Invadiu o apartamento e sem perguntar me pegou e me jogou no camburão. Vi meu filho chorando e minha mulher sem palavras.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Andei naquele carro mais de duas horas. Eu sabia que eu ia morrer. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Quando abriram a porta do carro, vi que estava no meio de um matagal. Levei minha segunda surra. Fiquei jogado no meio do mato por dois dias. Largaram-me lá pra eu morrer. Continuava algemado e sangrando muito. Pensava apenas no meu filho. Acordei no hospital...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Estava na cama. Vi minha mãe, minha mulher, só não vi meu filho... Todo mundo chorava. Fiquei sabendo que a polícia revirou o apartamento e encontrou a arma e a droga. O conselho tutelar levou meu filho. Não disse nada, apenas chorei. Senti o sangue nos olhos. Pra mim não restava mais nada. Tiraram o melhor de mim. Minha mina era uma viciada, eu já tinha apanhado dos policiais e quase fiquei aleijado. Não me restava nada. Jurei que ia me vingar. Saí do hospital depois de duas semanas. Precisava de dinheiro. Voltei a roubar. Comprei um cano e fui pra cima. Arrumei uns parceiros. Pensava no meu filho. Lembrei da vagabunda que tinha me colocado nessa encrenca. Por causa dela tinha perdido meu filho... Eu estava cego... &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7044604437942285683-1568395039993197171?l=fragmentos-esquecidos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fragmentos-esquecidos.blogspot.com/feeds/1568395039993197171/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fragmentos-esquecidos.blogspot.com/2009/08/periferia.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7044604437942285683/posts/default/1568395039993197171'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7044604437942285683/posts/default/1568395039993197171'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fragmentos-esquecidos.blogspot.com/2009/08/periferia.html' title='PERIFERIA*'/><author><name>Eduardus Poeta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10079854801500790043</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/-aV64vMTaevo/TqAEdurPveI/AAAAAAAAcyE/DK5E-S4RcPA/s220/edu1.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7044604437942285683.post-1640076539078935139</id><published>2009-08-07T18:51:00.005-03:00</published><updated>2009-09-09T21:46:51.455-03:00</updated><title type='text'>FELIZ DIA DOS NÃO PAIS*</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Nasceu no Jardim da Saúde, bairro da região do Ipiranga, zona Sul da cidade de São Paulo. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não conheceu seu pai. Logo depois que completou um ano de idade, seu pai foi embora. Sua mãe era uma menina de 15 anos quando se casou. Seus avós cuidaram dele e de seus irmãos e da mãe também. A única coisa que tinha era a certeza que seu irmão lembrava muito o seu pai. Já tinha visto fotos e a semelhança era grande. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A vida apagou qualquer chance de encontro. Não fazia questão de encontrá-lo. Sua mãe contou tudo sobre ele. Se era verdade ou não, não importava. Ele acreditava nela. Na sua história. Nenhuma menina abandona sua casa, seus pais, se não for por amor. Ela o amou um dia.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Seus irmãos cresceram. Cada um seguiu sua vida. O irmão havia puxado o pai em tudo. Não gostava de trabalhar, bebia, fumava muito. Homem sem sonhos e nem perspectivas. Sua irmã, lutadora. Puxou a mãe. Não se deu bem no casamento e lutava contra o próprio destino. Mãe zelosa, criava com dificuldade seus filhos. Ele, mais um entre tantos abandonados pelo pai. Quis contrariar o mundo. Decidiu que ia ser feliz de qualquer maneira. Desligou-se do pai.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Num desses dias marcados pelo destino e sabe-se lá porque, encontrou seu pai, depois de 23 anos. Ele estava indo para a casa da irmã e viu de longe seu irmão. Não gritou e nem chamou, foi atrás. Chegou perto e viu que não era. Era um homem bem mais velho. Olhou e lembrou da foto. Era seu pai.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Ricardo!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Aquele homem olhou.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Você é meu pai. Eu sou o Eduardo, seu filho e da Marina.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ele sentou no chão e começou a chorar. Chorou de, sabe-se lá o porque. Arrependimento, felicidade, raiva. Não se sabe. Levantou e começou a falar.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Obrigado filho. Obrigado por falar comigo. Quero que saiba que tudo o que sua mãe contou é verdade. Tudo. Sou o que ela disse.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Você já é avô. Tenho uma filha, meu irmão tem dois filhos e minha irmã mais dois. Você precisa conhecê-los. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Como você me conheceu?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Você é a cara do meu irmão ou meu irmão é a sua cara, o seu jeito. A mesma maneira de andar. Pensei que fosse ele. Por isso me aproximei.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- E ele está bem?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Sim, todos estão bem. Eu, minha irmã, meu irmão, minha mãe e meus avós.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Que bom, filho.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ele olhava e achava estranho aquele homem o chamando de filho. Ele não era seu filho e aquele homem não era seu pai. Lembrou de todos os Natais que passou sem pai. Lembrou de todos os seus aniversários. Lembrou também do seu avô. O avô era o seu o pai. Foi ele quem esteve ali, na alegria e na doença. Era seu avô quem chegava e abria as panelas para saber o que havia para comer. Mas seu amor, sua compaixão pediam que aquele homem tivesse sua segunda chance e ele teve...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Resumindo, ele estava certo e sua mãe também... Ele era tudo aquilo, um alcoólatra, um preguiçoso e um desconhecido...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7044604437942285683-1640076539078935139?l=fragmentos-esquecidos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fragmentos-esquecidos.blogspot.com/feeds/1640076539078935139/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fragmentos-esquecidos.blogspot.com/2009/08/verdades.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7044604437942285683/posts/default/1640076539078935139'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7044604437942285683/posts/default/1640076539078935139'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fragmentos-esquecidos.blogspot.com/2009/08/verdades.html' title='FELIZ DIA DOS NÃO PAIS*'/><author><name>Eduardus Poeta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10079854801500790043</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/-aV64vMTaevo/TqAEdurPveI/AAAAAAAAcyE/DK5E-S4RcPA/s220/edu1.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7044604437942285683.post-4313434945061260636</id><published>2009-08-03T06:35:00.003-03:00</published><updated>2009-09-09T21:53:09.285-03:00</updated><title type='text'>SEM SOL*</title><content type='html'>&lt;div style="TEXT-ALIGN: center"&gt;São Paulo, 24 de Fevereiro de 2040&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: left"&gt;Hoje completo setenta anos.&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: left"&gt;Há mais de quatro anos estamos sem sol, sem estrelas, sem lua.&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: left"&gt;Até hoje ninguém sabe explicar o que aconteceu. Ninguém sabe porque o sol se apagou. &lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: left"&gt;Estamos vivendo na mais completa escuridão. Faz frio. Pessoas estão morrendo e seus corpos abandonados nas ruas. O frio e a baixíssima temperatura conservam os corpos. Há quatro anos não se escuta o cantar dos pássaros. Há mais de quatro anos, não chove. Há mais de quatro anos não se come uma fruta natural. Tudo agora é criado em laboratório. &lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: left"&gt;O homem com toda a tecnologia, criou uma nova maneira de viver. Ninguém mais sai às ruas. Raramente se vê ou se encontra alguém. Os computadores estão ligados vinte e quatro horas por dia. Tudo é assim. &lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: left"&gt;As crianças nascem com problemas de pele, de pulmão. &lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: left"&gt;A gripe suína exterminou mais quatro milhões de pessoas. Acabaram com o câncer mas novas epidemias assolam a terra. &lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: left"&gt;Estamos no mais completo escuro.&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: left"&gt;As drogas foram liberadas. São vendidas em farmácias. Inventaram novas drogas ainda mais devastadoras que o Crack. &lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: left"&gt;Os jovens estão transformados. Parecem seres de outros planetas. Tatuados, perfurados, modificados. O aborto foi liberado. Hoje, metade das crianças não chegam a nascer. O lixo tomou conta de ruas e avenidas. A perspectiva de vida nesses quatro anos passou de oitenta anos, para quarenta e cinco anos. Os velhos como eu, são poucos, quase nenhum. Tenho saudades da minha família. Todos se foram.&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: left"&gt;Não há mais cemitérios. Todos os corpos são dissolvidos em ácidos. &lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: left"&gt;Existe a pena de morte. Depois que o primeiro foi morto em rede nacional, a criminalidade diminuiu a zero (disseram que ele era inocente, mas nunca se provou). Houve uma grande migração do campo para a cidade. Não existe agricultura. &lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: left"&gt;A Amazônia foi vendida. Não pertence mais ao Brasil. Nosso território diminuiu imensamente. O Rio de Janeiro foi isolado. Os criminosos que ainda resistem são mandados para lá. Os três estados do Sul conseguiram independência e agora são países.&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: left"&gt;Hoje completo setenta anos. &lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: left"&gt;Já não escrevo mais. Minhas vistas estão cansadas. Estou aqui sentado no meu velho sofá. Esperando que a morte chegue. &lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: left"&gt;Estamos há quatro anos sem sol...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7044604437942285683-4313434945061260636?l=fragmentos-esquecidos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fragmentos-esquecidos.blogspot.com/feeds/4313434945061260636/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fragmentos-esquecidos.blogspot.com/2009/08/sem-sol.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7044604437942285683/posts/default/4313434945061260636'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7044604437942285683/posts/default/4313434945061260636'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fragmentos-esquecidos.blogspot.com/2009/08/sem-sol.html' title='SEM SOL*'/><author><name>Eduardus Poeta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10079854801500790043</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/-aV64vMTaevo/TqAEdurPveI/AAAAAAAAcyE/DK5E-S4RcPA/s220/edu1.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7044604437942285683.post-2634213507520403928</id><published>2009-07-30T03:10:00.001-03:00</published><updated>2009-09-09T21:56:36.908-03:00</updated><title type='text'>PAPEL AMASSADO*</title><content type='html'>Uns dias atrás, quando o sol ardia no horizonte, eu olhava pela janela do meu apartamento a cidade onde moro, absurdamente crescendo. Prédios e mais prédios sendo erguidos. Casas e mais casas. Ruas e avenidas sendo abertas. O asfalto cobrindo a terra. &lt;div&gt;O olhar se perdeu com o pensamento.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Derrepente, meus olhos avistaram uma árvore pequena, cercada de tijolos. Raízes amarradas, galhos quase todos podados na triste calçada de uma rua.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A pequena árvore ali cercada sem poder respirar e tentando sobreviver. Totalmente fragilizada. Viajei nas asas da minha imaginação...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;" Vi machados e todas as serras&lt;/div&gt;&lt;div&gt;vi os tratores&lt;/div&gt;&lt;div&gt;os homens e seus capacetes&lt;/div&gt;&lt;div&gt;vi também pássaros&lt;/div&gt;&lt;div&gt;voando sem ter onde pousar&lt;/div&gt;&lt;div&gt;e seus ninhos&lt;/div&gt;&lt;div&gt;agora destruídos&lt;/div&gt;&lt;div&gt;vi um céu vestido&lt;/div&gt;&lt;div&gt;de cinza pelas cinzas&lt;/div&gt;&lt;div&gt;da mata queimada&lt;/div&gt;&lt;div&gt;vi os poucos índios chorando&lt;/div&gt;&lt;div&gt;os animais?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;viravam enfeites para&lt;/div&gt;&lt;div&gt;o carnaval&lt;/div&gt;&lt;div&gt;os homens derrubavam&lt;/div&gt;&lt;div&gt;árvores&lt;/div&gt;&lt;div&gt;e as crianças atrás deles&lt;/div&gt;&lt;div&gt;plantando sementes&lt;/div&gt;&lt;div&gt;vi também&lt;/div&gt;&lt;div&gt;homens engravatados&lt;/div&gt;&lt;div&gt;e suas leis&lt;/div&gt;&lt;div&gt;aqueles mesmos&lt;/div&gt;&lt;div&gt;que ficam gritando&lt;/div&gt;&lt;div&gt;com o dedo em riste:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;VAMOS SALVAR A AMAZÔNIA&lt;/div&gt;&lt;div&gt;nessa minha viagem louca&lt;/div&gt;&lt;div&gt;vi o velho Chico secar&lt;/div&gt;&lt;div&gt;e os peixes&lt;/div&gt;&lt;div&gt;sem ter onde nadar..."&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Parei de viajar. Tudo estava como era.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Eu na janela do meu apartamento. Olhava ainda o cinza e a árvore presa.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Um menino, criança ainda, andava com uma rede na mão. Olhava para todos os lados querendo achar uma árvore para fazer um balanço. Viu como eram frágeis as árvores da sua rua. Todas alí podadas e presas em cercados de cimentos, de madeira e, como eu, chorou.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Olhou para todos os lados só viu o cinza do céu azul.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Veio em mim o desejo de lutar, de gritar, de berrar. Não havia ninguém que me ouvisse. O barulho da cidade engoliria minha voz. O pequeno menino foi embora e eu fechei a janela e voltei a jogar vídeo game.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Tempo depois andando na minha rua, percebi que a pequena árvore não estava mais lá. Havia apenas o cercado de tijolo e o espaço vazio de um buraco sem fim... &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Até quando será assim...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Árvores caindo...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Árvores deixando de existir...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7044604437942285683-2634213507520403928?l=fragmentos-esquecidos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fragmentos-esquecidos.blogspot.com/feeds/2634213507520403928/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fragmentos-esquecidos.blogspot.com/2009/07/papel-amassado.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7044604437942285683/posts/default/2634213507520403928'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7044604437942285683/posts/default/2634213507520403928'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fragmentos-esquecidos.blogspot.com/2009/07/papel-amassado.html' title='PAPEL AMASSADO*'/><author><name>Eduardus Poeta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10079854801500790043</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/-aV64vMTaevo/TqAEdurPveI/AAAAAAAAcyE/DK5E-S4RcPA/s220/edu1.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7044604437942285683.post-186323969702679222</id><published>2009-07-30T03:04:00.001-03:00</published><updated>2009-09-09T22:03:58.298-03:00</updated><title type='text'>ERROS*</title><content type='html'>&lt;p style="TEXT-ALIGN: center; TEXT-INDENT: 56.1pt" class="MsoNormal" align="center"&gt;&lt;span style="font-family:'Segoe UI';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;1&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;?xml:namespace prefix = o /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: 56.1pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:'Segoe UI';"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Desembarquei na rodoviária do Rio de Janeiro às 15h30min. Foram mais de sete horas de viagem. Enquanto estava na estrada, pensei em tudo o que queria e em tudo o que deixei para trás. Pessoas que eu amava e pessoas que me amavam. Deixei minha mãe aflita, meus irmãos menores. Pedi demissão da empresa, desmanchei o noivado, desfiz-me de muitas coisas, antes de resolver sumir. Foram alguns meses juntando dinheiro. Não gastava com nada. Estava determinado a sumir. Queria esquecer tudo e começar de novo. Não contei nada para ninguém. Eu já não tinha amigos.&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: 56.1pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:'Segoe UI';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;A viagem foi desgastante.&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: 56.1pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:'Segoe UI';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Eu carregava apenas minha mochila com algumas peças de roupa. Nada em excesso. Levava apenas um kit de sobrevivência. Tinha comigo uma boa quantia em dinheiro o que, segundo meus estudos, daria para me manter por uns meses até arrumar emprego. Já tinha o endereço de uma pensão ali mesmo no Centro do Rio. Fui caminhando e mal podia acreditar que eu estava sozinho no Rio de Janeiro. Logo eu, que nunca tinha saído de São Paulo. Nasci e fui criado no bairro tradicional, a Moóca. &lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: 56.1pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:'Segoe UI';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Cheguei na pensão. Era um sobrado mal conservado e a primeira impressão que tive não foi das melhores. Procurei a proprietária. Havia falado com ela alguns dias atrás. O preço que ela havia passado não conferia com o que me foi oferecido. &lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: 56.1pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:'Segoe UI';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Toquei a campanhia e saiu uma senhora muito gorda. Trajava um vestido sujo.  Assustei-me e não consegui disfarçar. Ela ficou me olhando e eu logo perguntei:&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: 56.1pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:'Segoe UI';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;- Aqui é a casa da Andréa?&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: 56.1pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:'Segoe UI';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;- Aqui não tem Andréa nenhuma!&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: 56.1pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:'Segoe UI';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Ela virou as costas e fechou o portão sem dizer mais nada. Fiquei aliviado. Agora entendi quando dizem que a primeira impressão é a que fica; fica e ficou. Fui caminhando e vi que por ali passavam vários ônibus para as praias. Logo estava rumo à Copacabana. Pedi ao cobrador que me deixasse em uma avenida principal de Copacabana. Depois de um tempo, estava eu andando na Avenida Barata Ribeiro. Uma avenida movimentada. Tudo era novo e ao mesmo tempo nada diferente de São Paulo. Fui caminhando, procurando algum lugar em que pudesse me hospedar. Fui andando e, derrepente eu estava de frente para o mar. Aquele mar lindo. &lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: 56.1pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:'Segoe UI';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Fui até a areia e não resisti. Tirei o tênis, dobrei a barra da calça e fui até beira mar. A praia era linda demais. Pessoas correndo, andando, pedalando. Gente bonita. A tarde estava quente. Uma brisa deixava tudo perfeito. Sentei na areia e fiquei ali sem perceber que a noite ia chegar e eu ainda não tinha um lugar para ficar. Comecei a ficar com receio por causa do dinheiro que eu carregava. Eu nem podia pensar em perder aquela mochila. Coloquei de novo o tênis e voltei para a Avenida Barata Ribeiro. Comecei a perguntar aos comerciantes sobre pousadas, pensões e cheguei até a pousada Palmeiras. Entrei e senti um ambiente bem aconchegante. &lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: 56.1pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:'Segoe UI';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;- Pois não! Posso ajudar?&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: 56.1pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:'Segoe UI';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;- Boa tarde! Eu preciso de um quarto.&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: 56.1pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:'Segoe UI';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;- Quanto tempo?&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: 56.1pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:'Segoe UI';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;- Não tenho previsão, mas posso pagar adiantado.&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: 56.1pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:'Segoe UI';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;- Você quer com meia pensão? – perguntou a recepcionista que tinha um olhar curioso.&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: 56.1pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:'Segoe UI';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;- Meia pensão é com uma refeição?&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: 56.1pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:'Segoe UI';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;- Café da manhã e almoço. A janta é por sua conta.&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: 56.1pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:'Segoe UI';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;- Meia pensão.&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: 56.1pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:'Segoe UI';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;- Preciso de um documento com foto.&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: 56.1pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:'Segoe UI';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Eu olhava aquela moça na minha frente. Morena, queimada de sol. Marcas de biquíni bem à mostra. Usava uma camiseta regata branca, pulseiras, anéis. Tinha cabelos bem negros e lisos. Olhos castanhos esverdeados. Usava uma bermuda jeans e um chinelo de couro. Não deveria ter mais que vinte e quatro anos. Fiquei tranquilo. Sua presença me fez bem. Iria ser bom vê-la todos os dias.&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: 56.1pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:'Segoe UI';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;- Você pode, por favor, preencher essa ficha?&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: 56.1pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:'Segoe UI';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;- Claro. Seu nome é?&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: 56.1pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:'Segoe UI';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Ela me olhou como se eu tivesse feito a pergunta mais absurda do mundo. Houve um silêncio mortal. Nossos olhos estavam mergulhados um no outro. Desviei o olhar e comecei a preencher a ficha.&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: 56.1pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:'Segoe UI';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;- Você é de São Paulo?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: 56.1pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'Segoe UI';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;continua&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: 56.1pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'Segoe UI';"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7044604437942285683-186323969702679222?l=fragmentos-esquecidos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fragmentos-esquecidos.blogspot.com/feeds/186323969702679222/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fragmentos-esquecidos.blogspot.com/2009/07/erros.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7044604437942285683/posts/default/186323969702679222'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7044604437942285683/posts/default/186323969702679222'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fragmentos-esquecidos.blogspot.com/2009/07/erros.html' title='ERROS*'/><author><name>Eduardus Poeta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10079854801500790043</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/-aV64vMTaevo/TqAEdurPveI/AAAAAAAAcyE/DK5E-S4RcPA/s220/edu1.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7044604437942285683.post-344557369727024471</id><published>2009-07-30T02:36:00.001-03:00</published><updated>2009-09-09T22:07:19.515-03:00</updated><title type='text'>SEI LÁ*</title><content type='html'>"Eu quero viver... &lt;div&gt;Viver como se a vida fosse acabar amanhã.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Quero viver além dos meus doze anos."&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;... meu pai brigou comigo só porque eu fui de shorts na escola e o professor disse que eu estava tendo um comportamento bem diferente. Só sei que naquele dia, daquele dia em diante, minha vida, meu desejo de viver, mudaram completamente e meus pais também mudaram.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: center"&gt;Capítulo I &lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: center"&gt;Primeiro Beijo&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Meu pai estava trabalhando e minha mãe tinha acabado de chegar. Ela estava cansada e ficou deitada no sofá. Minhas amigas bateram na porta me chamando para descer pois todos estavam lá embaixo (meus pseudo amigos) e iam acender uma fogueira. Aproveitei o cansaço da minha mãe e pedi para sair um pouco (sempre rezava para que ela deixasse). Ela disse que era para eu voltar logo, pois meu pai estava para chegar. &lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Enfim eu estava livre. Podia ser quem eu quisesse. Podia estar com gente que pensava como eu.&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;No meio de todos, ele estava lá. Aquele jeito brincalhão me encantava e minhas amigas diziam que ele queria ficar comigo. Senti um frio na barriga. Elas diziam coisas que eu ainda não entendia. Nessas horas sempre lembrava do meu pai dizendo que eu tinha onze anos e que tudo tinha o tempo certo para acontecer. Mas quando? Que tempo é esse que não chega nunca! Eu queria viver tudo e depois, meu pai não precisava saber.&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Como eu deveria agir? Não queria parecer idiota para ele e muito menos para minhas amigas. Não me lembro bem como aconteceu. Lembro apenas que ele me pegou pela mão e me puxou para um lugar, acho que era atrás do prédio. Uma sensação estranha tomou conta de mim. Uma mistura de medo e vontade ao mesmo tempo. Eu fui, queria e precisava sentir. Ele me beijou.&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Sentir sua língua na minha boca foi meio nojento. Eu não podia demonstrar. Eu sabia que minhas amigas estavam espiando.&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Caramba! Foi uma sensação única. Eu sabia, ele gostava de mim. Minhas amigas estavam certas.&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Fui para casa. Logo meu pai chegou. Eu tinha que disfarçar, precisava. Meu pai me conhece bem. Minha mãe é mais tranquila mas meu pai, ele percebe. Naquela noite não percebeu.&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Fui dormir. Quando me deitei, a cama parecia flutuar. Sentia-me nas nuvens. Eu ainda tinha aquela sensação dentro de mim. Agora eu não era mais a boba da turma. Eu tinha beijado pela primeira vez...&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;continua&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7044604437942285683-344557369727024471?l=fragmentos-esquecidos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fragmentos-esquecidos.blogspot.com/feeds/344557369727024471/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fragmentos-esquecidos.blogspot.com/2009/07/sei-la.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7044604437942285683/posts/default/344557369727024471'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7044604437942285683/posts/default/344557369727024471'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fragmentos-esquecidos.blogspot.com/2009/07/sei-la.html' title='SEI LÁ*'/><author><name>Eduardus Poeta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10079854801500790043</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/-aV64vMTaevo/TqAEdurPveI/AAAAAAAAcyE/DK5E-S4RcPA/s220/edu1.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7044604437942285683.post-9177205741673193146</id><published>2009-07-29T11:29:00.001-03:00</published><updated>2009-09-09T22:11:00.697-03:00</updated><title type='text'>APARÊNCIAS*</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;... o que eu acho?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Acho que seu casamento é um casamento de aparências. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ninguém age como ela agia. Nenhuma mulher se comporta como ela se comportava. Tava na cara. Eu era peça fundamental para que ainda se sentisse amada. Para que ainda se sentisse viva.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ela tinha de tudo. Vida completamente estável. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não conseguia entender e achar um lugar para mim. Logo eu que nem tinha um lugar para cair morto. Talvez eu alimentasse suas fantasias e desejos. Era arriscado e ela não se importava. Parecia que não tinha nada a perder.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;No começo, eram apenas conversas despretensiosas. Jamais podia imaginar que um dia, falaríamos sobre isso. Ela nunca me confessou que seu casamento era coisa falida. Nunca reclamou que o marido deixasse faltar nada. Ao contrário, fazia juras de amor eterno. Ela era duas. Duas em uma. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sempre me buscava, sempre me queria por perto. Ela sempre me incluía nas suas fantasias. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O que eu acho?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Na verdade, em todo e qualquer sentimento, há dose de um veneno chamado amor. Derrepente, as pessoas criam seus castelos, criam suas mentiras e se alimentam dela. Cada um quer apenas sobreviver diante do seu próprio caos. Ela apenas quer ser amada. Ela quer apenas ter alguém que possa amenizar sua solidão, mesmo que negue, há sim solidão em seu mundo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ela é uma mulher bela. Uma mulher que chama atenção por onde passa. Não posso dizer mais porque não sei mais. Tenho apenas a convicção que algo não vai bem e que se fez a fantasia do amor para que o amor próprio não morresse. Uma espécie de fuga ou sei lá que nome se pode dar para tudo isso.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O que eu posso e o que eu vou fazer é estar sempre por perto porque não há nada melhor que fazer bem para alguém. Ela também me faz bem. Da sua maneira... (continua)&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: center" align="justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#3333ff;"&gt;texto escrito na época da faculdade de direito. 1994&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7044604437942285683-9177205741673193146?l=fragmentos-esquecidos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fragmentos-esquecidos.blogspot.com/feeds/9177205741673193146/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fragmentos-esquecidos.blogspot.com/2009/07/aparencias.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7044604437942285683/posts/default/9177205741673193146'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7044604437942285683/posts/default/9177205741673193146'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fragmentos-esquecidos.blogspot.com/2009/07/aparencias.html' title='APARÊNCIAS*'/><author><name>Eduardus Poeta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10079854801500790043</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/-aV64vMTaevo/TqAEdurPveI/AAAAAAAAcyE/DK5E-S4RcPA/s220/edu1.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7044604437942285683.post-7559989701871472722</id><published>2009-07-26T13:40:00.001-03:00</published><updated>2009-09-09T22:15:53.397-03:00</updated><title type='text'>PARA ONDE FOI TODO MUNDO*</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Parte 1&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2006.&lt;br /&gt;Era aniversário de Eduardo. Ele estava completando sete anos. Como as crianças de sua idade, já sabia ler e escrever. Tinha, além das aulas normais da escola, aulas particulares de inglês, informática, violão e ainda fazia nas horas vagas, natação.&lt;br /&gt;José, pai dedicado, fazia todas as vontades do menino. Talvez por se tratar de filho único e também por ter tido uma infância de privações, oferecia ao filho uma vida de luxo e conforto. O menino tinha tudo em seu amplo quarto de um apartamento em um bairro nobre de São Paulo. Televisão, aparelho de som, telefone, computador, brinquedos e poucos livros. Era normal. As crianças não mais se interessavam por livros. Viviam “conectados” a um mundo cheio de...&lt;br /&gt;Os amigos começavam a chegar para a festa. Eram amigos da escola, primos, amigos dos amigos, amigos dos primos. Logo, o salão de festas do prédio estava lotado. A animação da festa não era mais feita por palhaços. Eram agora animadas pelos DJ. A música era sempre barulhenta e agitada.&lt;br /&gt;José se preocupou em montar a festa exatamente como o filho pediu. Instalou computadores para as crianças ficarem conectadas, contratou uma lanchonete famosa para cuidar da comida. Bolo com velinhas e parabéns estavam fora de cogitação.&lt;br /&gt;Dudu era o dono da festa. Menino educado recebeu todos os amigos e agradeceu a todos pelos presentes e presentes e presentes e presentes recebidos. Eram muitos presentes. O seu quarto ficou lotado.&lt;br /&gt;Dona Ana, mãe de Dudu e esposa de José, tratou de arrumar tudo. Detestava bagunça e coisas espalhadas. Cancelou a folga das empregadas e andava pelo prédio controlando as ações da criançada. Eram hiper-ativos. Lembrou dos seus tempos de criança e reclamou em pensamento:&lt;br /&gt;- Não vejo a hora dessa criançada toda ir embora.&lt;br /&gt;Sabendo que ninguém podia ouvir seus pensamentos, tratava todos com uma paciência e uma cordialidade impecáveis. Logo, tudo voltaria ao normal. Ficava olhando de longe. Sentia um pouco de ciúmes do tratamento de José com seu filho. Antes, todas as atenções eram para ela. Depois do nascimento de Eduardo, tinha ficado em segundo plano. Era mãe e esposa dedicada, mas sempre reclamava que José estragava o filho fazendo todas as suas vontades. Mal saía um brinquedo, Dudu ganhava. Os brinquedos em sua maioria eram importados e ocupavam um guarda roupa inteiro. Todos em perfeito estado. Na caixa, protegidos de tudo e de todos. Até mesmo o menino Dudu não tinha acesso aos jogos e brinquedos. O que ele gostava mesmo, era dos jogos eletrônicos e do computador de última geração que o pai comprou.&lt;br /&gt;Dona Ana resolveu ir até o quarto para ver o que o filho tinha ganhado. Entrou no quarto e ficou perdida em meio a tantos embrulhos. Os tios e avós, sempre davam roupas. Os amigos “CDS” para vídeo game. Um embrulho chamou a atenção de Dona Ana. Era um pacote simples. Olhou dos lados e resolveu abrir. Deu de cara com um livro de Monteiro Lobato. Deu com os ombros e tratou logo de colocá-lo na gaveta. Estranhou, pois nunca seu filho tinha ganhado um livro. Ainda mais um que falava de lendas como Saci, Boitatá, Curupira e companhia. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;(...)&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7044604437942285683-7559989701871472722?l=fragmentos-esquecidos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fragmentos-esquecidos.blogspot.com/feeds/7559989701871472722/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fragmentos-esquecidos.blogspot.com/2009/07/para-onde-foi-todo-mundo.html#comment-form' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7044604437942285683/posts/default/7559989701871472722'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7044604437942285683/posts/default/7559989701871472722'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fragmentos-esquecidos.blogspot.com/2009/07/para-onde-foi-todo-mundo.html' title='PARA ONDE FOI TODO MUNDO*'/><author><name>Eduardus Poeta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10079854801500790043</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/-aV64vMTaevo/TqAEdurPveI/AAAAAAAAcyE/DK5E-S4RcPA/s220/edu1.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7044604437942285683.post-3113204779075381070</id><published>2009-07-26T13:39:00.001-03:00</published><updated>2009-09-09T22:22:44.386-03:00</updated><title type='text'>VERSA &amp; VICE*</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;PALPÉRRIMO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem ter absolutamente nada, Antônio sai de casa às cinco da manhã para procurar emprego. Sem qualificação e sem nunca ter tido carteira assinada, vivia de bicos que conseguia arrumar por aí. Era o típico nordestino, que desembarcara em São Paulo, sonhando com dias melhores.&lt;br /&gt;Hoje, pai de cinco filhos, via a angústia de sobreviver das esmolas e das migalhas que jogavam em seu chão. O filho maior tinha seis anos e o menor apenas dois meses. A mulher com os seios flácidos, estava ali, sentada na beira da cama, pensando o que iria dar para os filhos se alimentarem.&lt;br /&gt;Antônio, muitas vezes, andava o dia inteiro. Era homem que não temia trabalho. Era jardineiro, encanador, mecânico, borracheiro, eletricista, soldador, carpinteiro, marceneiro, pedreiro, pintor. Tudo o que a vida ensinou. Era forte, dotado de músculos e de uma gentileza irreconhecível nos dias de hoje. Às vezes, ganhava o suficiente para o pão e o leite das crianças. A mulher, por causa dos filhos pequenos, não trabalhava. Apenas cuidava do barraco onde moravam. Casa pobre de apenas dois cômodos. O banheiro ficava na parte de fora do barraco, o que expunha a todos, às mais diversas e possíveis doenças. Os móveis, em sua maioria foram achados nas muitas andanças de Antônio por aí. Não tinham televisão. A luz elétrica era puxada do poste da avenida central e nunca, nunca veio alguém para reclamar. A água era também puxada dos diversos canos e emendas. Cada barraco recebia um filete apenas de água. O banho era em canecas de água. Uma vida com certeza injusta, diante de tudo o que já havia passado. Mesmo assim, a fé parecia ser inabalável.&lt;br /&gt;Antônio não conhecia ninguém nessa megalópole chamada São Paulo. Male má conhecia os vizinhos. Moravam em uma, dessas milhares de favela que existem por aí. Uma vida de sacrifícios. Não havia prazer algum. A não ser o prazer de estarem todos reunidos quando a noite chegava. Antônio era um pai dedicado. Adorava fazer os filhos menores darem risadas. Colocava-os na cama e se espremia na cama com a mulher. Naquele momento, parecia enfim que eram um só.&lt;br /&gt;De manhã antes de sair, café preto quando havia e pão seco. Os dias se faziam dessa maneira. Algumas vezes, a mãe era obrigada a sair com os filhos pequenos para pedir comida. Algumas pessoas caridosas doavam alimentos, doavam roupas. A vida se desenhava de modo amargo.&lt;br /&gt;Naquele dia, Antônio não tinha dinheiro para pegar o ônibus. Tinha que ir a pé. Eram pelo menos cinco kilômetros até o centro da cidade. Pensou que podia conseguir algum emprego, fazer algum bico. Andava com suas ferramentas de jardinagem. Era o que mais conseguia. Cortar o mato de algum jardim. Mas a aparência não ajudava muito. Estava abatido. As roupas estavam surradas. Os sapatos sujos e quase todo remendado. Não passava muita confiança. As pessoas cada vez mais escravas da boa aparência.&lt;br /&gt;Antônio estava cansado. Parou em um bar e pediu um copo de água. Aquela água refrescava e dava mais força. Não pensava como iria voltar. Queria apenas garantir o pão das crianças e quem sabe o leite, o arroz, um pacote de bolacha. Sua mulher se humilhava mais. Antônio preferia oferecer trabalho a esmolar. Por isso, muitas vezes voltava para casa sem nada. Quantas vezes dormiu com fome para não tirar o pouco das crianças.&lt;br /&gt;Estava passando em frente de uma bela casa, com um enorme jardim. Resolveu tocar a campainha e oferecer seus serviços como jardineiro. Demoraram um pouco para atender. Percebeu que tinha gente na casa, pois sentiu que o espiavam da janela. Antônio pegou a tesoura de cortar grama e mostrou. Um sinal fez com que aguardasse. Da lateral da casa, surge um velho senhor arrastando os passos.&lt;br /&gt;- Pois não!&lt;br /&gt;- Oi, eu faço trabalho de jardinagem...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7044604437942285683-3113204779075381070?l=fragmentos-esquecidos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fragmentos-esquecidos.blogspot.com/feeds/3113204779075381070/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fragmentos-esquecidos.blogspot.com/2009/07/versa-vice.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7044604437942285683/posts/default/3113204779075381070'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7044604437942285683/posts/default/3113204779075381070'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fragmentos-esquecidos.blogspot.com/2009/07/versa-vice.html' title='VERSA &amp; VICE*'/><author><name>Eduardus Poeta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10079854801500790043</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/-aV64vMTaevo/TqAEdurPveI/AAAAAAAAcyE/DK5E-S4RcPA/s220/edu1.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7044604437942285683.post-5480282141022652680</id><published>2009-07-26T13:37:00.001-03:00</published><updated>2009-09-09T22:35:27.381-03:00</updated><title type='text'>VOZES MUDAS*</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Eu não desejava nada daquilo. Ter cortado o dedo, criou em mim, uma nova esperança. Eu jamais podia imaginar que naquele dia que fui para fazer um simples curativo, eu não sairia mais do hospital. Tudo aconteceu muito rápido. Eu não falava nada. Eu não queria falar. Apenas escutava os médicos decidindo o que era melhor para mim. Eles não sabiam que aquela decisão, iria desencadear um sofrimento que eu não desejava para ninguém.&lt;br /&gt;Eles estavam fazendo todos os exames que podiam. Decidiram que deveriam fazer uma raspagem para tirar as partes necrosadas do meu pé. Saber que tudo aquilo começou por causa de uma meia. Eu sabia que não deveria me expor ao cansaço e às longas caminhadas, mas sabia também que jamais aceitaria a enfermidade. Eu tomava os remédios normalmente. O pior de tudo era ser submetida a uma dieta rigorosa. Minha diabetes estava crônica. Eu vivia à base de insulina. Minha filha montou um pequeno hospital em casa. Era uma avalanche de remédios. Não podia fazer mais nada que me dava prazer. Fumar era um crime que eu não poderia mais cometer. Beber minha cerveja gelada era algo que eu somente tinha na lembrança. Com o passar dos dias, o que eu mais fazia, era me lembrar de tudo. Lembrava da minha mãe, do meu irmão querido, minhas irmãs, minhas filhas, minha neta e também do meu marido. Apesar de todas as brigas e divergências, eu não conseguia sentir raiva. Tinha em mim, apenas mágoas. Não queria me lembrar de coisas tristes. Já estava fraca demais. Desejava imensamente que tudo aquilo passasse de uma vez. Queria ir trabalhar. Eu sempre trabalhei. Como estariam aquelas crianças que sempre cuidei desde pequena. Será que estavam se alimentando, será que a mãe estava dando a elas o mesmo carinho que eu dava.&lt;br /&gt;Enquanto os médicos ficavam me olhando, eu ficava pensando na minha neta. Como ela estava linda. Eu não queria que ela me visse assim. Precisava estar bem para estarmos juntas no seu aniversário de quinze anos. Eu ia dar um presente bem lindo para ela. Pensava nas minhas filhas. Será que falhei em alguma coisa? Minhas filhas ainda precisavam de mim, sempre iriam precisar. Eu também queria terminar de arrumar a casa de minha mãe. Faltava pouco. Seria um lugar onde eu poderia fugir e curtir um pouco mais as pessoas que gosto.&lt;br /&gt;O que eu mais queria naquele momento, era largar tudo aquilo. Sair daquele lugar, retomar minha vida.&lt;br /&gt;O que os médicos falaram, é que o meu pé estava comprometido. Eles deveriam fazer uma intervenção cirúrgica. Iriam tirar a parte necrosada. Assim, as possibilidades de melhora seriam maiores. Eu não sentia verdade nas palavras dos médicos. Eu sentia que tudo ia muito além do que eles diziam. Eu via pelos olhares sobrecarregados de dó. Tudo o que eu não queria é que sentissem pena de mim. Queria era ir embora. Aquela comida me fazia mal. Mesmo que eu me esforçasse. Não tinha sal, parecia uma papa. As enfermeiras entravam e saíam do quarto. Mesmo eu tendo convênio, estava em uma enfermaria de um hospital público. As noites eram barulhentas. Fazia tempo que eu não dormia um sono reconfortante. Sentia dores no meu pé, além disso, minha barriga estava muito inchada o que dificultava meus movimentos. As acompanhantes do quarto pareciam estar num salão de festas. Todas como eu, moribundas e mesmo assim, não paravam de falar. Eu sentia fortes dores e elas falando, falando. Eu queria apenas um pouco de tranquilidade. Tranquilidade para mim e para as pessoas que estavam me ajudando. Sabia que aquela situação mexia com a vida das pessoas e eu não queria.&lt;br /&gt;A noite daquele dia passou tranquila. De manhã não poderia comer nada, pois entraria para a cirurgia. Os médicos não falavam nada além de:&lt;br /&gt;- Vamos fazer apenas um procedimento de raspagem. A senhora pode ficar tranquila, dona Genézia.&lt;br /&gt;Genézia! Genézia! Logo eu que odiava esse nome, agora me via obrigada a escutá-lo sempre. Mesmo que eu quisesse explicar, eles não entenderiam. Meu nome era Janete. Era assim que eu gostava de ser chamada. Era assim que as pessoas me conheciam.&lt;br /&gt;Logo cedo as enfermeiras chegaram. Começou o procedimento para a cirurgia. Fui levada de maca até o centro cirúrgico. Eu estava apreensiva. Apesar dos médicos afirmarem que a anestesia seria local, todo procedimento cirúrgico me deixava nervosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*-*&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu escutava vozes bem longe. Finalmente por alguns momentos eu consegui ter um sono reconfortante. Não sentia dor. Sentia apenas uma paz. Sabia que eu não tinha morrido, pois escutava vozes. Tentava abrir os olhos, mas não conseguia. Morta eu não estava, mas os gritos e a correria começaram a me preocupar. Derrepente, aquela paz que eu sentia, tinha ido embora. Eles – os médicos – estavam agitados. Escutava apenas de longe:&lt;br /&gt;- Ela não está respondendo. Estamos perdendo ela. Estamos perdendo ela. A pulsação está caindo. Precisamos trazê-la de volta.&lt;br /&gt;Minha voz não saía, meus olhos mal se abriam, mesmo assim eu conseguia olhar tudo e dizia:&lt;br /&gt;- Eu estou aqui. Hei, eu estou aqui!&lt;br /&gt;A impressão era que eles não me escutavam. Será que eu estava morrendo? Eu não podia morrer! Não ainda! Tinha muitas coisas para fazer. Minhas filhas, minha neta e o Manoel, como ele ficaria sem mim. Eu não estava preparada. Voltei a sentir aquela paz. Devagar abri os olhos e vi que estava no quarto. Era noite, isso eu sabia pelo silêncio do hospital. A dor era mais fraca mais ainda estava lá.&lt;br /&gt;Quanto voltei e os médicos foram me colocar na maca para me levarem para o quarto recebi a notícia que com certeza mudaria todo meu destino:&lt;br /&gt;- Dona Genézia, nós fizemos tudo o que pudemos. Tivemos que amputar o seu pé.&lt;br /&gt;Naquele momento, eu não sabia o que falar, o que dizer, o que pensar. Sabia que minha vida não seria a mesma. Como eu ia andar? Como eu ia me mexer? Levar minha vida normalmente? O caminho até o quarto foi o mais longo de toda a minha vida. Não queria e não podia pensar em nada. Não queria ver ninguém. Queria apenas ficar deitada.&lt;br /&gt;No quarto, olhava para minhas pernas. Eu não acreditava que eu tinha chegado naquele ponto. Eles falaram que iam apenas fazer uma raspagem e amputaram meu pé. Eu sabia que havia algo mais. Eu sabia que eles não diziam nunca a verdade. Será que eles comunicaram minhas filhas? Será que elas sabem que não sou mais a mesma? Será que elas sabem que amputaram meu pé? Aquela foi a noite mais horrível. Eu não acreditava que estava mutilada. Lembrei do meu irmão Beno, que morreu em um quarto de hospital totalmente mutilado. Naquele instante senti medo. Pela primeira vez, senti medo.&lt;br /&gt;Logo de manhã, enfim, vi um rosto conhecido. Minha sobrinha chegou! Foi um abraço confortante. Um abraço que eu precisava sentir para aliviar o medo. O abraço que me faria sentir viva.&lt;br /&gt;- Olha o que fizeram comigo Elenice!&lt;br /&gt;Puxei o cobertor e mostrei minha perna sem o pé direito. O semblante dela disse tudo. Ficou pálida! A cor dos lábios sumiu com uma rapidez incrível. Ficou muda olhando para a minha perna sem dizer nada! Não havia o que dizer!&lt;br /&gt;Ficamos por instantes em silêncio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ESTRANHA SENSAÇÃO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha filha chegou.&lt;br /&gt;Ela tentava disfarçar, mas era nítida a sua agonia em me ver ali. Pelos olhos vermelhos, percebi que ela já sabia o que havia acontecido. Como sempre, Rosana tinha apenas palavras de força e de incentivo. Jamais vi minha filha se abater. Mesmo em momentos de extrema necessidade, ela sempre tinha um sorriso nos lábios. Sempre foi assim desde pequena. Uma flor e como meu irmão João dizia; uma jóia rara. Rosana para mim, era uma menina crescida que sempre precisaria de cuidados e de atenção. Parecia frágil, uma peça de porcelana, um cristal. Diferente da irmã que já puxou mais este meu lado prático. Posso dizer que Rosana é a emoção pura e Ariadne a parte prática, a razão. Sei que também se emocionava, mas jamais se mostrava abatida. Sei que tinha seus momentos de fragilidade pura, mas não era para mim, que ela demonstrava isso. Eu era assim. Jamais me vergava e quando vergava, nunca quebrava. Agora estava ali, diante de algo completamente novo em minha vida!&lt;br /&gt;Rosana tentava me confortar. Falava em prótese e em uma vida normal. Eu olhava aquele semblante abalado, fragilizado. Não conseguia dizer nada. Perguntava da minha neta. Lembrava dela a todo o momento. Eu sabia que para ela seria difícil me ver assim. Eu também não queria ver naquele rosto lindo, as marcas de preocupação e tristeza.&lt;br /&gt;- É engraçado, Rosana! Parece que meu pé está lá. Eu sinto ele! Posso até mexer os meus dedos.&lt;br /&gt;- Ah mãe, é normal. Essa sensação é normal.&lt;br /&gt;Eu não me sentia bem. Apesar da amputação, as dores ainda estavam presentes. Não podia me mexer na cama e no quarto, aquelas mulheres agindo como se estivessem em um clube. A situação pedia silêncio, reflexão, um momento para entrarmos em contato com nosso íntimo. Eu já não me sentia bem. Estava inchada, mal podia me mexer. Não queria ver ninguém. Queria ficar em silêncio, mas a balbúrdia no quarto era grande.&lt;br /&gt;Minha filha estava lá. Olhava para mim. Uma mistura de dó, de sufoco, de desespero. Ela não sabia o que fazer para amenizar.&lt;br /&gt;- Mãe, amanhã cedo a Luciene vem ficar com a senhora e a noite eu venho. Não vou conseguir deixar a senhora aqui sozinha. Vou ficar em casa angustiada.&lt;br /&gt;- Não quero! Não quero causar nenhum transtorno!&lt;br /&gt;Eu não queria ninguém ali comigo. Não queria me sentir dependente. Não aceitava aquela situação. Minha filha já tinha a sua vida sofrida. Não era justo nem comigo e muito menos com ela. Não tive força para dizer mais nada. Não sei o por quê. Não queria confessar que adorava tê-la por perto. Senti-me mais segura. Mesmo que a noite eu não conseguisse dormir, sabia que ela estava lá para me socorrer. O que me irritava, era acordar durante a noite e ver uma pessoa ali feito galinha, encorujada e sem fazer nada. Eu sabia que a situação era diferente. Eu não tinha mais o pé direito e sabia que podia precisar de auxílio. Na verdade, eu ia precisar de auxilio. Eu estava inchada, sentia dificuldades para me mexer, sentia dores e mais dores. Odiava a comida do hospital. Não aguentei e comentei com minha filha:&lt;br /&gt;- As pessoas vêm aqui e não trazem nada para eu comer!&lt;br /&gt;- Mãe, o hospital dá uma comida balaceada. Eles seguem uma dieta.&lt;br /&gt;- Que dieta, Rosana! Eles só servem chá. Não vejo a hora de tomar café com leite, comer alguma coisa com sustância.&lt;br /&gt;- A senhora quer que eu traga alguma coisa? Uma garrafa de café com leite?&lt;br /&gt;- Traz minha filha! Traz sim!&lt;br /&gt;As noites com minha filha lá, eram tranquilas. Enfim, eu podia dormir sem me preocupar. De manhã, as coisas ficavam mais complicadas. Tinha que tomar banho, fazer o curativo e dependendo das enfermeiras, eu tinha verdadeiro pânico. Elas não sentiam o mínimo... &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7044604437942285683-5480282141022652680?l=fragmentos-esquecidos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fragmentos-esquecidos.blogspot.com/feeds/5480282141022652680/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fragmentos-esquecidos.blogspot.com/2009/07/vozes-mudas.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7044604437942285683/posts/default/5480282141022652680'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7044604437942285683/posts/default/5480282141022652680'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fragmentos-esquecidos.blogspot.com/2009/07/vozes-mudas.html' title='VOZES MUDAS*'/><author><name>Eduardus Poeta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10079854801500790043</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/-aV64vMTaevo/TqAEdurPveI/AAAAAAAAcyE/DK5E-S4RcPA/s220/edu1.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7044604437942285683.post-6346244486165235907</id><published>2009-07-26T13:35:00.001-03:00</published><updated>2009-09-09T22:41:03.490-03:00</updated><title type='text'>DISRITMIA*</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Numa havia pensando em sumir, mesmo tudo estando cada vez mais difícil. A mulher cobrando a minha instabilidade e gastando mais do que posso pagar. Filhos rebeldes que não gostam de estudar, que não gostam de trabalhar. Há um tempo, eu me preocupava. Ia atrás, corria, fazia de tudo. Pagava faculdade dos dois filhos, dei carro, mesada. Eles nem aí. Tudo o que eu tinha, eu herdei da minha família. Meu pai trabalhou muito para manter esse império. Agora vejo tudo isso desaparecendo.&lt;br /&gt;Impostos e dívidas. Tentei manter a todo custo as aparências. Dizer para todo mundo que estava tudo bem. Continuamos fazendo festas em casa. Íris não podia pensar em parar. Ela era frágil demais para aceitar que estávamos perto da ruína. Meus filhos Pablo e Rubens. Eles queriam apenas ostentar o luxo e gastar dinheiro com as mulheres. Eles gêmeos. Não se desgrudavam. Um fazia uma tatuagem, o outro ia lá e fazia uma também. Quando eles nasceram, eram meu orgulho. Sei que fui um bom pai e um péssimo pai também. Dei de tudo sem colocar limites e acabei com tudo.&lt;br /&gt;Nunca havia pensando em sumir. Confesso que tenho pensado muito nesses últimos dias. Tenho feito contas, tenho pesquisado lugares, meios de simplesmente sumir. Tanta gente desaparece no mundo sem deixar nenhuma pista. Cada dia a idéia estava mais viva em mim. Eu e Íris não tínhamos uma relação há mais de dois anos e mesmo assim, nunca fui infiel. Não quero garotinhas no meu pé, tirando o pouco que me resta. Queria apenas instante de paz e que no fundo me esquecessem.&lt;br /&gt;Quando chegar em casa se torna um martírio, é hora de repensar. Íris nunca estava e quando estava, ou malhava feito louca ou estava na piscina ou então fazendo sessões de Reiki. Fazia a empregada colocar a mesa e eu jantava sempre sozinho. Meus filhos, eu somente os via quando queriam mais dinheiro.&lt;br /&gt;Naquela noite foi diferente. Depois de jantar, fui para a sala arquitetar meus planos para desaparecer. Queria deixar todos em situação confortável. Venderia a casa e compraria um apartamento menor em um bairro mais simples. Venderia os carros, a empresa e os deixaria bem. Depois eles que arcassem com seus sonhos de consumo. O valor de tudo somado, mais o dinheiro que eu tinha em investimentos, dariam para pagar os funcionários, deixar um carro para eles e uma boa pensão para se manterem por um tempo. Ia falar com meu advogado. Deixaria procuração para que ele resolvesse tudo por mim. Não queria mais ter dor de cabeça com nada. Queria morrer e renascer em outro lugar e eu sabia que eu podia fazer isso.&lt;br /&gt;Fui deitar por volta de uma da manhã. Íris estava como sempre. Máscara de cremes no rosto. Eu olhava e pensava:&lt;br /&gt;- Não foi com essa mulher que me casei.&lt;br /&gt;Íris não aceitava envelhecer. Colocou silicone porque achou que seus seios estavam flácidos. Fez lipoaspiração, aplicações e aplicações de Botox. Ficava cada vez pior e não seria eu que diria isso, jamais.&lt;br /&gt;O telefone tocou. Olhei no relógio, eram duas e meia da manhã. Senti um calafrio que jamais havia sentido. Sabia que meus filhos não estavam em casa. Eu sabia quando chegavam, pois não dormia profundamente enquanto eles não estivessem dormindo.&lt;br /&gt;- Sr. Marconi?&lt;br /&gt;- Sim, quem fala?&lt;br /&gt;- Aqui é o delegado de polícia. Por favor, fique calmo!&lt;br /&gt;- Diz o que aconteceu com meus filhos.&lt;br /&gt;Nesse momento Íris já tinha pulado da cama e estava de pé gritando feito louca.&lt;br /&gt;- Por favor, o que houve?&lt;br /&gt;- O senhor pode vir até a Rua dos Arautos? Fica no bairro da Cruz Alta.&lt;br /&gt;- Eu sei onde é. Estou a caminho. Diga por favor, que está tudo bem!&lt;br /&gt;- Sinto muito!&lt;br /&gt;Ele desligou o telefone.&lt;br /&gt;Nenhum buraco poderia ser mais fundo do que esse que acabou de abrir sob meus pés. Peguei a chave do carro e fui com Íris para o local informado.&lt;br /&gt;Logo puder perceber os giroflex da polícia. Muitas pessoas estavam naquele horário na rua. Desci do carro e tentei ultrapassar aquele muro de gente. Havia cordão de isolamento e atrás dele um corpo coberto. Eu não pensava mais em nada. Olhei ao redor e vi o carro dos meninos de pernas para o ar. Não dava para identificar que carro era aquele. Eu não sentia mais nada. Não havia chão. Não havia mais nada.&lt;br /&gt;Um policial veio ao meu encontro. Disse-me que o outro rapaz havia sido levado para o hospital. Devagar fui me arrastando para ver o corpo que estava coberto. Era o corpo de Rubens. Morto, deformado, deitado ali no chão frio.&lt;br /&gt;Sentei no chão. Íris berrava e depois de tantos anos, eu entendia sua dor.&lt;br /&gt;Depois de horas, acordei no hospital.&lt;br /&gt;Eu estava sedado. Queria apenas notícias do meu outro filho e da minha mulher. O médico pediu-me calma e deu a notícia do falecimento do meu outro filho. Tudo ali havia acabado. Tive a certeza enfim do quão egoísta eu fui. Não pensava em nada. Não sentia nada. Queria apenas ver minha mulher. Minha pobre e delicada Íris. Eu não tinha mais aquela vontade de desaparecer. Eu havia desaparecido naquele instante.&lt;br /&gt;- Por favor, onde está minha mulher?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7044604437942285683-6346244486165235907?l=fragmentos-esquecidos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fragmentos-esquecidos.blogspot.com/feeds/6346244486165235907/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fragmentos-esquecidos.blogspot.com/2009/07/disritmia.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7044604437942285683/posts/default/6346244486165235907'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7044604437942285683/posts/default/6346244486165235907'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fragmentos-esquecidos.blogspot.com/2009/07/disritmia.html' title='DISRITMIA*'/><author><name>Eduardus Poeta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10079854801500790043</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/-aV64vMTaevo/TqAEdurPveI/AAAAAAAAcyE/DK5E-S4RcPA/s220/edu1.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
